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Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

Tutor T*

Já vos falei AQUI nesta escola, de que aceitei ser uma espécie de madrinha e da qual conto dar-vos notícias de quando em vez.

Para já, dizer que o ano lectivo já começou mas que ainda vão a tempo de inscrever os vossos filhos (a menos que já haja salas esgotadas, é questão de ligar para lá a saber, não vá eu estar a meter os pés pelas mãos). É para bebés desde os 4 meses até crianças com 5 anos, antes de entrarem na primária.

Nem de propósito, há dias encontrei uma vizinha que, assim do nada, começou a tecer maravilhas à creche. Tinha lá deixado a filha durante as férias (a Tutor T está aberta durante os 12 meses do ano, fechando apenas 1 dia no ano, em Agosto, para mudança de ano lectivo) e desfiou um sem número de elogios, sem sequer fazer ideia do meu "título" de madrinha da escola. Dizia a senhora que, não fosse dar-se o caso de ir viver para outra cidade, e a criança ficava ali até aos 5 anos, sem qualquer sombra de dúvida. Contou que lhe mandavam fotos dela durante o dia, que eram de uma dedicação sem paralelo e que a filha ficava felicíssima de ir para a escolinha. Confesso que fiquei mesmo contente com este relato. Afinal, gosto de recomendar aquilo que é bom, aquilo em que acredito. E se já sabia que era bom por relatos de amigas que lá têm os filhos, fiquei ainda com mais certezas depois de lá ter estado a meter o nariz em tudo (e agora com esta descrição apaixonada da minha vizinha).

Pequeno Mateus é bem capaz de ir para lá, talvez mais cedo do que estávamos a pensar. Para já tem a avó e quem tem uma avó tem tudo. :)

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Tutor T é um Jardim de Infância e Creche fica no Parque das Nações e tem tudo o que qualquer mãe sonha para a escolinha dos seus filhos: salas grandes e com janelões onde entra muita luz, comida feita lá e com produtos rigorisamente escolhidos, espaço exterior grande com baloiços e horta e vários locais de brincadeira, educadoras e auxiliares com paixão pelo que fazem, poucos meninos por sala (na sala dos mais bebés o máximo legal é de 10 crianças por sala e a Tutor aceita 5; até aos 24 meses o máximo aceite por lei é de 14 e a Tutor recebe 8/9; dos 24 meses aos 36 o máximo legal é de 18 e ali só entram 12; e daí em diante, o que o Estado exige é que não se excedam as 25 crianças por sala e a Tutor T não tem mais do que 15, 16 ou 18 (consoante as idades).

 

*post escrito em parceria com a Tutor T 

 

Adeus, Algarve...

Depois de, no sábado, termos passado o dia no Aquashow, no domingo aproveitámos para nos despedirmos da praia. Ficámos ali indecisos entre a Praia Verde do nosso coração ou a Praia do Barril, mas acabámos por optar pela segunda, por estar mais perto de casa e por causa do comboio, grande amor da vida do Mateus (passou o tempo a olhar para o comboio e a repetir "béu", "minha béu", "quero béu"). 

O dia estava uma brasa, a água quente mas mesmo quente (este ano foi absolutamente perfeito quer em temperatura do ar como em temperatura do mar) e só saímos da praia às 20.30. Não há palavras para descrever o prazer que me dá ir no comboio depois de um dia de praia, quando a luz já está quebrada, a pele quente e a saber a sal, e aquele cheiro inconfundível da ria formosa. Apetecia-me ter 11 frasquinhos onde guardasse aquele cheiro. Em cada mês do ano abria um e inspirava profundamente, até ter os pulmões repletos do perfume da ria e a alma cheia das memórias de verão. Ao 12º mês era só voltar e cheirar tudo in loco e viver tudo de novo. Talvez assim as saudades doessem menos.

Sim, porque em princípio agora acabou-se. Só voltamos para o ano. 

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(Obrigada, Nickelodeon, pelo chapéu de praia mais giro de sempre) 

Mada no seu melhor

A Madalena tem um coração enorme. Lá dentro cabem largos amores. Umas vezes namora com vários ao mesmo tempo, outras namora só com um mas logo depois termina a relação para se dedicar a outro. Já me interroguei se tanto poliamor seria normal mas uma psicóloga amiga garantiu-me que sim: a moça tem muitos homens dentro de casa que ama, por que raio não pode amar vários fora de casa? Além disso, a sua noção de amor é desprovida de sexualidade, logo, não há lugar (ainda) para imoralidades javardolas (que estão mais na nossa cabeça do que da cabeça de uma criança de 7 anos). No fundo, a miúda gosta dos amigos e acha que os ama, elegendo-os ao patamar de namorados. Sempre que se lhe diz que tem de escolher, encolhe os ombros e replica: "Eu escolho mais tarde, quando tiver a tua idade."

Ainda assim, a sua inconstância perturba os irmãos, que passam a vida a explicar-lhe que a vida não é isto de andar a pular de paixão em paixão, que era o que faltava, que tem de namorar com um de cada vez, dando mais tempo a cada um, que isto não é o cabaré da coxa.

No outro dia, depois de mais um fim de relação e anúncio de novo amor, o Manel suspirou e disse-lhe, com a expressão mais séria que já lhe vi:

- Madalena, tu tens de compreender a diferença entre amizade e amor. Amizade é uma coisa. Amor é outra. Tens de compreender isso. Para teu bem. Para nosso bem. Para o bem de todos. 

E depois de um silêncio algo dramático, repetiu:

- Tens de compreender isto, Madalena, o mais depressa possível.

 

(chorei a rir)

(mas percebi que a vida não vai ser fácil quando quiser namorar, efectivamente)

(isto de ser a única rapariga no meio de irmãos...)

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Aquashow

Este fim-de-semana voltámos ao Algarve. Os miúdos tinham passado as férias todas a pedir-nos para irmos ao Aquashow mas sinceramente em Agosto era a última coisa que estava nos meus planos. Posso estar enganada mas imagino filas enormes, gente por todo o lado, e não queria mesmo ficar um dia das minhas férias em qualquer espécie de trânsito, fosse de carro ou a pé. Então, como este fim-de-semana já era Setembro, apontei baterias para irmos agora. E assim foi. 

Na verdade, o parque estava cheio de gente mas as filas não eram insuportáveis. Os miúdos simplesmente deliraram. Andaram sempre em bando (eram 10 e, tirando o Mateus, andaram sempre sozinhos para todo o lado). Os adultos também tiveram oportunidade de se divertir em alguns escorregas, à vez, e andámos na Montanha Russa porque houve quem preferisse não se meter em tamanhas aventuras e ficasse com o Mateus (na verdade, eu devia era ter ficado em terra, que guinchei como uma macaca o tempo todo). O Martim andou nos escorregas mais altos de todos (diz que é o mais alto da Europa) e eu só pensava que jamais em tempo algum me apanhariam ali. Mas apanharam-me noutros, que eu desde que a coisa não seja assim hardcore também não me ensaio nada para uma boa ramboia.

Uma coisa que me impressionou pela positiva foi a organização de tudo (é difícil haver falhas de segurança - os monitores são novinhos mas estão sempre em contacto uns com os outros e só avança o próximo no escorrega depois do outro ter chegado lá abaixo). Outra coisa digna de registo foi a limpeza das casas de banho. Confesso que estava cheia de medo de lá entrar, com tanta gente no parque, mas estava a brilhar (espero que não seja porque as pessoas se aliviam nas próprias piscinas... ).

No final do dia, o meu filho Martim abraçou-se a nós e agradeceu. Os outros imitaram. :) E ainda não pararam de falar no assunto. Se eu ganhasse o euromilhões, havia uma cena realmente excêntrica que era menina para fazer: fechar o espaço só para amigos. Eissssshhhh! Isso é era! 

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