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Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

Obrigada a todos

Até agora recebi dezenas de emails, que vou reencaminhar para a mãe da Maia que pediu ajuda.

Agradeço do fundo do coração a vossa generosidade.

Já lhe mandei um email a pedir o NIB e o CV, dados que várias pessoas me pediram.

Mal ela me responda dou notícias.

Se não disser nada é porque nada sei ainda.

Uma vez mais obrigada.

Prontos para a praia*

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Tão giras as t-shirts Anti Raios UV da Zippy!

É que além de ficarem giros ainda estão protegidos (factor 30).

Também já temos a outra excelente invenção da marca: pijamas anti-mosquito. Para noites tranquilas sem picadas.

Boas ideias fazem boas marcas.

 

 

*post em parceria com a Zippy

 

Pessoas com empresas no Porto: alguém?

Recebo dezenas de emails com pedidos por dia. Às vezes são só pedidos para partilhar uma foto para que vença um concurso qualquer mas outras vezes, infelizmente, são pedidos de ajuda séria. 

Como este, que me partiu o coração. Esta pessoa só quer um emprego. A ajuda que ela pede é essa: trabalhar para se reerguer. Empresários do norte (ela é da Maia, Porto): alguém pode ajudar esta mãe? 

 

"Pensei imenso se havia ou não de escrever este e-mail e é com o coração nas mãos e a corda no pescoço que o faço, não me restam alternativas.

Eu chamo-me X, tenho 23 anos, moro com o meu namorado e temos um bebé que ontem, dia 15, fez seis meses. Por não ter hipóteses de ir para a faculdade, aos 19 anos fui fazer limpezas e tomar conta de crianças para conseguir sair de casa e sustentar-me sem a minha mãe, que é a pessoa que mais mal me fez em toda a minha vida que, apesar de curta, já é tão pesada. E consegui. Trabalhei 11 horas por dia, durante anos. Até engravidar e ter o meu filho que é o meu maior amor, a minha maior obra e a minha maior dor por não conseguir dar-lhe tudo o que ele merece. Tínhamos uma vida bonita. Não tinha um trabalho de sonho, mas tinha um trabalho digno que me permitia não dever nada a ninguém e tudo o que tinha era fruto do meu suor. Até engravidar e ter o meu filho. Hoje em dia ainda é muito complicado enfrentar a entidade patronal durante uma gravidez. Em Janeiro deste ano nasceu o meu bebé e, após meses de pressão psicológica, em Abril, ainda durante licença de maternidade, fui despedida. Por telefone. Trabalhei durante dois anos, apenas me fizeram seis meses de descontos pelo que não tive direito ao fundo de desemprego. Fiquei com as despesas da casa, mais renda, carro, bebé... O meu namorado ganha o ordenado mínimo.

No início deste mês tive que contactar o meu senhorio e avisá-lo que já não tinha mais hipóteses de pagar a casa, que teria que a entregar pois pagamos um valor bastante elevado de renda e não conseguimos mais fazer frente a tantas despesas. Procuro emprego e, se digo que tenho um filho ainda bebé, todos torcem o nariz e, sem me dizerem que não, não me voltam a contactar. Na segurança social negam-me ajudas porque, pelos vistos, ter um elemento no agregado familiar a ganhar o ordenado mínimo é o suficiente para se viver à vontade. Tenho procurado casas com valores de renda mais baixos, mas nada. Chegamos ao limite. Hoje é dia 16 de Julho, tenho que deixar a minha casa ate dia 30 e não tenho para onde ir.  

O texto já vai longo e eu continuo sem coragem para pedir seja o que for. Sinto que não tenho o direito e talvez não o tenha. Mas tenho, como já disse, a corda no pescoço. Eu preciso de um trabalho. E de um tecto. Preciso de um trabalho que me permita dar ao meu filho algum conforto e preciso de uma casa com uma renda baixa, com as condições minímas. Lembrei-me que, pela enorme quantidade de pessoas que lêem o seu blogue, alguém me pudesse ajudar, alguém soubesse de alguma coisa.

Tenho o 12º ano. Tomo conta de crianças desde os 14 anos (tenho cartas de recomendação), faço limpezas, lojas, part-time, full-time... Sónia... qualquer coisa. Só quero erguer a cabeça. Só quero olhar para o meu filho sem chorar por não saber que rumo tomar. Só quero respirar. Preciso de respirar. Tenho um filho."

 

Se alguém puder ajudar envie email para sonia.morais.santos@gmail.com, que eu reencaminho para a pessoa em questão.

Muito obrigada.