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Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

Coca

Esteve connosco 13 anos. Chegou quando o Manel ainda mal andava e foi a forma que encontrámos de diminuir o sofrimento da minha mãe, que tinha perdido um cão por atropelamento, mesmo diante dos nossos olhos (e ouvidos). A Coca era filha de uma cocker que se perdeu de amores por um rafeirolas qualquer e a dona pôs um anúncio a oferecer a ninhada de pseudo-cockers. A Coca foi a cadela mais querida, meiga, pachorrenta e amorosa da história dos cães. Aturou os meus quatro filhos, com uma paciência maternal. Em alguns momentos creio que se julgou mãe deles, dormindo junto do seu berço, vigiando o seu sono, andando na ponta das patas para não os acordar, avisando se acaso despertavam. Estava há semanas num sofrimento crescente e hoje fomos pô-la a dormir, abreviar-lhe a dor, dar-lhe o descanso que merecia. Foi muito duro, muito triste, extraordinariamente difícil. Mas foi a decisão certa. A minha mãe foi, como sempre, sábia, lúcida, forte como um rochedo. Descansa em paz, querida Coca. Foste um cão mesmo especial e vais estar sempre nos nossos corações.