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Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

Campo de Férias

Tenho recebido vários emails a perguntar se conheço algum campo de férias giro e de confiança onde para onde as crianças possam ir enquanto os pais não estão de férias. Algumas pessoas lembram-se que os miúdos cá de casa estiveram num mas não se lembram qual e então decidi fazer um post em vez de estar a responder aos 350 emails que me chegam todas as semanas, está bom?

Há um milhão de Campos de Férias por aí e sei que muitos deles são excelentes. Mas não os conheço por dentro. O único que conheço e que passo a vida a aconselhar a todos os meus amigos com filhos é o Sniper. Quem mo aconselhou foi a mãe de uns amigos dos meus filhos, e depois do primeiro ano em que foram juntos nunca mais quiseram outra coisa. 

No ano passado, a Madalena foi pela primeira vez (só se pode ir a partir dos 6 anos). Ainda receei que estranhasse, que pudesse ter algum ataque de mimalhice de noite... qual quê! Quando os fomos buscar era a que estava mais triste por aquilo ter acabado.

Porque é que o Sniper é espectacular? Porque tem tudo! Aventura, camaradagem, ensinamentos para a vida. Os miúdos fazem rapel, fazem escalada, fazem slide. Percorrem um ribeiro com os mais pequenos às costas, onde chegam a ter água pelo pescoço, passam uma noite na serra e têm de construir o seu próprio abrigo com troncos e ramos. Há outro dia em que são deixados longe do campo com bússolas e mapas e têm de encontrar o caminho de volta, num exercício de orientação espectacular (ganha a equipa que chegar primeiro). Têm piscina, matraquilhos, paintball. Passam por grutas à noite, dançam, riem, fazem flexões quando se portam mal, dormem que nem anjos de tão cansados, acordam com os gritos de despertar como na tropa. 

Os monitores são incríveis, o director sabe muito bem lidar com eles (houve um ano em que as suas conversas com o Manel foram mesmo importante para ele - veio de lá outro!), e todos os anos tentam trabalhar emoções e sentimentos e comportamentos. Há uma gigantesca promoção da autonomia, da autoestima, do "eu sou capaz". Adoro.

Este ano, além dos 3 cá de casa, já vão mais 5 amigos na mesma semana. Eles já andam a contar os dias.

 (Clicar na seta da direita para ver as imagens)

www.sniper.pt

 

16

Ontem pus o despertador para as 6.50 com uma mensagem agressiva. Afinal, há que sermos duros connosco, para ver se não nos deixamos cair na moleza.

vai correr.jpg

Infelizmente, a ordem não surtiu o efeito desejado. 

Desliguei-o sem dó nem piedade e continuei a dormir.

Mas aquele "gorda" ficou a matutar-me dentro do cérebro (há mensagens que têm um certo peso, no sentido literal) e durante a manhã fiz-me ao caminho. Tinha a missão de fazer 16km, uma vez que comecei nos 12, o Ricardo subiu a fasquia para os 13, a seguir corri 14, ele ontem correu 15 e, por isso, hoje era a minha vez de superar o número anterior. 

Foi difícil, acabei já a meio da hora do treino com o Pedro, fui ter com eles ao jardim do costume mais morta que viva e qualquer ideia idiota que tivesse sobre a possibilidade de treinar depois da corrida esvaneceu-se logo ali. Fiquei estendida na relva, a tentar recuperar o fôlego. 

Sábado temos a Eco Marathon. No Monsanto, 21 km. Vamos lá! Sem desculpas.

(Ah, mas não me esqueço... Ricardo, até ver ganhei este desafio. A menos que entretanto consigas correr 17 )

16 km.jpg

 

Querem cortar esta árvore

Estava a ir de mota para uma reunião quando, na Fontes Pereira de Melo, vi aquele rapaz ali especado com um cartaz: "Querem cortar esta árvore". Atrás dele, lá estava a árvore, imponente.

árvore.jpg

Parei a mota e fui lá. O rapaz chama-se Emanuel Sousa, tem 25 anos, e é técnico de agronomia. Faz parte da Plataforma Em Defesa das Árvores (AQUI), uma plataforma que foi criada por cidadãos que se têm vindo a aperceber do corte indiscriminado de árvores pela cidade. O Emanuel foi para a Fontes Pereira de Melo no domingo e fica horas de cartaz na mão, a defender a árvore que não sonha que lutam assim por ela.

Diz o Emanuel que, para se construir a ciclovia (que ele próprio defendeu), vão cortar este choupo negro que tem 50 anos. "O choupo é uma árvore ribeirinha, muito importante para não haver deslizamentos de terra. É uma árvore com 50 anos que vai morrer, o que é uma pena. Quando a cortarem, vão ter o problema das raizes que estão por baixo do alcatrão da avenida - as raizes morrem e a estrada vai abater. A solução? Era haver, nesta zona, uma intersecção da ciclovia com a via do Bus. Só aqui, neste pedacinho de via, para salvaguardar a árvore."

Há já uma petição online para quem queira assinar. O Emanuel vai continuar ali enquanto puder, a ver se salva o choupo-negro da sua (má) sorte.