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Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

Somewhere over the rainbow

E, de repente, o trânsito não teve mais importância, as horas pararam de gritar o nosso atraso, a chuva e o céu preto deixaram de nos entristecer. Mesmo quanto tudo parece escuro, há sempre um arco-íris, há sempre uma festa de cor nem que seja ao longe, há sempre esperança. Bom dia!



Namoro entre mãe e filha

Rapazes na bola. Eu e Mada em casa. Às tantas, ela pede:
- Anda para a tua caminha! Vamos namorar!
E aqui estamos. Ela dá-me beijos nas mãos, nos braços, nos olhos, na barriga. Eu fico como que embriagada, tonta e tola de amor. Juro que não é metáfora, chego a sentir tonturas. Agora tenho de ir beijar esta filha que é assim ternurenta como eu nunca vi.

Sandy

Como deve ser terrível esperar por um furacão. Ficar assim, quieto, simplesmente à espera de ver que estragos, que danos, que tenebrosas consequências trará para a nossa vida, para a nossa terra, para tudo aquilo que conhecemos, para o que vimos crescer. Mesmo com um nomezinho querido, um furacão é um furacão. E dá um medo do caraças, digo eu que nunca tive nenhum à perna. Por isso, Sandy, vê lá se és brando, como o teu nome parece querer sugerir.

Aldeias SOS

É tão fácil ajudar! Leve brinquedos usados mas em bom estado a uma das lojas Dreamy Word (situadas no Amoreiras Shopping, Rio Sul Shopping e Fórum Sintra) e faça as crianças das Aldeias SOS felizes, este Natal.
A maior parte das nossas crianças têm tantos brinquedos a que não ligam nenhuma! É importante envolvê-las nisto, fazê-las escolher o que já não querem mas está como novo, e explicar-lhes que há muitos meninos que não têm a sua sorte. Até 25 de Novembro!


Quase a fazer anos

Este ano apetece-me fazer anos. De há uns tempos para cá, parece que me é indiferente, que não ligo, que não quero saber, que o dia de aniversário é um dia como outro qualquer. Mas, sei lá porquê, este ano sinto aquele friozinho na barriga, que sentia quando era miúda. Estou com vontade de ser muuuuuuito mimada. Afinal, é o meu último ano como trintona. Me-do.
Para já, descobri aqui uma promoção que me parece bastante interessante. Acho que vou alinhar! Haja sítios onde ter mais idade é uma coisa boa...

Ainda a evangelização

Não tenho a certeza de que esteja a correr muito bem. Ontem, os rapazes ficaram num sítio, nós fomos para outro. Encontrámo-nos meia hora depois. Quando estávamos só as duas ela disse:
- Benfica! Benfica! Benfica!
Eu mordi o lábio e exclamei:
- Ai se o mano Manel te ouve...
Ela olhou para a esquerda, olhou para a direita, olhou para trás, com um ar levemente assustado. E respondeu:
- Mas ele não está aqui!

(ou seja: a conversão ainda não está concluída. Quando o evangelizador não está a ver ela ainda repete palavras malditas. Hummm... Manel: acho que tens de recorrer a chantagem com gomas).

Estou cá

Com um cansaço que atinge todos os membros e órgãos e células (isto de correr 10 km ainda não é tão natural como a sede). E a despachar textos como quem vira frangos. Já virei dois. Faltam uns quantos.
Ah, segunda-feira animada!

10 km

Eu e o meu amor. Lado a lado. 1 hora e 6 minutos. Somos lentinhos mas houve alturas em que corremos mais depressa que nunca. Fizemos menos 1 minuto que na Corrida do Tejo, e é sabido que nas corridas os tempos costumam ser melhores do que nos treinos (ou não fossem... corridas). Cada um com a sua música nos ouvidos. Eu com música de carrinhos de choque, ele com Pearl Jam. Perfect!

Evangelização verde

Ontem a Mada chegou a casa, da escola, a cantar. A páginas tantas, culminou a cantiga assim:
«... ou ela chora, ou ela grita, ou vai-te embora, pulga maldita! Batata frita! Viva o Benfica!»

O Manel deu um salto, horrorizado.
- O que é que disseste, Mada????
Ela percebeu logo onde é que ele queria chegar e só repetiu a frase que o incomodou:
- Viva o Benfica!
O Manel engoliu em seco, levou as mãos à cabeça e disse:
- Anda,cá, maninha. Senta-te aqui. - e, com o ar mais grave deste mundo, começou: - O Benfica não presta... Cá em casa ninguém é do Benfica. E tu também não és...
- Sou, sou.
- Madalena! O mano está a falar a sério. O mano vai mostrar-te uma coisa.
Eu rebolava a rir, na cozinha. E fiquei para ver o que iria ele mostrar-lhe. Foi então que comecei a ouvir a Maria José Valério: «Rapaziada, ouçam bem o que eu vos digo...». Seguiu-se o «Só eu sei porque não fico em casa» e o «Fogo de Leão» e mais não sei quantas. Depois, pegou-lhe na mão e pôs-se a dançar com ela e a ensinar-lhe as letras, com toda a paciência, numa verdadeira evangelização. No final, indagou:
- Então, diz lá. Diz lá se o Sporting não é lindo?
- É. - respondeu ela, fazendo-lhe a vontade.
Ele sorriu, abraçou-a e deu-lhe um beijo na testa. E quase posso jurar que soltou um suspirou aliviado.