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Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

Coca

Esteve connosco 13 anos. Chegou quando o Manel ainda mal andava e foi a forma que encontrámos de diminuir o sofrimento da minha mãe, que tinha perdido um cão por atropelamento, mesmo diante dos nossos olhos (e ouvidos). A Coca era filha de uma cocker que se perdeu de amores por um rafeirolas qualquer e a dona pôs um anúncio a oferecer a ninhada de pseudo-cockers. A Coca foi a cadela mais querida, meiga, pachorrenta e amorosa da história dos cães. Aturou os meus quatro filhos, com uma paciência maternal. Em alguns momentos creio que se julgou mãe deles, dormindo junto do seu berço, vigiando o seu sono, andando na ponta das patas para não os acordar, avisando se acaso despertavam. Estava há semanas num sofrimento crescente e hoje fomos pô-la a dormir, abreviar-lhe a dor, dar-lhe o descanso que merecia. Foi muito duro, muito triste, extraordinariamente difícil. Mas foi a decisão certa. A minha mãe foi, como sempre, sábia, lúcida, forte como um rochedo. Descansa em paz, querida Coca. Foste um cão mesmo especial e vais estar sempre nos nossos corações.

O meu joelho

Fiz ontem a ressonância e já sei que o filme não é bonito.

Ainda não sei tudo-tudo porque o imagiologista ainda não terminou o relatório, mas como é amigo de uma amiga já me disse o essencial. E o essencial é uma ruptura do menisco interno, edema do osso - que não permite perceber se também tem ruptura -, muito líquido intra-articular derramado, e portanto uma cena do camandro.

Já chorei, já gritei, já praguejei, já me zanguei. 

Já disse que não queria gelo, nem pomada, nem as canadianas. Já fui bruta para o Ricardo. Já fui irracional e parva. 

Creio que estou a chegar ao ponto de viragem, de regresso da lucidez, em que quero é tratar disto e parar com a pena de mim própria. É óbvio que, assim de repente, há 858 situações piores do que esta. Mas esta é a minha. E eu ia correr a maratona de Barcelona no dia 13, ia fazer um monte de outras corridas nos próximos meses, tenho um filho pequenino a pedir-me colo, e uma vida agitada que me obriga a andar muito, a pé ou de carro (que também não posso conduzir). É como digo: há coisas piores, terrivelmente piores, perante as quais me curvo em sinal de respeito e me envergonho pela minha fraqueza neste momento, mas esta é a minha. E às vezes temos de fazer o luto das nossas dores e entrar em negação, chorar, revoltarmo-nos com o mundo, para depois recuperarmos a sanidade. Acho que, apesar de tudo, o processo está a ser rápido (é possível que haja recaídas - não estranhem se me virem a bater canadiana nas paredes ou coisa assim).

Em princípio isto implicará cirurgia, muito repouso e ainda mais fisioterapia. E, sobretudo, muita paciência, que é qualidade que infelizmente não possuo em grandes quantidades. 

Se eu fosse dada ao esoterismo, podia deduzir que esta foi a forma que o universo teve para me fazer abrandar o ritmo, ou para olhar mais por mim. Ou que este é um teste à minha perseverança, uma forma de treinar a minha paciência diminuta, porque - diz quem acredita nestas coisas - na passagem por este mundo temos de trabalhar os aspectos em que não somos lá muito bons. 

Infelizmente sou pouco dada a estes pensamentos. Acho que isto foi um azar do caneco e que só espero conseguir dar-lhe a volta mais depressa do que devagar. Já disse que sou impaciente? Pois.

 

(Obrigada a todos os meus amigos pelo incrível, extraordinário, absoluto e estrondoso carinho e atenção que têm tido para comigo. Sois os maiores e eu amo-vos assim mesmo muito)

São Miguel: contagem decrescente

Faltam 20 dias. 

Vamos nós os 6, os meus sogros e a minha mãe.

Uma escapadinha de Páscoa em família.

E vamos ficar no Royal Garden, em Ponta Delgada. Foi-me muito recomendado e tem muito bom ar. Até ver têm sido impecáveis. Somos muitos, temos feito alguns pedidos disto e daquilo e têm sido mesmo simpáticos. 

São Miguel... nos aguarde!!!!!!!

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royal garden 2 (1).jpgPena não irmos usar esta beleza...

 

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 Suspeito que pequena Mada vá tentar dar os seus concertos aqui

 

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Vencedores do Passatempo Workshop #Receitaperfeita

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E já estão escolhidas as vencedoras do passatempo Workshop #Receitaperfeita! Estas sortudas vão poder - já esta sexta-feira, dia 4 de Março - aprender a fazer um menu de Páscoa delicioso e, a seguir, jantar como rainhas (e como reis, já que algumas meninas escolheram levar companhia e pode dar-se o caso de a companhia ser um homem) na companhia inestimável desta Cocó que tanto vos aprecia, da nossa Mónica Alves Pereira que será a chef a comandar as operações, e - claro - da Raquel Brinca, a extraordinária fotógrafa de serviço, da HUG, dona de uma simpatia e gargalhada contagiosas (no campo do contágio, não há nada tão bom).

E quem são elas, então?

- Daniela Moreno (e acompanhante)

- Rita Albuquerque Pinheiro

- Sónia Martins (e acompanhante)

- Paula Antão

- Ana Homem (e acompanhante)

- Mafalda Ramirez Cordeiro (e acompanhante)

- Cláudia Baião (e acompanhante)

 

Todas as vencedoras serão contactadas ainda hoje.

Já está de reserva uma lista de suplentes (escolhidos também via Random), para o caso de alguém se ter inscrito e afinal não poder comparecer. Por isso... estejam atentos porque ainda vos pode calhar a sorte. 

 

Relembro então que o jantar é esta sexta-feira, dia 4 de Março, no Cooking Memories, em Cascais.

A morada é: Marina de Cascais,
Loja 27 A, 2750-800 Cascais

Telemóvel:+351 961773417

Telefone:+ 351 211 999 077

E-mail: info@cookingmemories.pt

 

 

Relembro também que o Lidl é o patrocinador principal destes Workshops e que vamos contar com os seus produtos para elaborar a #receitaperfeita!

Também os cafés Kaffa vão marcar presença, de maneira que a refeição não estará completa sem um cafézinho gostoso. Ah, e sem o sorteio de duas máquinas de café da marca!

 

 

Curso Europeu de Primeiros Socorros

Andava há anos para me inscrever. Saber o Suporte Básico de Vida, saber o que fazer em caso de paragem cardio-respiratória, conseguir desengasgar alguém, saber o que fazer em caso de hemorragia, queimaduras, intoxicações. Mas, sobretudo, a questão da paragem cardio-respiratória bolia-me com os nervos. De repente termos alguém que amamos a ter uma cena má e não podermos fazer mais do que assistir (e ligar para o 112)... não é bonito.

Mas foi sobretudo depois de começar a correr que a vontade se tornou mais concreta e real. Ver vários participantes das provas a cair para o lado, saber que foram as manobras de reanimação feitas por quem sabia da poda que salvaram algumas dessas vidas até chegar o INEM fez-me mesmo tomar a decisão. Depois, falámos no grupo das corridas, soubemos que havia um curso da Cruz Vermelha a começar e inscrevemo-nos. Somos 4 (do grupo) num total de 10. 

Começou ontem e dura até quarta-feira: das 19h às 23h. 

Ontem aprendemos a fazer Suporte Básico de Vida. Claro que a coisa deu para alguma galhofa, até porque estamos sem o peso da realidade - não temos mesmo de salvar ninguém, é só um boneco. Mas sempre que pensávamos na eventualidade de termos mesmo de entrar em acção, acho que todos engolíamos um pouco em seco. Uma coisa é fazer pressão naquele tórax relativamente mole do boneco, outra coisa é pressionar um corpo a sério, duro, inerte, saber que se está ali a substituir o coração e que depende de nós e da nossa perícia a sobrevivência de um ser humano. Cum caneco! 

Hoje há mais!

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O Curso Europeu de Primeiros Socorros, da Cruz Vermelha Portuguesa, tem o valor de 120 euros e, em caso de aproveitamento dos formandos dá direito a um certificado e cartão de socorrista válido por 3 anos.

Quanto a mim, sabermos salvar alguém vale cada cêntimo. Pena que não o ensinem em todas as escolas. E faço desde já uma vénia à escola do meu filho mais velho (pública) que levou lá pessoal do INEM para ensinar estas manobras. Ou seja, ele em princípio já conseguirá dar-nos uma ajudinha, caso a máquina se avarie de repente.

 

Hoje há mais. Vamos aprender a usar o Desfibrilhador. "Clear!!!!!!" (ok, demasiados ER e Anatomia de Grey por aqui )

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