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Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

Adeus, Madeira. Olá Lisboa!

Ontem foi dia de Clube Naval de manhã. Foi dia de uma cerimónia especial de amigos, almoço no restaurante Montanha, uma visita ao Jardim do Mar e ao Paúl do Mar. Ontem foi dia de Poncha.
Hoje já cá estamos. A Madeira é lindaaaaaaaaaaaaaaaaa e havemos de lá voltar.

O Clube Naval é um spot único e onde se está muuuuito bem...

 
Restaurante Montanha: uma vista magnífica sobre o Funchal.
As espetadas são boas mas as das Vides, para nós, ganharam

 

O trio maravilha contemplando o oceano, no Jardim do Mar

Um cemitério com uma vista linda, no Paúl do Mar

Maktub: barzinho muito cool, no Paúl do Mar. Obrigada pela dica, Ana Jacinta Sousa!
 
Ponchaaaaa! E o que eu gostei da Poncha?
 
 
Ainda não falei do Doca do Cavacas, onde fomos na quinta à noite. Lapas deliciosas, peixinho grelhado de ir ao céu e voltar. E a vista? E aquele pôr do sol? E a simpatia da empregada, que nos deu dicas de locais a visitar? Adorámos e recomendamos.
 
 
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Um grande beijinho à Filipa, que garantiu que os bolos de mel feitos pela mãe eram os melhores de toda a ilha e não mentiu! :)
 
Obrigada ao senhor do café do aeroporto (3º andar), que fez questão de nos oferecer bananas e se deu ao trabalho de as ir buscar não sei onde. Uma simpatia. De resto, esse parece ser um denominador comum em toda a ilha. Acho que não encontrámos uma pessoa antipática ou menos prestável.
 
Deixo, a pedido de muitas famílias, o link do apartamento onde ficámos, no Funchal: AQUI.

Teleféricos, cestos, espetadas e casinhas

Hoje foi dia de passeios e teleféricos. Um até à zona dos cestos, outro até ao Jardim Botânico. Quando chegámos à entrada do teleférico que nos ia levar ao jardim vimos um carro da RTP. Não liguei nenhuma até ouvir o Ricardo dizer: «Olha quem está aqui!» Era a Catarina Furtado. Cumprimentámo-nos, incrédulas. Ainda no sábado estivemos juntas no evento Todos Por Um e agora encontramo-nos... na Madeira? Como é pequenino este país, com ilhas incluídas e tudo! Ela ia fazer uma reportagem sobre o Jardim Botânico, de maneira que daí a mais um bocado voltámos a vê-la, mesmo à saída do teleférico que dá para o jardim.
Os miúdos portaram-se lindamente. Desceram, subiram, andaram imenso, sempre sem queixumes. Adoraram passear pelo jardim. E gostaram muito dos teleféricos, apesar do medo que (sobretudo um deles) metia.

 

 
Jardim Botânico

Tão altooooooo...

A equipa da RTP a filmar a Catarina a sair do teleférico
 
 
Depois do jardim, fomos fazer a descida dos cestos. Já o tínhamos feito, a dois, desta vez fizemos na mesma a dois mas com os nossos três filhos no cesto da frente. Confesso que engoli em seco algumas vezes, a pensar «ai, caraças e se agora o sacana do cesto dos putos se enfiava de encontro a uma parede e a gente aqui atrás a ver?» Felizmente correu tudo bem. Eles deliraram. ?

 

No final da descida, podíamos ter ido de táxi até ao centro do Funchal. Mas decidimos armar-nos em bons e fomos a pé. Não foi insuportável mas a descida é mesmo íngreme. Tenho uma colecção de bolhas nos dedos. Os miúdos foram uns heróis e desceram sem piar. Até a pequena Mada. Quando já estávamos mesmo a chegar, já não se aguentava nas canetas e foi o Martim que lhe pegou.

Nada melhor, a seguir a uma caminhada, do que uma bela espetada madeirense. O sítio com maior número de recomendações foi este: «As Vides», no Estreito de Câmara de Lobos. Ainda bem que segui o conselho. Era excepcional
 

 
 
O almoço foi potente e, por isso, não deu para ir para a praia, sob pena de falecer toda uma família de congestão. Assim sendo, fomos até às grutas de S. Vicente. Muito giro. Vale mesmo a pena. 

 


Por fim, Santana e as suas casinhas very typical.
 

Homelidays

Desta vez não viemos para um hotel. Viemos para um apartamento que encontrámos num site chamado Homelidays. Tem 87 mil apartamentos para férias disponíveis em 100 países. Não conhecia mas uma prima costuma lá arrendar casas para ir de férias com os amigos. Aliás, ela faz isso há anos: arrenda uma daqueles casarões magníficos, com 10 quartos e piscina e o diabo a nove, e depois vai com mais não sei quantos casais amigos passar uma semana ou duas. Cozinham à vez, divertem-se à grande e, nos últimos anos, até contratam uma senhora que lhes vai limpar a casa todos os dias, para não estarem com chatices. Dividido por muitos fica uma pechincha a cada um.
Apesar de já a ter ouvido falar nisto, nunca tinha experimentado. Foi desta. É que, parecendo que não, um hotel para esta gente toda já dói. E ainda há pouco tempo fomos para os states, e lá para Maio ou Junho já temos outra viagem na calha, de maneira que pensámos que era melhor pôr um travãozito nos gastos.
Não podia estar mais contente. O apartamento fica mesmo no centro do Funchal, em frente ao Mercado dos Lavradores. É super espaçoso, tem uma sala grande, dois quartos, duas casas de banho. Da varanda ainda se consegue vislumbrar o oceano. Pagámos 15 euros a mais para termos um lugar de garagem, que dá um jeito do caraças. Temos um Pingo Doce mesmo em baixo, para o caso de ser preciso comprar qualquer coisa. E ainda não comemos em casa mas temos a cozinha ao dispor e o leitinho dela (um vício) é aquecido todas as noites e manhãs no microondas. Perfect. Ok, não tem aquelas coisas boas do hotel. Ninguém nos faz as camas, não temos pequeno-almoço incluído, não há mariquices para ninguém. Mas quando se vem por tão pouco tempo, o que se quer é andar na rua, a meter o nariz em tudo. E gastar em passeatas o que se poupa em estadia. Estou mesmo, mesmo rendida a este conceito.
A sala

A varandinha

A vista

25 de Abril

Celebrámos este dia tão importante da melhor maneira: com o primeiro banho de mar, na praia. Podia ter sido só um. Mas não. Foram dois, em duas praias diferentes. Na Calheta e em Porto Moniz. Infelizmente as piscinas principais estavam fechadas para manutenção, mas fomos ao Cachalote e soube que foi uma maravilha. Já tinha estado na Madeira mas, nem sei bem porquê (por acaso até sei mas isso agora não interessa nada), desta vez tudo me parece muito mais bonito.
É mesmo linda, esta ilha!


Piscinas do Cachalote

Porto Moniz
 
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Este carro está estacionado na sua garagem. Juro. Há um portão, o carro entra e fica assim, a centímetros do abismo. Sem margem ou espaço para mais.
Estacionar o carro na garagem deve ser a coisa mais arriscada que este fulano faz na sua vidinha.

Olha a roda a resvalar...
Quer-me parecer que isto um dia vai correr mal...

Música para ti, miúdo (não fomos nós!)

Não, este não tem dedo das «mosqueteiras». Mas tem as mãos de músicos como a Wanda Stuart ou o maestro António Victorino d'Almeida.
É já esta sexta-feira, na Escola de Música do Conservatório Nacional.
Para assistir aos concertos (três no total) basta fazer um donativo à entrada, que reverterá totalmente a favor do Rodrigo e da sua família.
 
Se não puderem aliar o útil (ajudar o Rodrigo) ao agradável (assistir a um concerto), também têm o NIB: 5200 5201 0010 3209 00164

 

 

Algumas notas, só para terminar

Ainda sobre o Todos Por Um. Nunca poderei esquecer o gesto nobre da Marina, do Sérgio e do Rui (Blood Oath Tattoos) que passaram todo o sábado passado fechados numa sala, a fazer tatuagens, sem ganhar um cêntimo. Cada tatuagem custava 30 euros e o dinheiro reverteu na íntegra para o Rodrigo. Deram a sua arte, o seu trabalho, o seu material e cerca de 10 ou 11 horas do seu tempo para ajudar esta causa. E isso é mesmo muito comovente.
Também nunca esquecerei aquele momento em que a hiperactiva da Sandra Alves (uma das mosqueteiras), percebendo que faltava uma inscrição para chegarmos aos 300 dadores de medula, saiu para a rua, parou um carro, e pediu à condutora que entrasse, levasse uma picadinha no braço e ficasse, assim, no banco de dadores do CEDACE. A senhora, toda bem vestida, pediu desculpa, mas ia para um casamento. A Sandra não se ficou: «Mas pode salvar uma vida. E não demora nada.»
A mulher sorriu e disse: «Ok. Vou estacionar o carro.»  E, passado um momento, arregaçava a manga de tecido delicado e tornava-se a dadora número 300, daquele dia tão mágico.

Saí da cozinha

Acho que, depois de hoje, o Martim nunca mais se vai esquecer de como se escreve «snake» (e nunca mais vai escrever seneique), «monkey» (e nunca mais vai escrever manqui), «elephant» (e nunca mais vai escrever elefante, a menos que esteja a usar o português), «bicycle» (e nunca mais vai escrever baicical). E living room, kitchen, garden. E doll, kite, board game.
Não, não ralhei. Não, não bati. Mas obriguei-o a escrever, repetir, e voltar a repetir. Algumas palavras dez vezes, outras 20, outras nem sei quantas vezes. Até saber escrever sem se enganar. Chiça, que foi duro! Agora gostava de ir babar para o sofá. Mas não posso. Vou ver se acabo uma reportagem. Aiii... que estou de gatas.