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Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

Festa de anos seguida de viagem para Marrocos

Depois do Jardim Zoológico, voámos para a Praça das Flores, onde os avós já nos esperavam. O almoço no Canela Grill (o irmão do nosso adorado Pão de Canela) correu lindamente e o momento alto foi mesmo o do bolo, feito pela prima Cristina, que foi tirar um curso e agora tornou-se uma pasteleira de mão cheia. Pequena Mada delirou com o bolo da Elie. Obrigada, prima mais querida! 



Depois do almoço com os avós, fomos a casa acabar de fazeras malas. Bom, na verdade... não só. Afinal, quem é que consegue dizer a uma criançaque acaba de receber dezenas de presentes que tem de os manter assim,quietinhos, porque vamos de viagem? Foi então preciso tirá-los das respectivascaixas (porque é que os amarram tanto??? Terão medo que fujam?) e deixá-labrincar com todos, enquanto nós despachávamos assuntos vários. O Mojito tambémjá não nos atropelava as pernas porque, na sexta-feira, seguiu para o hotel Valverde, onde vai ficar esta semana toda.
Acabámos por sair já tarde e no Algarve só tivemos mesmo tempo para chegar a nossa casa e dormir.
No dia seguinte, saímos rumo a Marrocos ao meio-dia. A viagem foi longa. Mesmo longa. Em Algeciras apanhámos o barco para Ceuta. Um barco incrível, com uns cadeirões gigantes que se deitavam completamente. 1 hora e 20 minutos de sossego. Dormi. Quando chegámos a Ceuta, estávamos a 1 km de Marrocos.
Na fronteira, o filme do costume nestes países. Um mitra a chegar-se com uns papéis para assinarmos, nós a dizer que não, ele a garantir que era oficial, ai és então mostra lá o teu cartão, ele a mostrar o passaporte, o Ricardo a falar com ele em português - "ó Zé, não tenho dinheiro, pá! Larga-me da mão!" e os miúdos escangalhados a rir. Depois foi preencher a papelada, perceber as movimentações esquisitas ali à volta (os mitras a esconderem-se da polícia, a polícia a fingir que não os via), e uma certa tensão porque se sente que basta alguém embirrar e é uma trapalhada dos diabos. Mas não. Seguimos viagem para Tetouan, onde chegámos às 20h de Portugal, 19h de cá (8 horas de viagem, com uma paragem para almoço e já a contar com uma hora e 20 de barco). Mas valeu a pena. Não só pela sensação de aventura, que os miúdos adoram e dificilmente esquecem, como pela beleza de sítio que isto é. 

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