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Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

Eleições

Vinha cheia de vontade de passar a noite no sofá a curtir a noite eleitoral. Bem me lixei. Acabei na Cuf a acompanhar o maluco do meu filho, que achou esperto voar por cima de 5 degraus em vez de os descer. Ainda assim, fiquei satisfeita por perceber que o governo deu um belo cartão vermelho ao governo; rejubilei com o facto do PSD ter perdido, na Madeira, 7 das 11 câmaras, incluindo a do Funchal; ri-me tristemente com o sucedido em Oeiras (acho que o Isaltino até pode morrer que vai continuar sempre a ganhar as eleições); e gostei de ver Ty Burrell (ou Phil Dunphy) a ganhar as eleições no Porto. A sério: se há separados à nascença são aqueles dois.


Ninja lesionado

Pequeno Martim não partiu o pé. Está só magoado e o ortopedista mandou pôr muito gelo e andar de canadianas, para não forçar. Ao menos isso. Começava a temer que Setembro fosse o mês dos ossos partidos, cá em casa.
Quando se viu de canadianas, perguntou:
- Então e se tiver de andar à porrada?
A médica achou tanta graça que foi contar aos colegas. Em menos de nada havia vários médicos e enfermeiros a rir, à volta do pequeno ninja.

Comer, viajar, correr, votar

Fomos, de novo, 15 à mesa neste almoço de despedida do fantástico fim-de-semana. Chocos fritos, boqueirão, calamares, lulinhas, alcachofra, salada à algarvia... tudo nas Pedras Amarelas, na Praia da Galé. Aplausos de pé para o empregado que, com vários pratos em ambas as mãos, tropeçou em duas meninas que se puseram de cócoras atrás dele, e conseguiu dançar e rodopiar e equilibrar-se sem deixar cair um garfo. Um verdadeiro malabarista. Depois, foi voar para Lisboa (com paragem a meio caminho para ir buscar a cadela) e deparar com um trânsito do demo um bom bocado antes da Ponte 25 de Abril. Desânimo. Achámos mesmo que não íamos conseguir votar e ficámos numa fúria. Desde os 18 anos que voto, sem falhar. Enfiei-me no assento do carro, de cara amarrada, e não piei mais. Mas... eis que, entre pára-arrancas, nos vimos na Avenida Marechal Gomes da Costa quando faltavam 5 minutos para as 19h. E os sinais estavam verdes. Comecei a sentir uma ténue esperança. E então chegámos, estacionámos o carro e largámos a correr como loucos, debaixo de chuva. Na escola, toda a gente a rir e a dizer: «Corram, corram, falta 1 minuto!» Conclusão: fomos os últimos a votar naquela escola mas conseguimos!

E agora que já vi as primeiras projecções, vou só ali ao hospital com o meu filho Martim, que à saída do São Rafael Villas decidiu que era boa ideia atirar-se em voo de umas escadas (é uma tendência familiar, nada a fazer) e tem um pé em mau estado. A ver vamos o que nos sai na rifa.

Jantarada

Quatro casais, sete crianças, um chef, caril para o jantar. Birras, gritos, um doente que vomita, brincadeiras com almofadas. Vinho, jogo de futebol na televisão, conversas trocadas, gargalhadas, fotografias. Uma noite barulhenta como eu gosto.

Chuva/ sol

Primeiro, choveu. E ficou tudo mesmo feio.

Choveu tanto que a turistagem (nós incluídos) teve toda que se abrigar debaixo dos toldos dos restaurantes e cafés.

Mas depois... o sol apareceu por detrás das nuvens. E a chuva foi-se. E ficou tudo tão mais bonito.


São Rafael Villas

Um fim-de-semana com amigos blogosféricos (ou, pelo menos, conhecidos por causa do blogue). A nossa anfitriã Virgínia é um amor e tinha razão: está-se muito bem aqui. Sobretudo quando o sol aparece.

Is it a plane? Is it a bird? No... it's super mom!

Hoje tinha combinado fazer o DFU com o Martim. Para quem chegou agora e não sabe o que raio vem a ser o DFU, eu explico: é o Dia do Filho Único. Um dia em que almoçamos só com um dos nossos três filhos, em que estamos ali só para ele, falamos na medida exacta da sua idade e não numa linguagem-comum a toda a carneirada da casa. Às vezes, quando é possível, estendemos o almoço a mais tempo, a um cinema ao fim do dia ou a outra actividade assim, para que seja mesmo um dia especial, em que, apesar de ter irmãos, aquele filho se sente único. Para alguns serão palermices modernas de quem leu muitos livros de psis. Para nós tem resultado na perfeição.
Ora, então, dizia eu que hoje tinha combinado fazer DFU com o Martim. Ia buscá-lo à escola ao meio-dia e meia. Eram 11.45 quando o Manel me ligou a dizer que, como não tinha carregado o cartão, e como o bar estava com uma fila gigante, não ia conseguir almoçar.
Dei um pulo, fechei o computador, e lancei-me para a cozinha como se estivesse a arder, e toca de fazer uma bela sandes de frango, levar um pacotinho de batatas fritas, meter um bocado de coca-cola num copo, mais uma peça de fruta e uma fatia fininha do bolo de iogurte que a avó ontem trouxe. E lá fui.
O rapaz almoçou no carro, ao meu lado, feliz da vida. Fiz questão de lhe dizer:
- Olha que isto, rapaz, é um luxo! Ligar à mamã para ela trazer o almoço e ela poder vir é um luxo a que poucos poderão aceder! Espero que saibas disso!
- Sei, sim. Não tem preço!

Bom, é preciso dizer que isto é uma excepção! Não quero cá um palerma, que não se saiba virar e que conta com a mamã a cada instante! Mas nesta fase em que ainda está a acostumar-se a uma escola nova, em que ainda não tem grandes amigos, em que apreende todos os dias toda uma nova linguagem... acho que não faz mal um pouco de mimo extra. Se até eu preciso de um pouco de mimo extra nesta fase em que ele está numa escola nova, o que não dirá o próprio? Além disso... não o ia deixar sem almoçar, verdade?
Pronto. Era só para não me chamarem demasiado galinha.

(Ah, e a seguir fui a voar ter com o outro pardalito, que estava à porta da outra escola, à minha espera. E tivemos um DFU bem bom. Tão bom que ele nem queria voltar à tarde. Mas isso foi inegociável)