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Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

Morrer

Velório no sábado, funeral no domingo.

Um grande amigo dos meus sogros. 

Morrer é a única coisa que sabemos que nos vai acontecer na vida. Tudo o resto é uma incógnita. E, ainda assim, sempre a mesma perplexidade, a mesma surpresa, a mesma dor.

Dói-me profundamente a dor dos outros. Dói-me ver um homem a chorar. Dói-me uma viúva (ou viúvo). Saber que aquela pessoa ficou sem a metade de si com quem partilhava a vida. Dói-me perceber como quem fica sente aquela partida como uma espécie de antecâmara da sua própria finitude. Como um espelho medonho.

Chovia, hoje. Fica tudo ainda mais triste.

Por outro lado, quando está sol é como se fosse um ultraje: como é possível que o sol continue a brilhar e o dia esteja lindo quando tantas pessoas choram a partida de alguém de quem gostavam? 

Sim, a chuva faz mais sentido. 

 

Odeio a morte. Acho que nunca conseguirei ter maturidade emocional/filosófica para lidar com ela.

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