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Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

E se?

Sou jornalista há uns aninhos, já. Quinze, para ser mais precisa. E quis o destino, ou quis eu (acho que foi mais isso), que me dedicasse quase sempre a casos bicudos. Sempre gostei de histórias pesadas, não por ser um abutre que se alimenta da desgraça alheia, mas mais porque me fascina ver como o ser humano reage quando posto perante situações adversas, muito adversas. E fascina-me sobretudo porque quase sempre o ser humano arranja forças para se superar, para dar a volta, para vencer. Forças que nem sabia que tinha. Forças que ninguém imaginaria ter. Forças impossíveis. E eu já constatei isto centenas, milhares de vezes. Sempre com a mesma surpresa, com a mesma admiração.
Ora bem, posto isto, dizer-vos que fica difícil, muito difícil viver de forma sã quando já se viu tanta calamidade tão de perto. Passo a explicar:
- Quando estava a tentar engravidar pensei na quantidade de mulheres que conheci e que enfrentavam problemas incríveis e duradouros de infertilidade. E pensei: e se?
- Quando engravidei, temi o aborto espontâneo até ao terceiro mês, como tantas mulheres que entrevistei. E pensei: e se?
- Quando passou o primeiro trimestre, tremi. Pensei na espinha bífida, na síndrome de down, no autismo, nas inúmeras doenças raras, nas deficiências físicas. Afinal, tanto órgão em formação... e tantos casos que tinha entrevistado, tão terríveis. E pensei: e se?
- Ainda grávida, lembrei-me dos casos de perda gestacional. Tantos casais que conheci que tinham perdido os bebés às 36 semanas, às 38 semanas, às 40 semanas de gestação, quando nada o fazia prever, quando já estava pronto o quarto, a cama, as roupas, os brinquedos. E então pensei: e se?
- Ao mesmo tempo, recordei a Susana e a Carla e a Margarida. Todas elas tinham tido partos prematuros e haviam contado, entre lágrimas e soluços, os tempos passados junto à incubadora, a rezar para que os seus bebés sobrevivessem, sem sequelas, apesar de serem meio quilo de gente. E aí pensei: e se?
- Quando os meus bebés se preparavam para nascer, recordei as reportagens que fiz sobre partos complicados, que deram origem a bebés com paralisias cerebrais, mortes maternas, e outros dramas. E pensei: e se?
- Depois dos nascimentos, evoquei as histórias de mortes súbitas. Apesar de nunca ir certificar-me, durante a noite, se estavam vivos os meus bebés (sempre fiz por fugir dos meus próprios fantasmas), não deixei de ter uma espécie de grilinho a bichanar-me ao ouvido: e se?
Eu podia continuar por aqui fora. Com os raptos das crianças, com os cancros, com os acidentes. Com os AVCs, com os enfartes, com o desemprego.
É verdade que todas as pessoas têm acesso a estas histórias, seja por pessoas conhecidas, seja pelos meios de comunicação social. Mas eu entrevisto estas pessoas, que passaram por estas desgraças, e oiço-as e entro dentro das suas histórias, das suas vidas, por momentos eu vivo aquilo com elas, e sinto-o de perto.
E é por isso que nem sempre é fácil viver, simplesmente viver, com tanta informação.
Por um lado, esta minha profissão faz com que eu dê muito mais valor ao que tenho do que a maior parte das pessoas que conheço. Ao meu redor, toda a gente se queixa imenso, de merdinhas que não interessam nada. Eu também me queixo. Mas no momento seguinte estou a arrepender-me de o ter feito e a sentir-me ridícula.
Por outro lado, esta minha profissão deixa-me sempre uma angústia, em cada nova fase da vida. Porque inevitavelmente dou por mim a pensar: e se?

Casas onde a cocó não se importava de morar #6

Só tem um pequenino senão: fica longe. Mais concretamente, na Tailândia. Ah, pois, e o preço. O preço também fica longe. Bem longe do meu bolso. Custa 11 milhões de euros. Coisa pouca. Mas é linda, linda, linda. Acho que nesta propriedade não havia stress que me atacasse. Ia virar uma pessoa muito zen. Sempre com um sorriso, sempre a falar baixo, sempre com muita calminha... Aquilo é que ia ser.
Podem ver todas as fotos aqui.

Ahahaha!

Estou a receber fotografias bem engraçadas de Bimbys. Já me ri um bocado. Força aí na imaginação, minha gente: há aqui malta que não brinca em serviço.
Entretanto: não esqueçam também o passatempo Cucu Bijoux, que pode terminar a qualquer instante. Mais detalhes sobre como concorrer estão num post mais abaixo.

Uma casa para este Natal


A mãe da Fernanda ficou sem casa. Um incêndio destruiu tudo.A senhora, viúva, com 77 anos e um filho com síndrome de down e 50 anos a cargo, ficou desalojada. E a Fernanda tem andado a pedir a toda a gente uma ajuda, para que a mãe e o irmão voltem a ter casa. Faltam algumas coisas, ainda. As janelas, por exemplo, são urgentes. Vejam tudo aqui: semtecto.wordpress.com. E ajudem, se puderem.

Portagens nas SCUT a partir de dia 8

E que tal deixarem de lhes chamar SCUT? É que SCUT significa Sem Custos para o Utilizador. E enerva-me que se fale em pagar uma porcaria de estradas que continuam a ter o irónico e mentiroso nome de «sem custos para o utilizador» quando vão passar a ser pagas. Dá para mudarem, para não nos sentirmos tão gozados, ao menos?
Agradecida.

Passatempo Bimby e Cocó na Fralda

Não. Infelizmente não tenho uma Bimby para oferecer. Pois que gostava muito de vos proporcionar essa alegria, que gostava, mas ainda não me propuseram nada disso. Talvez um dia. Então do que se trata?
Pois bem, a Vorwerk, em parceria com a editora Marcador, acabou de lançar um livro com mais de 50 receitas, doze das quais inéditas e muitas ideias para viver um ano cheio de planos e concretizações.
Trata-se de um livro/agenda e chama-se "O meu ano com a Bimby".
Tenho 5 livros para oferecer.
Só têm de enviar para o email do costume (cocofralda@gmail.com) uma fotografia original da vossa Bimby. Podem estar abraçados a ela, podem pô-la à janela a ver as vistas, podem mostrar os bonitos pratos que ela preparou... enfim. É puxar um bocadinho pela cabeça. As cinco fotos mais originais ganham um livro-agenda cheio de receitas para ficarem deliciados.
Não vos digo quando termina o passatempo. Pode ser amanhã, pode ser para a semana, pode até ser hoje à noite. É surpresa. Por isso, toca a despachar! Boa sorte!