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Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

Comer, comer, comer (e beber)

América é, também, sinónimo de... comer... muito. Não o tinha sentido em Nova Iorque mas aqui, quer em Los Angeles quer em Las Vegas, é a loucura. Cada porta é cada restaurante. Dá ideia que é malta que vive para comer. Não admira, por isso, que haja taaaaaaantos obesos. Eu, se lá continuasse por mais uns tempos, ficaria muito próxima da morbilidade. As doses são absurdas, dão para duas pessoas à vontade. Os pequenos-almoços são refeições tão gigantescas que alimentam uma criatura por um dia inteiro. Um dia, um fulano quis impingir-nos um programa (a que não fomos, que fugimos a sete pés de programinhas em grupo) e dizia ele, todo contente, achando que era impossível não nos convencer com aqueles argumentos: «We transport you, we feed you!» (nós transportamos-vos, nós alimentamos-vos!) É um exagero. Também há restaurantes de qualidade, não é só junk food, e nesses é possível comer de forma racional (e pagar de forma bastante irracional).







 
 
 

Pumbas!






Olha o abusoooo!






Fat Tuesday? Fat Monday, Wednesday, Thurday, Saturday... Fat everyday!

 
Pequeno-almoço? Really?
 

Girls, girls, girls

Vegas é, também, lugar de muita menina de vida difícil (nunca percebi essa da vida fácil, que ter sexo por dinheiro, seja lá com quem for, mas pior ainda com gajos nojentos, rebarbados e badalhocos é algo que, pelo menos a mim, nunca me pareceu fácil). Não é, de resto, por acaso que se convencionou chamar Strip Street à rua principal quando, na verdade, se chama Las Vegas Boulevard.
Há gajedo por toda a parte. Umas só dançam, outras despem-se enquanto dançam, outras vão além da dança e da roupa despida. Há, por toda a Strip, homens e mulheres que distribuem cartões com meninas de mamas ao léu e com um número de telefone para se ligar. Há carrinhas que passam, com placards enormes, com hot girls. Vêem-se bandos de amigos que foram claramente a Vegas com o propósito de jogar, beber e... isso.


 
 
Bela colecção de cartões que tínhamos, ao fim de dois dias de Vegas. Bom, na verdade tínhamos bem mais, mas eram repetidas


 

Fremont Street Experience

Em Las Vegas não há só a strip street. É claro que é a mais emblemática mas também não se deve perder a Fremont Street Experience. É uma rua, na baixa da cidade, coberta por uma cúpula a 27 metros de altura, com 460 metros de comprimento, toda feita de 12.5 milhões de luzes LED e 220 colunas de som. No fundo, é como uma tela gigante a fazer de tecto a uma rua. De hora a hora, a partir das 18h, as luzes acendem-se e há como que um show de luz e som, verdadeiramente hipnótico. Também há concertos gratuitos, casinos (claro), e a possibilidade de se fazer slide pela rua fora.
Esta é a Old Vegas. Foi aqui que tudo começou. Os primeiros hotéis, os primeiros casinos, o princípio de tudo. Depois, com a explosão da strip, houve o declínio da Fremont. E, em 2004, foi instalado este sistema de exibição de video digital, diferente de qualquer outro no mundo, para atrair de novo as gentes. Vale bem a pena a visita. É um pessoal mais indy, também há malta mais da pesada e decadente e todo esse caldo torna-a bem interessante.


O show das 23h foi dedicado aos Doors.






Dois dos palcos com concertos gratuitos

Wedding Chapels

Não casámos. Era estupidamente caro e, assim de repente, havia um monte de outras coisas que queríamos fazer (e pouco tempo para tudo). Mas ficou a ideia de voltarmos, um dia, quem sabe lá para os 25 anos de casados, para casarmos numa das muitas capelas de mentirinha, vestidos ele de Elvis e eu de Marilyn, ou coisa assim. Tem graça. É fake, como quase tudo em Vegas. Artificialmente delicioso. Acho que só se compreende este fascínio estando em Vegas. Foi cidade que nunca me tinha fascinado, pelos relatos dos outros ou mesmo por filmes ou imagens. Mas é magnético. Como disse um amigo, e muito bem, «é como viver permanentemente no epicentro de um fogo de artifício». É isso. E vale a pena experimentar, nem que seja só uma vez.


 
Graceland Chapel







Stratosphere

Mais uma coisa imperdível: subir ao Stratosphere. O Stratosphere é um hotel e casino mas tem uma torre muito alta que dá a melhor vista de Las Vegas. Ainda pensámos que se calhar não valia a pena a massa (era caríssimo, como quase tudo) mas depois lá nos decidimos. Ainda bem. Aquela brincadeira é muito alta (é considerada a torre mais alta de todos os Estados Unidos, com 350 m de altura, na parte da observação, depois ainda tem uma espécie de antena onde só gente muito brava se atreve a ir) e a vista é fabulosa. Além disso, tem algumas atracções verdadeiramente arrepiantes e só para gente muito corajosa. Não foi o nosso caso. Mas, ainda assim, foi muito giro vê-los de perto a penar (ou a curtir, conforme os casos), suspensos nas alturas.

Só a aproximação do vidro já foi uma experiência radical para mim
 
 
Esta valente estupidez, de seu nome Big Shot, consiste no seguinte: as pessoas sentam-se naquelas cadeirinhas e depois são projectadas para o topo deste pico da torre (a 390 metros de altura) e, em seguinda, caem a pique, só travando mesmo cá em baixo. A coisa repete algumas vezes e a velocidade parece que chega aos 4 Gs que - dizem eles, que eu não percebo nada do assunto - é mesmo muito depressa.



Esta anormalidade chama-se X-Scream e é mesmo de gritos.
Esta pequena nave não só fica suspensa a uma altura absurda como, depois de lá estar, desce como uma montanha russa mas, como não há carris, dá a ideia de que se vai despenhar.
Ho-rrí-vel.



Este último chama-se Insanity e tem boas razões para isso.
Os malucos sentam-se nas cadeirinhas, o braço da máquina infernal espeta com eles para o vazio e, como se não bastasse, começa a rodopiar a uma velocidade infernal.
Definitly not for me

Grand Canyon

No sábado pegámos no nosso Mustang convertible e fizemo-nos à estrada rumo ao... Grand Canyon. Demorámos duas horas e 45 minutos, sempre naquele passo lentinho para caraças, mas valeu muito a pena. O percurso é lindo, cheio de surpresas e paisagens deslumbrantes.
De um lado «Veterans Home», do outro «Veterans Cemetery».
De um lado as casas dos vivos, do outro as dos mortos. Está certo.

 

Dezenas de caixas de correio, no meio do nada.

 

E o medo de passar por esta fenda?
 

Abrutres a voar. Dezenas deles.
Não sei se estão à espera que alguém se estatele lá em baixo...
 


Skywalk
 
O Skywalk é um meio-círculo suspenso no Grand Canyon a uma altura de 1450 metros.
Aqui a menina sofre de vertigens em grande escala e ainda está para saber como raio foi capaz de se meter ali. O chão, minha boa gente, é de vidro! Ou seja, parece mesmo que se está a andar no vazio. Tive tanto pavor que chorei. O senhor que nos fotografou riu-se e perguntou se eu queria um lencinho. Sim, estava bem ridícula, com o meu nariz de super rena, a tremer por todos os lados, e agarradinha ao corrimão. A vista, porém, é de cortar a respiração. E, apesar de todo o pânico, valeu muito a pena. Ficámos lá em cima bastante tempo, a apreciar aquele colosso natural. Tínhamos lido no Trip Adviser muitos comentários negativos e estivemos mesmo para não ir. Caramba, ainda bem que fomos! É esmagador. A única coisa chata é a parte do dinheiro. Paga-se para a visita e paga-se para a fotografia no Skywalk propriamente dito. Dizem que não se pode levar máquinas porque podem cair e danificar o chão de vidro... cá para mim é só para cobrarem 30 dólares pela bela da fotografia, que vem numa pastinha toda pipi a dizer «Grand Canyon Skywalk: I did it». No meu caso, foi mesmo isso: I did it!

Las Vegas #2

Ora vamos lá a um cheirinho dos interiores...  Não foi preciso escolher criteriosamente os melhores porque são todos assim, sem excepção. Cada cavadela cada minhoca. Cada porta cada deslumbre. Casinos com frescos no tecto e lustres que terão custado mais que o prédio onde vivo, colunas e estátuas e fontes e dourados e abóbadas e excessos por toda a parte. Ah, detalhe importante: dentro dos casinos, em todos, cheira bem. Muito bem. A um perfume suave. Inebriante. Muito provavelmente estudado para que os jogadores se sintam bem e... gastem MUITO! (Não estão com sorte connosco, que somos muito comedidos).


Estes lustres por cima das slots... uau!


Neste café havia vegetação densa que parecia mesmo verdadeira, animais que se mexiam e faziam barulhos, e de vez em quando começava a trovejar e a fazer relâmpagos.

Os bancos do café Rainforest - rabos de bichos

Um centro comercial

Idem

Um detalhe do interior do Casino do Hotel Paris Las Vegas








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Las Vegas #1

Para chegarmos até Las Vegas foi preciso penar 5 horas de carro. O limite de velocidade permitido por lei na auto-estrada é de 65 milhas (105 km/h ) e os senhores raramente o ulptrapassam. Também demorámos mais porque nos perdemos - claro (perdemo-nos sempre, é um clássico). Mas ainda foi bom porque entrámos numa estradinha nacional onde vimos aquela paisagem de semi-deserto, com os tufos de feno e tudo.
 
 
E depois... Tcharan! Las Vegas. No meio do nada, eis que surge a colecção mais impressionante de hotéis esplendorosos que já vi. Cada um com o seu estilo, cada qual mais extraordinário que o anterior. O que tem a réplica da estátua da liberdade, o que imita Veneza (com canais e gondoleiros a cantar o «O Sole Mio» e tudo), o que tem a Torre Eiffel. Todos majestosos, com casinos impressionantes.

O nosso. Mandalay Bay. Fica numa das pontas da Strip e é lindo.
A vista do nosso quarto.
Os vidros são do chão ao tecto e mete um medo do caraças chegar perto.
Mal sabia eu o que ainda me esperava...
 
 
Luxor Hotel
A réplica da estátua da liberdade, do hotel New York, New York.
E a montanha russa de meter medo ao susto

Hotel Paris Las Vegas
Monte Carlo. Lindo.

Venetian
 
O mítico Mirage

Trump
 
Whynn - Vejam só as lojas que moram no sopé do hotel...
Só marcazinhas humildes

Palazzo


Caesars Palace (mais um clássico)
E, claro, o Bellagio...
 
 
A Strip é a rua principal e é lá que estão todos estes hotéis (e muitos outros). A ideia é entrar em todos (o que fizemos) e ver os respectivos interiores (tão ou mais impressionantes como os exteriores) e conhecer os casinos (e tentar ganhar - está difícil). Além dos hotéis, há animação, bares, restaurantes, clubes, lojas. É só apelo ao consumo e à loucura. Há gente e mais gente a distribuir panfletos com publicidade a restaurantes, bares, passeios de helicóptero e... gajas. Muitas gajas, Tantas gajas. Mas a melhor de todas é... a Coco!!!!!!!! Faz um sucesso, esta querida homónima.
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Mas isto... são só fachadas de hotéis... Em breve... mais fotos desta cidade de fantasia. Verdadeira Disneyland dos adultos.?