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Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

Cortar

Quando a neura bate à porta... nada melhor que cortar o cabelo. É quase como se procurássemos deixar os problemas no soalho do salão, juntamente com as mechas que se espalham à volta da cadeira.

Ontem entrei no cabeleireiro do bairro e pedi à Lena para cortar. Muito. Ela mordeu o lábio. Tanto? Tem a certeza? Sim. Força nisso.

O Manel também foi. Demorámos uns 20 minutos, no total. Os dois. Gastei, salvo erro, 18 euros nos dois cortes. Sei que dei 20 euros e recebi troco.

Gosto sobretudo da rapidez e pragmatismo da Lena, não há cá mariquices, longas horas para não sei o quê, um enfado sem fim. Em escassos minutos estava outra. Só ainda não tenho a certeza de ter deixado a neura toda lá no salão, mas isso são outros quinhentos.

 

(o cabeleireiro chama-se Expomágico, antes que perguntem)

Terminam hoje...

... as inscrições no passatempo Workshop de cozinha #Receitaperfeita. Um workshop realizado em parceria com o Lidl e com os cafés Kaffa, no atelier da Mónica Alves Pereira, o Cooking Memories.

Podem ver tudo AQUI neste post e preencher o formulário. Têm até hoje às 23.50! Boa sorte!

Relembro que o workshop é esta sexta-feira, dia 8 de Abril, e o menu que vamos cozinhar (e jantar) é:

Sopa de beterraba e framboesas

Ceviche de salmão com manga

Parfait de frutos vermelhos com queijo quark
 
Nhamiiiiii!

Receita perfeita.jpg

 

 
 
 

E se fosse eu?

Amanhã, dia 6 de Abril, pede-se aos estudantes do ensino Básico e Secundário "que se coloquem na pele de um refugiado e arrumem a sua mochila como se estivessem a fugir da guerra, a sair da sua casa e deixar o seu país".

Esta é uma iniciativa da Plataforma de Apoio aos Refugiados em colaboração com a Direção-Geral da Educação, o Alto Comissariado para as Migrações e o Conselho Nacional de Juventude, e que tem como objetivo a sensibilização para o acolhimento de refugiados.

Um desafio difícil. Duro. Mas importante. Tão importante. Porque vezes demais assobiamos para o lado e fazemos de conta que não é nada connosco. Mas é. Aquelas pessoas fogem da guerra. Fogem de morrer às mãos de bárbaros. Fogem de violações, decapitações e de uma vida que não é vida. 

Ontem o Manel teve de escolher o conteúdo da sua mochila para fotografar e levar hoje, para uma exposição que a escola fará. Escolheu uma muda de roupa, comida, produtos de higiene. Depois, escolheu mais alguns objectos, entre os quais uma fotografia onde estamos todos muito felizes, "para me lembrar de como era a minha vida". Engoli em seco.

Espero que nem ele nem nenhum de nós tenhamos alguma vez de fazer as mochilas.

 

Os quarenta

Isto de ter quarenta (e picos) tem muito que se lhe diga. Começa por ser bom. A festa que celebra a entrada nos "entas" é geralmente épica, uma pessoa sente-se especial, e depois frases como "os quarenta tão os novos trinta" reproduzidas por cada amigo até à exaustão acabam por nos (quase) convencer disso. Sentimo-nos bem fisicamente, andamos no ginásio ou esfalfamo-nos a correr, aperfeiçoamos o corpo com a desculpa da vida saudável (quando, na verdade, o que queremos combater é o degradante efeito da gravidade), temos (alguns de nós) um bom emprego (ou vários trabalhos) e ganhamos (de novo, alguns de nós) razoavelmente bem. Temos amigos com quem fazemos jantaradas divertidas e que acabam por vezes em noitadas até ser de manhã, como nos bons velhos tempos. No dia seguinte, compreendemos que aquela converseta dos "novos trinta" não há-de ser bem assim porque levamos várias horas a conseguir levantar um pé da cama e, na semana que se segue, temos o corpo todo dorido do excesso de álcool e da privação de sono. 

Aos quarenta e picos, alguns ainda têm filhos pequenos, o que ajuda a conferir a sensação de que ainda se é jovem, mas outros já vêem os filhos a aproximar-se a passos largos da maioridade, o que acentua de forma profunda as dores nas cruzes e um certo nó na garganta que se procura a todo o custo disfarçar, usando calças justas rasgadas e ténis superstar.

Mas os quarenta e picos têm mais, muito mais características únicas. É geralmente nesta altura que começamos a sentir um certo cansaço da nossa vida. Não é imediato mas vai acontecendo, devagarinho. O trabalho, por exemplo. Muitos de nós começámos a trabalhar naquilo que gostávamos. Tirámos um curso, começámos a trabalhar e durante vários anos aquilo era tão fascinante que nem parecia uma obrigação. Não trabalhávamos porque tinha de ser, trabalhávamos porque era aquilo mesmo que queríamos fazer, era uma questão de realização profissional, um desafio. Depois, com o passar dos anos, fomos subindo na carreira (alguns de nós) e mudando de emprego. De cada vez que uma dessas mudanças acontecia, voltávamos a sentir o sangue ferver nas veias e iamo-nos esquecendo da obrigatoriedade de acordar às 6:45 todos os dias, para só voltar a casa por volta das 20.30. Era giro, caraças! E ganhávamos bem e comprávamos coisas e fazíamos uma vida de gente crescida e tínhamos imensa ambição ainda. Íamos ser os donos disto tudo. 

Aos quarenta e picos, não só já sabemos que não vamos ser os donos disto tudo como nem sequer já queremos ser os donos disto tudo. Aliás, não queremos sequer continuar a brincar às empresas. Estamos fartos. Odiamos o despertador. O caminho para o trabalho. A voz do chefe. A cara dos colegas.

Antes da reunião semanal (ou diária, conforme os casos), lançamos a sorte e apostamos em números. Cinco números e duas estrelas. E sorrimos um sorriso sardónico, imaginando-nos a entrar pela reunião adentro, depositando os pés em cima da mesa perante o olhar estarrecido dos administradores, e dizendo uma ou outra alarvidade antes de sairmos porta fora para nunca mais regressarmos, agora que somos os orgulhosos vencedores de 50 milhões de euros. Depois, quando a televisão mostra a triste realidade, de outros cinco números e duas estrelas que não os nossos, perdemo-nos em sites imobiliários, suspirando por propriedades no alentejo onde poderíamos viver uma vida tranquila, rodeados de passarinhos e paz, quem sabe até criando o nosso próprio turismo rural, tão bonito e bem sucedido que seria artigo certo na NIT, no Observador, na Sábado e na Evasões. Era só vender a casa da cidade, pedir mais um empréstimo e mudar de vida. Por que não? Até nos lembramos da canção dos Humanos, "Muda de vida se tu não vives satisfeito/ muda de vida estás sempre a tempo de mudar". É então que o nosso filho adolescente entra na sala, pergunta se pode ir ao Honorato e ao cinema com os amigos, e compreendemos que estamos encurralados na vida que criámos e que não há meio de sairmos dela. 

Aos quarenta e picos, começam a adoecer pessoas importantes para nós. E a morrer. Um tem um cancro no pâncreas, o outro descobriu uma leucemia, a outra fez uma mastectomia mas ainda não sabe se tem safa. Há um colega do marido que morreu de enfarte, de repente, e a amiga da amiga apagou-se durante a noite, deixando duas filhas pequenas. A morte, que até então era uma ocorrência distante, passa a estar na ordem do dia. Aproxima-se. Ronda. Com um abutre. De repente, revemos amigos de infância num velório, damos por nós a abrir caixas de fotografias poeirentas e a chorar aquela morte que é, no fundo, também a nossa morte. Sentimos saudades daqueles tempos, ainda que racionalmente saibamos que somos hoje muito melhores do que éramos, e que temos uma vida muito mais interessante e completa do que aquela que tínhamos. Mas aquele abeiramento da morte faz-nos sentir saudades do tempo em que ela estava - ainda - muito distante.

Subitamente, compreendemos que podemos ser nós e não queremos. Começamos a fazer contas à vida. Quarenta, não tarda cinquenta, num instante sessenta. Foda-se. Não queremos. E é então que olhamos para os nossos pais e vemos como estão a envelhecer depressa. E viramo-nos na cama, duas, três, dez vezes sem conseguir pregar olhos. E se? E quando? E depois? 

Aos quarenta e picos há pais de amigos nossos que morrem. Vamos às cerimónias e trememos dos pés à cabeça porque conhecemos aquele "tio" ou "tia" desde que nos conhecemos e a sua morte é, de certo modo, a morte dos nossos pais. De repente, sentimos que passou tudo demasiado depressa. Sentimos que temos de apanhar o tempo, segurá-lo com as duas mãos e não o deixar fugir. Temos de aproveitar cada hora, cada minuto, cada segundo. Alguns de nós seremos chamados a cuidar dos nossos pais. E fá-lo-emos, de coração partido, mas com abnegação e saudade dos tempos em que eram eles a cuidar de nós. Aos quarenta e picos, tudo isto começa a acontecer, colocando-nos a vida inteira em perspectiva: nós, os nossos filhos, os nossos pais. O passado, o presente, o futuro. E é duro para caraças.

Os quarenta e picos são uma idade complexa. Talvez das mais complexas. Ainda temos vigor mas começamos a ter a consciência de que não o teremos para sempre. Ainda temos os filhos connosco mas principiamos a sentir que não tarda ganharão asas e já temos sorte se nos ligarem uma vez por dia. Ainda temos pais mas apercebemo-nos de que eles não são eternos. No fundo, sentimos a finitude das coisas de forma tangível. E a finitude é difícil de gerir.

Boa sorte, quarentões e quarentonas. Que consigamos gerir isto da melhor forma possível.

 

Real Bodies

Fomos hoje com os miúdos. E foi tão impressionante. Por muito que todos nós já tenhamos estudado o corpo humano - uns mais, outros nem tanto - é impossível não ficar extasiado com a perfeição desta máquina incrível. O modo como tudo funciona, como tudo está interligado, como tudo faz sentido deixa-nos - ou pelo menos deixou-me a mim - num misto de sentimentos. Passo a explicar: ao mesmo tempo que a Ciência sempre tendeu a afastar-nos da ideia de Divino, porque a Ciência tudo explica e para tudo tem explicação e razão (e o transcendente não cabe nela), a verdade é que a Ciência que assim nos revela a beleza e perfeição do corpo acaba por nos deixar muitas questões metafísicas: como é possível? Como é que surgimos assim, tão incrivelmente bem estruturados, num equilíbrio praticamente mágico? Escolhi propositadamente a palavra "mágico" mas a que me ocorreu, lá na exposição, foi mesmo "milagroso". Porque sim, se há algum milagre nesta vida é o da vida, ela mesma. 

Se ainda não foram vão. A exposição está na Cordoaria Nacional e termina a 10 de Abril.

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24h no Aeroporto pelo Projecto Amélia

Há um grupo de pessoas a passar 24 horas no Aeroporto de Lisboa para recolher fundos para o Projecto Amélia.

O Projecto Amélia angaria fundos para que as crianças no Myanmar/Birmânia possam ter tratamento hospitalar. É que neste país, em cada 100 crianças com cancro, apenas 10 recebem tratamento. Mais de 90% morre sem tratamento ou cuidados paliativos. E €25 são suficientes para transportar uma criança para o hospital e dar-lhe esperança.  

Se puderem... passem pelo aeroporto e deixem o vosso donativo. É por uma boa causa.

Vejam mais AQUI.

E também aqui: www.projetoamelia.org 

Passatempo: 2º Workshop de cozinha #Receita Perfeita

O primeiro Workshop #Receitaperfeita já aconteceu há um mês e foi um sucesso. Eram 12 participantes espectaculares, muito divertidos, acabámos a rir muito e a cozinhar e a jantar animadamente.

Podem ver tudo AQUI.

 

Para quem não sabe o que é isto do workshop, basicamente é uma aula de cozinha dada pela fantástica Mónica Alves Pereira (vencedora do Chefs Academy), no Cooking Memories, que é o seu atelier de cozinha. Além de se aprender a fazer o menu, ainda se janta em amena cavaqueira. Há lá coisa melhor?

E então quando é o próximo?

Na próxima semana, mais concretamente SEXTA-FEIRA, DIA 8 DE Abril, ÀS 19.30.

 

Então e o que vamos cozinhar (e jantar)?

Desta vez, e para desenjoar dos doces da Páscoa (e dos quilos a mais acumulados e da culpa na consciência) vai ser um menu saudável. Em breve revelo o menu!

 

Como podem participar?

Através do formulário em baixo. Escolherei 12 participantes, via random.

 

E é gratuito?

Ora bem, estes workshops do Cooking Memories têm habitualmente o custo de 40€ por pessoa. Mas o que peço a cada um dos 12 vencedores são 15€ por cabeça, para doar a uma instituição de Cascais que tem um trabalho muito meritório e que se chama Fundação AJU (têm uma série de projectos de solidariedade em mãos). A ideia é acumular os vossos donativos e, no final do ano, entregar uma quantia simpática à Fundação.

 

O que mais vos posso dizer?

Que nos vamos divertir muito, que vamos ter um jantar de arromba, e que vamos aprender receitas novas que nos vão ajudar muito na nossa vidinha de todos os dias.

Também vos posso dizer que o Lidl é o principal parceiro desta iniciativa e todos os ingredientes virão de lá. Vamos mesmo ter, todos os meses, a Receita Perfeita!

Também os cafés Kaffa alinharam nesta ideia e vão estar presentes com cafézinho gostoso para o final da refeição. E não só: em cada workshop irá haver um sorteio e dois participantes receberão uma máquina de café Kaffa!

Raquel Brinca, da Hug, vai estar a fotografar cada um destes workshops pelo que vamos ficar com um registo fotográfico mesmo bom! E ainda contamos com a companhia dela, que é um amor!

 

E é isto! Vamos divertir-nos!

Têm até terça-feira, dia 5, às 23.59h para participar. Boa sorteeeeeeee!

Há por aí?

Uma grávida de apenas algumas semanas, de uma primeira gravidez, que ainda nem tenha contado aos pais e aos amigos, e que queira partilhar comigo o seu segredo (que ficará obviamente bem guardado)? Tem de viver em Lisboa...

É para um projecto giro.

Se sim... enviem email para sonia.morais.santos@gmail.com

Prometo sigilo total. 

20 anos (glup)

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Faz hoje 20 anos que comecei a trabalhar. Parece mentira mas não é. E - curiosidade gira - tem início hoje (1 de Abril de 2016) o contrato de arrendamento que fiz para o meu primeiro escritório. Este dia parece destinado a eventos importantes na minha vida profissional.

Já tinha feito umas coisinhas antes mas foi no dia 1 de Abril que montei arraiais na micro-empresa de comunicação do Pedro Rolo Duarte. Ele tinha posto um anúncio, responderam 600 pessoas. Depois de passar no crivo das entrevistas, fiquei uns tempos em provas práticas. Acabei por ficar eu. Não por ser especialmente dotada mas sobretudo - disseram-me depois - pelo meu olhar. Disseram que o meu olhar era vivaço e cuspia paixão por todo o lado. Não escrevia mal. Saí-me bem nos testes, mas foi o meu olhar que terá despertado ali uma atenção qualquer. Obrigada, olhar. 

A empresa ficava na Rua João Penha, perto do Jardim das Amoreiras, e lembro-me de sonhar com a vida que teria ali, caso fosse eu a conseguir o emprego. Fiquei 10 anos a trabalhar com o Pedro. Fizemos rádio (Mundo de Aventuras, na Rádio Comercial), trabalhei com ele em programas de televisão (Canal Aberto e Falatório), escrevi muitos conteúdos para revistas municipais e depois surgiu o convite para que ele fosse criar o novo suplemento de sábado do Diário de Notícias. E assim nasceu o DNA, onde participei - em profundo deslumbramento - desde o primeiro dia até ao derradeiro.

Trabalhar com aquela equipa foi algo de inesquecível e, suponho, irrepetível. Ainda hoje sonho, por vezes, em ganhar o Euromilhões e criar um novo DNA (outras vezes sonho só em ganhar o Euromilhões e descansar os ossos).

Depois do DNA, fui fazer reportagem para o Diário de Notícias. Nunca pensei gostar. Estava há muitos anos num suplemento semanal, com um ritmo e uma poesia muito próprios, e a ideia de integrar a enorme redacção do DN não me dava nenhuma esperança de ainda vir a fazer trabalhos de fundo, que me dessem prazer. Enganei-me. Durante quase dois anos fui feliz ali, por muito que, no início, tentasse boicotar essa felicidade, quase por me sentir trair o meu padrinho profissional e o meu passado de trabalho com ele. Passada essa fase de luto e de adaptação, fiz muitas reportagens que me deram muito gozo, gostei de sentir o frenesim de um diário, a hora de fecho, o coração aos pulos quando a actualidade se atravessava à frente dos meus planos.

Seguiu-se a Time Out Lisboa. Apetecia-me algo mais leve, mais bem disposto, menos pesado e denso como os temas que tinha tratado até então. Fui feliz durante um tempo mas depois faltava-me o resto. Então fui à procura: propus programas de rádio e fi-los (Viagem da Cegonha, Portugal dos Pequeninos, Nós Vencedores, na Antena 1), criei o blogue, inventei rubricas e meti mãos à obra.

Há 6 anos e tal decidi sair da Time Out e ser freelancer. Com a quantidade de contactos que tinha criado, na ânsia de fazer outras coisas, já me sentia um pouco mais segura para fazer a vida sem rede. Percebi sobretudo que era chata, persistente e que não me deixava abater por ouvir um "não". No dia seguinte já estava de novo a bater a outras portas, à procura do "sim". Fiz muitas coisas. Reportagens várias para a Notícias Magazine, rádio, entrevistas para vários sítios.

No ano passado, experimentei algo que ainda não tinha feito: televisão, com o programa Pais & Filhos. Ou seja, à beira de fazer 20 anos de ter começado a trabalhar, completei o triângulo (imprensa, rádio, televisão) que é na verdade um quadrado, se lhe juntarmos o online.

Entreguei a Carteira Profissional de Jornalista para fazer outras coisas, nomeadamente a comunicação interna de um grande grupo de saúde, ou parcerias comerciais aqui no blogue. No dia em que a entreguei senti um aperto no peito. Mas não me arrependo. Já não era feliz no Jornalismo há uns anos e agora posso fazer muitas outras coisas que me eram interditas pelo código deontológico (e, em bom rigor, faço jornalismo na mesma porque o programa Pais & Filhos, por exemplo, sendo apresentação é também jornalismo, uma vez que sou eu que preparo e conduzo as entrevistas). A parte financeira não é despicienda. Não é fácil ser jornalista em Portugal, tirando algumas excepções. Já para não falar da trágica morte de tantos meios, o que limita muito o raio de acção de tantos jornalistas que se viram sem ter onde trabalhar.

Tenho sido muito feliz nestes 20 anos de trabalho, em que já fiz tanta coisa, mas parece-me impossível que já tenham passado duas décadas. Quando penso nisso, sinto algumas dores nas cruzes. Ainda pensei fazer um grande concerto na Meo Arena, para comemorar a data, mas depois olhei para a agenda e vi que já tinha os fins-de-semana todos ocupados. Uma pena porque já tinha o ok de alguns nomes sonantes (U2, Madona, Sting, o Bruce) mas olhem... fica para os 50 anos, que isto por este andar ainda tenho muito que dobrar a mola. 

 

Obrigada, Pedro. Sabes que eu não esqueço nunca. 

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