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Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

Manel (desta vez o meu)

Já aqui fiz um ou outro post a desabafar sobre um ou outro episódio de adolescentite aguda. Mas não seria justa se não dissesse também que recuperou de forma espantosa de um ou outro deslize cometido no 2º período. Nunca me preocupei muito porque também já tive esta idade, também já achei que tudo era mais importante do que a escola, também já fui despistada, também me lembro da importância dos amigos, das idas ao cinema, do deslumbramento com a descoberta de alguma autonomia. De qualquer modo, ele mostrou o que vale, mostrou que basta querer, mostrou que quando se concentra e aplica trata a escola por tu. Para o ano talvez volte às notas mais altas, não porque isso para mim seja muito importante, mas porque lhe digo e insisto que devemos sempre dar o nosso melhor. O brio e a superação devem estar sempre no nosso mindset

Já aqui fiz um ou outro post a desabafar sobre um ou outro episódio de adolescentite aguda. Mas a verdade é que o Manel é um miúdo fixe. Que me ajuda muito em casa, que tem um sentido de humor raro (e mordaz, como eu gosto), e que - lá está - tirando um ou outro momento infeliz, é um puto às direitas.

Babetes solidários

A Chicken Chicos tem dos babetes mais giros que já vi. O Mateus tem toda uma vasta colecção e eu adoro-os. Porque não parecem babetes, parecem lenços cheios de pinta.

Agora, na compra do babete Baby Gil, podem contribuir com 1€ para a Fundação do Gil.

É um dois-em-um. Ficam com um babete giro e ainda ajudam quem precisa.

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Destruir para construir de novo

Hoje tomei consciência de que há muito tempo que não recebia críticas profissionais. E da falta que isso me faz. Passo a explicar isto melhor: como já há muito tempo que escrevo em jornais e revistas, regra geral a coisa não sai mal de todo. Há momentos em que sai mesmo bem, há outros em que escapa, mas assim mal mal, de fazer corar as pedras da calçada, felizmente, acho que nunca mais me aconteceu. Ainda assim, tenho a certeza que já diz as minhas borradazitas e que não me fazia mal nenhum ouvir umas críticas construtivas. Não tem acontecido. Ou porque o ritmo voraz não permite aos editores uma reflexão mais apurada sobre aquilo que leram, ou porque não estão para se aborrecer, ou porque acham realmente que o texto está bem, ou por qualquer outra razão que me esteja a escapar.

Agora, porém, como estou a fazer uma formação numa área que é completamente nova para mim, recebo críticas violentas. De alto a baixo. É duro, é difícil, obriga a recomeçar uma e outra vez. Obriga a uma tomada de consciência de nós, dos nossos tiques, dos nossos vícios, das nossas bengalas, dos nossos trejeitos. E essa tomada de consciência é violenta. Obriga a destruir tudo (sem perder de vista a essência) para tornar a construir. E de novo. E de novo. Tem momentos em que dá vontade de sair porta fora, não duvidem. Mas, na maior parte do tempo, faz-me sentir bem, a aprender, a crescer. 

Agora resta saber se, no fim de contas, vou conseguir dar conta do recado. A ver vamos.

 

Água mole em pedra dura...

O Martim andava há dois anos inteirinhos a pedir um telemóvel. Dois anos. Um verdadeiro massacre. Não houve semana, nestes 2 anos, que não tivesse de ouvir a pergunta sacramental:

- Quando é que me dão um telemóvel?

Os argumentos dele acabavam a bater na mesma tecla:

- Mas quase todos os meus amigos têm!

Nunca nos comovemos com isso. Azarinho. Aquilo que os amigos têm ou deixam de ter não serve de desculpa para nada. Bem tramados estávamos se cedêssemos a esse argumento. Aos 12 anos lá tinha de o deixar ir sair à noite, só porque os amigos também já iam, aos 14 tinha de aceitar o cigarro porque os amigos já fumavam, e por aí fora. 

A nossa resposta foi sempre a mesma: quando passares para o 5º ano, se tiveres boas notas, logo pensamos nisso. Na verdade, quanto a mim até podia ser mais tarde, que eles não têm necessidade de telemóveis tão cedo. Mas atendendo a que, nesta passagem também gosto de lhes dar mais autonomia, acho que a introdução do telemóvel já não é assim tão absurda. Com regras, com limites, com as fronteiras do costume.

O rapaz queria um smartphone, claro, porque os amigos já tinham, porque o irmão já tem, porque já não faz sentido que seja de outra maneira. Ignorando, de novo, o argumento do "porque os outros já têm" ficámos de ver um "telemóvel esperto", desde que não fosse caríssimo.

Procurámos, investigámos e escolhemos, finalmente, o telemóvel para o Martim. Lindo de morrer, com possibilidade de mudar as capas traseiras, com cores diferentes e garridas, com um ecrã touch fácil e intuitivo e - muito importante - com o controlo parental, que facilmente nos permite controlar as apps descarregadas e utilizadas, a partir de qualquer computador Windows. Ah, e com uma excelente relação qualidade/preço.

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Anteontem, depois da festa, já em casa, entregámos o presente ao Martim. Haviam de ouvir os gritos do rapaz e os saltos e o sorriso de orelha a orelha.

Não há dúvida de que os melhores presentes são aqueles que se fazem esperar. Aqueles que desejamos por muito tempo. Que penamos para ter (se bem que a pena dele foi apenas chatear-nos até à medula - mas durante 2 anos).

Agora vamos tratar do cartão (sim, porque até agora foi só para explorar o telefone e ainda não deu para fazer telefonemas ou mandar mensagens) e ver como se comporta o bichinho.

Para quem esteja a pensar oferecer um telemóvel a um filho pedinchão, aqui fica uma sugestão: um Microsoft Lumia, também disponível online.

 

Ninho

Uma família de passarinhos resolveu fazer o ninho aqui no meu terraço, junto ao toldo.

A dona Emília, quando os viu começar, ainda foi lá desfazer o início do ninho, a ver se os demovia (imaginando muitos cocós para limpar no chão), mas bastaram dois dias de distracção para o construirem laboriosamente e, depois do trabalho pronto, era completamente impossível pensar em dar-lhes cabo da casa.

Não sei ao certo quantos passarinhos vivem no ninho mas adoro acordar de manhã e estar a tomar o pequeno-almoço a ouvi-los. Fico deliciada quando chego ao fim do dia a casa e escuto aquele alegre chilrear. Gosto de ver a mãe ou o pai pássaro a trazer comida para os filhos. E quero acreditar que escolheram este lugar para fazerem o ninho por saberem que esta é uma casa de família, habituada a alegria, confusão e diferentes chilreados.

 

(e tenho a dizer que é passarada muito higiénica, que não me tem sujado quase nada)

Um diário contra o esquecimento

Um idoso britânico escreveu um diário durante 70 anos. Desde que conheceu aquela que viria a ser a sua mulher, registou todos os momentos importantes, especiais, únicos. E agora usa esse registo para lutar contra a demência da mulher. Lendo-lhe, fazendo-a reviver, ajudando-a a não esquecer. Impossível não nos comovermos com estas histórias. 

Ler AQUI.

Mada no seu melhor

Numa visita ao hospital (tem uma laringite, nada de especial), quis saber a diferença entre médicos e enfermeiros. Expliquei. Uma enfermeira e uma empregada de limpeza ouviam-nos. Então a Madalena disse:

- Não sei o que hei-de ser quando crescer... se médica, enfermeira, cantora, professora...

A enfermeira riu-se e disse:

- Gostas tanto de hospitais que se calhar vais ser enfermeira. Eu quando tinha a tua idade também gostava muito de hospitais.

- Pois... se calhar... mas não sei.

A empregada, que limpava o chão, exclamou:

- Logo tens tempo de decidir! Ainda falta muito.

Aí, a Madalena ficou parada, a olhar para a senhora e, dentro da sua cabecita (concluí depois), deve ter sentido que estava a excluir a profissão daquela mulher da sua lista e que isso podia magoá-la. E então retomou as suas dúvidas, em voz alta:

- Pois... ainda bem que tenho tempo porque não sei se hei-de ser enfermeira, médica, cantora, professora ou empregada da limpeza...

 

Meu docinho. 

Formação

Há um Manuel novo na minha vida, que me desfaz sempre que me apanha.

Hoje foi a manhã toda nas mãos deste Manuel, que sabe muito bem o que está a fazer, que sabe mais a dormir do que eu acordada, e que me faz sentir, de novo, uma aprendiz de feiticeira. É tão bom voltar a sentir isto. Sentir que não dominamos esta linguagem, sentir que estamos longe, muito longe da nossa zona de conforto, sentir vontade de fugir, de chorar (às vezes), sentir que o melhor era dizer "não sou capaz!". 

Esta manhã voltei a aprender tanto, mas tanto, que até me dói a cabeça (saio sempre destas formações com dores de cabeça). Esta manhã voltei a sentir que fui atropelada por um camião. Um camião chamado Manuel. :)

Ir é o melhor remédio

Quando a festa do Martim acabou, dei-lhe um abraço, os parabéns, estive lá um bocadinho a falar com outros pais e outros "finalistas" e depois segui para a Fnac do Chiado, para o lançamento do livro da minha amiga Teresa Conceição. O programa da SIC, de que é autora, ganhou corpo e forma e vida menos efémera do que a da televisão.

Cheguei um bocadinho atrasada mas ainda fui a tempo de ouvir o Martim Cabral e o Mário Augusto e, principalmente, de a ouvir a ela. 

Gosto muito da Teresa. Quando estagiei na SIC, em 1995, ela foi uma espécie de "tutora". Andei com ela por alguns pontos do país. Ela a fazer reportagem, eu a absorver tudo o que ela fazia, a aprender, a vê-la conversar com as pessoas. Não me esqueço do Waldemar Abreu, que foi quem rapidamente percebeu que eu tinha tudo a ver com ela. Dos estagiários que chegaram, cada um ficou "atribuído" a um jornalista. Ele entregou-me à Teresa. Não podia ter acertado mais. Lembro-me de ter feito com ela a regata dos moliceiros, em Aveiro, de ter ido a Miranda do Douro conhecer os Pauliteiros, e de ficar sempre fascinada com a facilidade que ela tinha de conversar com qualquer pessoa, com aquele jeitinho que só alguns têm de saber chegar a todos, sejam muito letrados ou totalmente analfabetos, sem nunca deixarem de ser quem são. E a Teresa fá-lo com mestria. Nem se põe em bicos de pés para falar com o "senhor doutor" nem se põe de cócoras para falar com quem nunca foi à escola. É sempre ela, a Teresa.

Comprei dois livros e trouxe-os autografados. Um para mim, outro para uma pessoa fã do programa e que vai apreciar.

Espero que venda muito e que leve muita gente a conhecer lugares bonitos do nosso país. Porque ir... é sempre o melhor remédio.

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Martim

Foi hoje a festa que assinalou o fim da Primária do Martim.

O meu querido cavalo bravo recebeu o diploma, cantou, dançou, saltou e fez-me sentir aquele orgulho com um misto de incredulidade: como é que este bichinho já vai para o 5º ano?