Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

Resultado do passatempo Cocó e 2GO Motorcycles (alguém vai ter mesmo um feliz Natal!)

Foi muito difícil. Mas mesmo muito difícil.
Vocês podem não acreditar, achar que é conversa minha. Mas fico aqui numa angústia brutal por ter de escolher um, quando há vários de que gosto. Houve uns cinco vídeos muito giros e umas três fotos muito boas. E por mim ganhavam todos. Mas não dá para oferecer 8 motas. Só um podia ganhar. E o vencedor foi… o ARTUR LIMA!
Basicamente, ele fez um Stopmotion para o qual usou mais de 500 fotos. Para a avaliação contou a ideia, o trabalho que a ideia deu, o ritmo do vídeo, e um certo humor nonsense.
Eis o vídeo dele:


Também fiquei fã das participações de:
- Miguel Almeida (o contraste entre o bucólico natalício e o hard motard; a mistura das músicas; o vídeo por detrás; o bacio na cabeça a fazer de capacete; e até o vento que lhe fazia abanar o lenço ao pescoço - muito bom!!!)

- Benedita Abecassis (amei a canção que ela fez, a letra tão divertida, a voz super afinada, as imagens que iam aparecendo - que vontade de lhe dar uma mota...).

E ainda…
- Alda Benamor (um trailer assustador de uma mãe viciada num blogue - muito boa a parte em que arregala os olhos quando vê a mota no ecrã)

- Elsa Moreira (se fosse o meu filho Martim a decidir ganhava ela - adorou).

Compras, torcida verde e jantar de Natal

Dia de compras, finalmente. Boa parte já foi. Com uma limpeza extraordinária, diga-se. Nem sequer bufei uma única vez. Check. Amanhã há mais.
Agora, vamos os cinco ao Sporting, ter com o avô Zé, que também lá está, como não podia deixar de ser. E a seguir, troco de roupa no carro e eles deixam-me no meu jantar de ontem. Que é hoje. As meninas já lá hão-de estar à minha espera. E segue-se uma (boa) noite de raparigas.

Aquela que eu sou

É oficial: estou louca. Passei boa parte do meu dia a tentar marcar um jantar para hoje com as minhas amigas. Finalmente, consegui ao balcão, no Honra, que adoro. Uff. Alívio. Na hora de sair de casa, custou-me. Até desabafei com o taxista que me apetecia mais ficar em casa, à lareira. Que estava muito frio. Mas pronto. Cheguei ao Honra e nada das meninas. Mas era cedo. Decidi mandar mensagem: "Já cá estou". E fui dirigida à mesa. Nisto, o telefone toca. Era a Maria João: "Estás onde? Mas o jantar é amanhã!" Oi? Amanhã? Como amanhã? "Sim, eu estou de pijama em casa com os miúdos. Amanhã é que tenho a noite livre!" Vi a minha vida a andar para trás. Falei com a Nathalie: "Ops. Parece que estou mesmo desvairada. Uma das minhas amigas diz que o jantar não é hoje… Traz-me um Mojito, para eu descontrair". Ela riu-se. E trouxe.
A outra amiga não respondia às mensagens. Não atendia o telefone. E, pior que tudo, não chegava.
A coisa confirmava-se: eu estava no jantar certo, no dia errado.
Pensei: se for para casa, não tenho jantar. O Ricardo ia despachar os putos com Cerelacs. Se for para casa tenho de aturar aquele chinfrim todo. E se eu aproveitasse este engano e o transformasse num momento de felicidade? E assim foi. Bebi o meu mojito e, a seguir, pedi à Nathalie que me trouxesse duas entradas: ovos com farinheira e peixinhos da horta. Ia ser esse o meu jantar. Quando o mojito chegou ao fim, pedi um copo de vinho. E ali estive, em pleno êxtase. A minha loucura, o meu equívoco acabou por ser o prémio por uma semana muito dura. Estive no céu. Sozinha, em silêncio e a degustar a minha refeição numa paz como há muito não tinha. A Nathalie ia passando, de quando em vez, mas chegou a dizer: "Até me custa interromper-te! Estás com um ar tão feliz!"
E estava mesmo.




Acho que isto resume aquilo que eu sou. Aquela que eu sou. Ok: o jantar não era hoje? Fui uma idiota e apareci para um evento que não existia na agenda das outras convivas? Que se lixe! Vamos aproveitar a coisa para um momento perfeito! E assim foi. Perfeito! 
Obrigada, Nathalie, pela tua companhia e cuidado! 
Obrigada, Olivier (que entretanto apareceu a perguntar: "Estás sozinha???")
Estive sozinha mas bem acompanhada. 
Quando se tem muita gente em casa estes momentos nunca sabem a solidão. Sabem a paraíso. 

Um post para um certo "EU"

Uma leitora que assina como "EU" deixou-me um comentário no post "Viver à pressa" que não podia deixar passar em branco. Aquilo que lhe aconteceu é aquilo que penso, todas as semanas, que pode acontecer-me. A mim, ao Ricardo, a um dos meus filhos, a um dos meus. E quando digo todas as semanas não minto. Não há semana que passe sem que eu me apavore com a ideia de ter uma luta dessas pela frente. Porque se já me sinto tão cansada sem essa luta, nem consigo imaginar se ainda tivesse um duelo desses para travar. Mas, depois, pensando melhor chego facilmente à conclusão que inventaria forças mesmo onde elas pareciam não existir. É essa a beleza do ser humano. A gente faz mesmo das tripas coração, quando tem mesmo de ser.
Quero dizer-lhe que estou aqui, para o que precisar. Mesmo. Não é conversa. Se precisar que um estranho vá consigo à quimio, eu vou. Se precisar de alguém para insultar, para desabafar, para praguejar… eu ofereço-me.
E quero dizer-lhe que acredito que isso seja só um percalço. Que vai ultrapassar. Que vai passar. Que vai embora. E não quero dizer-lhe mais nada, porque nada do que esteja para aqui a dizer-lhe vai realmente fazer muito sentido.
Um abraço! (isso sabe sempre bem)