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Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

Bootcamp

Pois dizer-vos que fui ao treino da Bootcamp e estou praticamente defunta. Comecei a correr toda chica-esperta, ah e tal eu corro 10 km duas ou três vezes por semana, isto vai ser canja, e eis senão quando a coisa começou a doer: subidas rápidas de um monte de relva, elevações, flexões, saltos e santinhos, abdominais, mais elevações, exercícios de agachamentos a pares ... o que sei é que a páginas tantas comecei a ver tudo azul e tive mesmo de me sentar, não fosse enfiar com a cornadura no solo, mais uma vez. O instrutor era querido, nada de gritos e apitos, puxava por nós mas sem violências parvas e fechando os olhos a algumas lentidões. Além disso, e aqui que ninguém nos ouve nem vê, dizer que era uma brasa daquelas que vale a pena o esforço (talvez assim convença o meu homem a vir comigo).
Apesar de quase ter falecido, gostei muito. Trabalhei músculos que já nem me lembrava que possuía, diverti-me, ri-me, esforcei-me. Quando acabou, dei boleia a uma rapariga que já anda nisto há 1 ano. A certa altura eu disse: «Isto deve ser bom para abater uns quilos, não?» Ela, magríssima, sorriu e respondeu: «Há um ano eu pesava 80 quilos. Hoje peso 56.» Eeeeeeeeh lá!!!! Se já tinha gostado da aula experimental, com tal informação decidi-me: vou inscrever-me no Bootcamp, está feito!
Agora vou ali gemer agarrada às perninhas. Até amanhã. Se não postar é porque não consigo mexer os dedos.

Lesionado


Ontem o Manel fez um remate pouco certeiro. Em vez de chutar na bola... chutou num degrau de pedra. Chorou desesperado, o pé começou de inchar, gelo para cima e muito Voltaren. Mas hoje o rapaz não estava melhor. O pé parecia a pata do Shrek, e ele não o punha no chão nem que o Voldemort lhe aparecesse à frente. Conclusão? Hospital com ele. Raio-x, ossos inteiros. Ruptura de ligamentos. Pé com meia elástica, anti-inflamatório de 8 em 8 horas, muito gelo, perna ao alto e... canadianas. Ele oscila entre a tristeza profunda por não poder jogar à bola (o seu único interesse nesta vida, praticamente) e o orgulho na sua mazela. Os amigos estão todos cá em casa, solidários e a olharem para ele como um ferido de guerra. É um herói, o rapaz. Infelizmente, não me parece que chutar num degrau em vez de acertar na bola diga muito sobre o seu talento futebolístico. Mas isso, claro, eu não lhe digo.

Glup

Acabo de receber uma má notícia profissional. Uma publicação a menos. Uma porta que se fecha, para mim e para vários jornalistas e fotógrafos e colaboradores vários. Fico então à espera que se abram janelas, para compensar.

Querido José Barata Moura

Sempre adorei as tuas canções. Come a papa, Joana come a papa; a bola do Manel, o fungagá da bicharada. Sei as letras do disco do fungagá todas de cor. Mal tive o primeiro filho comprei o CD para que ele também as aprendesse. Todos cá por casa as ouviram, todos cá por casa as cantaram. Mas...
Mas a minha terceira filha, Madalena, é mais que tua fã. É uma taradinha, que te ouve cantar todo o santo dia, sem se cansar. José... eu, que sempre adorei a Joana come a papa começo a sentir tonturas mal a oiço. Todos os dias, logo pela manhã, ainda com remelas nos olhos, a pequena Mada pede: «Come a papa, Joana?» Eu finjo que não oiço, assobio para o ar, tento distraí-la. Mas nada. A Madalena não desiste. E eu, nós todos, escutamos exaustos a menina que era um castigo para comer. Ainda agora, que aqui estou a escrever este post, tenho a música nos ouvidos e ela ao meu lado, contente, a cantar a letra que sabe de cor: «1, 2, 3, uma colher de cada vez. 4, 5, 6, era uma história de reis...»
Nas férias, o rapaz que dava concertos no hotel deparou-se com uma coisinha minúscula à sua frente a pedir: «Senhor? Ó senhor? Come a papa, Joana?» E ele, enternecido, tocou e cantou a canção: «7, 8, 9, ainda nada se resolve; 10, 11, 12, à espera que a mosca pouse...»
De maneira que é isto, José. Queria que soubesses. Que as gerações passam e a música fica, sempre, apaixonante e, no caso da minha filha, viciante.

Estudar, estudar, estudar

Uma leitura rápida permitiu-me perceber que este ano vou ter muito que estudar. Parece que vou ter de continuar a aperfeiçoar as noções de sujeito e predicado, os complementos directo e indirecto, o infinitivo, o particípio passado e o gerúndio, as conjunções coordenativas copulativas, adversativas e disjuntivas.
Diz que também vou ter de me aplicar na História de Portugal na sua globalidade, desde a sua formação até à Restauração, que é coisa que me convém bastante porque teimo em esquecer as dinastias e é uma vergonha.
Chegando à parte pior de todas, consta que vou ter de marrar os sólidos geométricos como os prismas e pirâmides, cones, cilindros e esferas, poliedros e o camandro. Mas também as rectas e as semirrectas e ângulos e triângulos e círculos. E ainda os números primos (sempre os odiei, a eles e a todas as familiaridades numéricas), os mínimos múltiplos comuns (bah!) e os máximos divisores comuns (argh!). Não bastando, diz que ainda vou ter de saber de cor e salteado os perímetros e as áreas, as fracções e o diabo a nove.
Mudando de assunto (graças a Deus), terei de reaprender a diversidade de seres vivos e as suas interacções com o meio. E a água, o ar, as rochas e o solo.
No inglês, terei de estudar muita grammar, como os personal pronouns ou os possessive adjectives, os adverbs ou os cardinal and ordinal numbers. As clothes, as meals, os animals, means of transport, jobs e the human body.
Por fim, consta que terei de saber de trás para a frente o que é uma corrida de velocidade, de estafeta, de barreiras. O que é um salto em comprimento, em altura. E a ginástica artística, rítmica, o trampolim. Mas também o futsal, a natação. O futebol, o voleibol, o basquetebol, o andebol, as lutas amadoras, a patinagem.

Vai ser um ano do caraças.
Já ia de férias outra vez.

Crazy

122 euros em livros escolares para o Manel. Os do Martim ainda não chegaram. A seguir fomos todos ao Continente e quase não havia quem não olhasse para nós, tal era a chinfrineira que fazíamos. Agora estamos a almoçar, os 4, numa esplanada quase sem ninguém, com vista para o rio. A Madalena tem a blusa pejada de nódoas de azeitona e não descansa enquanto não acabar com elas. O Manel ri-se à gargalhada quando me escapa um "cabra" no momento em que ela entorna a garrafa de água por cima dela e da mesa e do pão. Ah, que família mais doida!

Conhecem isto?



Chamam-se Tangle Teezer e mudaram a curta vida da minha Mada. Sempre que a ia pentear, a pobre punha-se aos gritos. Aliás, a desgraçada punha-se aos gritos só de ver a escova! Entretanto, uma amiga falou-me das escovas Tangle Teezer e eu pensei: pois, claro, sim, milagres agora também em versão cabelo. Até que experimentei. Afinal aquilo resulta mesmo. Uma escova que penteia sem massacrar e que deixa o cabelo lisinho, lisinho. Ele há coisas...

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