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Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

Sniper: férias que eles nunca mais esquecem

Antes das nossas férias eles estiveram, como já vai sendo habitual, no campo de férias Sniper. Todos os anos o mesmo entusiasmo, todos os anos aquele nervoso miudinho nas vésperas do dia para entrarem, todos os anos os mesmos relatos apaixonados ao telefone sobre todas as coisas fantásticas que fizeram, todos os anos a mesma tristeza no olhar no dia da despedida.

Mais uma vez, não se desiludiram. Divertiram-se à grande, fizeram rapel, escalada, slide, jogaram matraquilhos humanos, atravessaram um rio a pé, fizeram laser tag e tiro com arco e atravessaram numa gruta à noite e montaram a cavalo, brincaram na piscina, cantaram no karaoke e acamparam no meio da serra, onde tiveram de construir o seu próprio abrigo. Não há lugar para a pasmaceira, ali. Ao mesmo tempo que se divertem, os monitores passam-lhes ensinamentos para a vida. Respeito pela natureza, solidariedade, espírito de equipa, união, capacidade de orientação, sobrevivência. Quando os miúdos estão a atravessar períodos mais problemáticos (seja por razões de ordem pessoal, familiar, ou simplesmente por causa da idade da parvoeira), o Nuno trata-lhes da saúde, com longas conversas que os mudam... mesmo. 

Este ano a Madalena adoeceu, ainda pensámos que tínhamos de vir do Algarve de escantilhão (onde estivemos uma semana só os dois) mas eles fartaram-se de insistir que não era preciso, que não era grave, que ela ia ficar boa (e ela a chorar ao telefone a dizer que não queria ir-se embora). E assim foi: deram-lhe xarope, cuidaram bem dela e em dois ou três dias estava fina e pronta para mais aventuras. Obrigada, queridos monitores!

A todas as pessoas que me perguntam, digo sempre o mesmo: experimentem! Não ganho comissão mas sei que os miúdos são tão felizes por lá que recomendo sem pestanejar.

Este ano duas amigas mandaram as filhas e elas adoraram. E realmente... como não?

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www.sniper.pt 

 

É assim a vidinha, Mateus

Nestas férias, o Mateus aprendeu muito.

Aprendeu que as férias são uma coisa boa (para lá de boa, diria), que lhe oferece o pai, a mãe e os irmãos, sem interrupções ou limitações de qualquer espécie.

Apaixonou-se pelo comboio para a Praia do Barril, que baptizou de Béu.

Mas também vibrou com a Praia Verde, cujo passadiço de madeira quis sempre fazer a pé, ao seu ritmo beeeeeem vagaroso, empancando todo o trânsito normal de veraneantes (e assim aprendeu que não há cá stress nas férias).

Adorou dar mergulhos no mar. Para ele, o mar não é mar. É sempre "picina". Mesmo quando tem ondas grandes.

Andou de colo em colo, aprendendo assim o valor inestimável da amizade.

Provou petiscos novos e saborosos e disse muitas vezes a palavra "quenqui" (quente). 

Compreendeu o valor de uma Bola de Berlim.

Correu, saltou e adormeceu ao som das ondas, conversas, gritos, gargalhadas e do cantar do vendedor da bolacha americana.

 

O Mateus está confuso. Não percebe por que raio acabou o que era tão bom. Por que raio a mãe voltou para o computador (ainda que, esta semana, só de vez em quando), por que diabo o pai desapareceu dos seus dias, para só regressar à noite, e por alma de quem é que não está a brincar na areia. De vez em quando vamos dar com ele a falar sozinho e, entre a algaraviada que é o seu linguajar, percebemos claramente as palavras praia, béu, piscina.

O Mateus não tem dois anos mas já percebeu a gigantesca diferença entre os dias livres e os outros.