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Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

Maleitas report (arre, que estou fartinha!)

Madazinha tem uma otite, além de uma grande constipação e uma bronquiolite acesa (de novo) e uma provável virose (a diarreia fétida a juntar ao resto ajudou a comprovar o diagnóstico). O facto de ter os olhos a meia haste (coitadinha, parece que está com a moca) deve-se provavelmente a parte da (muita) medicação. Vai substituir um remédio por outro, a ver se fica com um ar menos pedrado. Quanto à cena esquisita que lhe vimos na garganta... pois que parece que é só a epiglote (eu avisei o otorrino que podia ser só uma parvoíce nossa) muito visível.

Entretanto, e ao mesmo tempo, pequeno Manel ia ao oftalmologista com o pai. Há uma semana queixou-se que não via bem para o quadro mas eu achei que era a sua costumeira hiponcondria aliada ao facto de eu ter encontrado algumas falhas nos seus cadernos. Ah, e tal, essas falhas estão aí porque eu não vejo bem para o quadro e não consigo passar tudo para os cadernos. Sim, sim, pensei eu. Mas, pelo sim pelo não, marcámos oftalmologista. Já tinha ido a uma consulta no final do 4º ano e estava tudo bem mas decidimos ir de novo. E não é que, afinal, o desgraçado tinha razão? É míope (0.75 num olho, 1 dioptria no outro) e vai ter de usar óculos.

Eu também sou míope e fiquei cheia de pena dele. Não é nada de mais mas todos nós queremos que os nossos filhos sejam o mais perfeitinhos possível, então não é? Fiquei tristonha porque sei que não só não é coisa que não passa como inevitavelmente piora, e acabei a confessar ao Ricardo algum sentimento de culpa (sempre ela). Segue-se a  transcrição da conversa:

Eu: - Oh, coitado, deve ter herdado de mim...
Ele: - Pois... Já viste? Todos os defeitos dos nossos filhos vêm de ti...
Eu: - Hã? És tão engraçadinho. Diz lá.
Ele: - (a rir) Então: este não vê por tua causa. A Madalena não respira porque tu és asmática. E o Tim tem os dentes numa miséria porque os teus dentes são como são. Valha-lhes a minha inteligência e saúde, caso contrário estavam bem arranjados.
Eu: - És tão fixe...

Rimo-nos com a graçola. E, de seguida, eu suspirei:
Eu: - Não tenho assim mais nenhum defeito que lhes possa passar, pois não?
Ele: - Estás a brincar, não estás? Queres mesmo que te diga?
Eu: - Não. Parvalhão.

Mada

Está doente. Outra vez. Ou será a mesma maleita da última vez? São demasiadas vezes para que eu consiga já perceber se há uma fronteira entre uma vez e outra. Prostrada, demasiado prostrada. Amarela, por vezes quase verde. Com tosse, dores de garganta (e uma cena estranhíssima que ontem lhe vislumbrámos perto da campaínha), dores musculares. Não se levanta, não se mexe. Deitou-se ontem às 17.30 e ainda não se levantou. Vamos ao hospital. Pobre filha. Não há-de ser nada de grave. Há coisas muito piores, repito de mim para mim. Claro que sim. Mas ela é minha. E vê-la assim mói-me. Inquieta-me. Dói-me.

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