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Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

Vencedora do passatempo A Minha Chucha

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Não foi fácil. Mas a vencedora do passatempo é a Mafalda Cordeiro!
Mas, como a responsável pel'A Minha Chucha é uma querida, vai enviar esta semana um email aos restantes participantes com uma surpresa. Uma boa surpresa. Porque, para ela, mesmo os que não ganharam merecem um miminho na mesma, só pelo esforço.
Não se esqueçam de visitar o site dela, que merece. www.aminhachucha.com

Aqui fica, então, o texto vencedor.
Se sou a melhor mãe do mundo?

Pelo menos, para o meu filho, espero que sim:
Quando me reinvento diariamente para lhe dar o jantar,
Ou quando rebolamos no chão e rimos sem parar,
Quando faço figura de parva só para o distrair
Ou quando levo as mãos ao ar quando o vejo cair,
Quando o vejo a dormir descansado na sua caminha
Ou quando tenho de o ajudar a encontrar as chuchinhas,
Quando ele me vê e sorri com aqueles os olhos de azeitona
Ou quando corro e trepo e esqueço que sou trintona,
Quando corre para mim e diz mã
Ou quando eu canto e faço o pino como uma tantã,
Quando lhe falo baixinho ao ouvido
Ou quando o vejo crescer e a ser muito atrevido,
Quando o enrosco no meu peito
Ou quando nos lençóis o ajeito,
Quando o ajudo a andar
Ou quando tenho de lhe ralhar,
Quando o estou a educar
Ou quando é hora de mimar,
Quando o encomendo ao anjinho da guarda
Ou…
Quando sinto que tudo faz sentido porque ele existe
Quando o meu coração de mãe se preencheu quando ele nasceu...
Porque ele foi a melhor coisa que me aconteceu.

Dia da Mãe no Dia do trabalhador: que coincidência tão acertada

Há um mês uma querida leitora mandou-me este belíssimo texto (não sei quem escreveu).
Hoje é o dia certo para o postar

PROFISSÃO "MÃE"
«Ana foi renovar a sua carta de condução. Pediram-lhe para informar qual era
a sua profissão. Ela hesitou, sem saber bem como se classificar.
- O que eu pergunto é se tem um trabalho - insistiu o funcionário.
- Claro que tenho um trabalho! - exclamou Ana - Sou mãe.
- Nós não consideramos 'mãe' um trabalho. Vou colocar 'Dona de casa' - disse o
funcionário friamente.
Não voltei a lembrar-me desta história até ao dia em que me encontrei em
situação idêntica... A pessoa que me atendeu era obviamente uma funcionária de carreira, segura, eficiente, dona de um título sonante.
- Qual é a sua ocupação? - perguntou.
Não sei o que me fez dizer isto; as palavras simplesmente saltaram-me da
boca para fora:
- Sou Doutora em Desenvolvimento Infantil e em Relações Humanas.
A funcionária fez uma pausa, a caneta de tinta permanente a apontar para o
ar e olhou-me como quem diz que não ouviu bem...
Eu repeti pausadamente, enfatizando as palavras mais significativas.
Então reparei, maravilhada, como ela ia escrevendo, com tinta preta, no questionário oficial.
- Posso perguntar - disse-me ela com novo interesse - o que faz exactamente?
Calmamente, sem qualquer traço de agitação na voz, ouvi-me responder:
- Desenvolvo um programa a longo prazo (qualquer mãe faz isso), em laboratório e no campo (normalmente eu teria dito dentro e fora de casa). Sou responsável por uma equipa (a minha família) e já recebi quatro projectos (todas meninas). Trabalho em regime de dedicação exclusiva (alguma mulher discorda???), o grau de exigência é de cerca de 14 horas por dia (para não dizer 24).
Houve um crescente tom de respeito na voz da funcionária que acabou de preencher o formulário, se levantou e pessoalmente foi abrir-me a porta.
Quando cheguei a casa, com o título da minha carreira erguido, fui recebida
pela minha equipa: uma com 13 anos, outra com 7 e outra com 3. Do andar de cima, pude ouvir o meu mais recente projecto (um bebé de seis meses), a testar uma nova tonalidade de voz.
Senti-me triunfante.
Maternidade... que carreira gloriosa!
Assim, as avós deviam ser chamadas "Doutora-Sénior em Desenvolvimento Infantil e em Relações Humanas".
As bisavós: "Doutora- Executiva-Sénior".
E as tias: "Doutora - Assistente".»

A todas as mães, mas especialmente à minha querida mãe (que já é Doutora-Sénior em Desenvolvimento Infantil e Relações Humanas), um grande, grande beijinho. E obrigada por tudo. A gente não se esquece. Eu não me esqueço nunca.

Ah, e outro beijinho grande à minha sogra, que contribuiu para que eu tivesse aqui um homem que é o único que queria ter ao meu lado... e tenho.

P.S: E para as mães que ainda só o são na vontade e no desejo, para essas que lutam com unhas e dentes para o conseguirem ser, um abraço grande, grande. Um dia vão conseguir alcançar o vosso sonho. É preciso acreditar que este dia, um dia, será também vosso.

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