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Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

(Pequenas) dúvidas

Às vezes é bom receber convites para cargos importantes. Mas também pode gerar a dúvida sobre qual o caminho a escolher: este, em que se é livre (na medida em que é possível ser-se livre), em que se trabalha em casa e se ganha bem e tudo, ou o outro, com mais responsabilidade, menos dinheiro (curioso, mas verdade), mas com um estatuto que, a partir de certa idade, todos esperam que queiramos ter. A dúvida instala-se mas por pouco tempo. Não há nada que se compare à liberdade. Não há nada que se compare à nossa gestão do tempo (quando o sabemos gerir, claro está). E, sendo assim, o estatuto que se dane. Há coisas muito mais importantes. Pelo menos para mim.

Sempre em festa

E como não há duas sem três, hoje é a vez da festa de final de ano do Martim! Eh, família animada, esta! De resto, nem o ditado que diz que não há duas sem três se aplica cá em casa. Porque no sábado... volta a haver rambóia. Da grossa, só vos digo.

E depois do aniversário de pequena Mada, hoje nova festa...

... de final do ano, no colégio do mais velho.

De manhã, ainda com os olhos inchados e um ar ensonadíssimo, o Martim virou-se para o irmão e atirou, folgazão:
- Quem é que tem hoje a festa de final de ano, quem é?
O outro sorriu, displicente.
O Martim não se ficou, aproveitando a ocasião - rara - de ver o irmão mais velho numa situação de fragilidade:
- Diz lá a verdade... estás um bocadinho nervoso...

Angélico

Custa-me horrores assistir a estas notícias de gente tão nova morta de forma brutal, na estrada. Acontece todos os dias, já se sabe, mas quando é alguém conhecido da TV e das revistas parece impossível, como se não fossem mortais como nós e não morressem realmente. Sobretudo aos 28 anos.
Custa-me muito imaginar a sua mãe (e pai, claro, mas eu sou é mãe) sem o seu menino, nesta tenebrosa inversão da hierarquia da morte, em que os pais vão primeiro, os filhos depois. E faz-me pensar, uma vez mais, que isto de ser mãe (e pai) é viver toda a vida, mas mesmo toda, com o coração em sobressalto. É nunca mais poder existir sossegado, dormir tranquilo, serenar verdadeiramente, porque a qualquer instante podem sumir-se aqueles que amamos mais que a nós mesmos, mais do que é possível imaginar que se ame, e depois disso não há-de sobrar senão o vazio e a dor. E depois, de um ponto de vista ainda mais umbiguista, penso nos meus três filhos e mete-me medo este sobressalto triplicado que vai ser, para sempre, a minha vida. Agora são os receios de quedas, afogamentos, doenças, raptos. Mais tarde serão os temores das motas, dos carros, das doenças, das drogas, das más companhias. E são tantos os perigos de viver, não é? Perigos a multiplicar por três. Medo a multiplicar por três. Amor desmedido a multiplicar por três.
Não me conformo com isto de termos de morrer, é o que é. Por mais que pense nisso, não me conformo.

Só mais uma coisa, antes de me ir: ponham a merda do cinto de segurança, foda-se! Mas quem é que ainda anda sem cinto nos dias de hoje???
Façam-me lá isso e façam também o favor de se manterem vivos.

Help

Houve alguém que respondeu ao meu apelo do «Vencer o preconceito» cuja mãe se casou três vezes (uma das quais com um cabo-verdiano ou guineense, creio) e das três vezes se separou. Eu não sei o que aconteceu a esse email, sumiu-se. E, por isso, peço-lhe que me torne a enviar um email, para que possamos combinar tudo. Mil perdões mas isto é muita coisa para uma pessoa só e devo ter tocado nalgum delete sem querer. Obrigada!

Novo pedido

Lembram-se do pedido das pessoas com 2 ou 3 empregos? Pois bem, agora queria filtrar um bocadinho mais: queria pessoas licenciadas e que tenham 2 ou 3 empregos que nao tenham nada a ver uns com os outros. Coisas mesmo completamente diferentes. Emails para o sítio do costume: Sonia.morais.santos@gmail.com
Obrigadaaaaa!

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