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Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

Medo

Recebi um email que contava a seguinte história, verdadeira:
Um avô foi deixar os netos na catequese (não importa onde, dizer apenas que é em Lisboa e num sítio bom de Lisboa).
Parou o carro e enquanto o fechava, deixou os netos dirigirem-se à paróquia já que estava muito perto. Quando olhou à volta não viu o neto de 7 anos. Olhou num raio mais alargado e descobriu que um jovem o levava ao colo e já ia dois prédios adiante; correu e gritou ao jovem que largasse a criança que entretanto esperneava; o jovem acabou largando a criança e fugiu.

Já foi feita queixa à polícia.
E eu dou por mim a pensar: teremos de andar com as nossas crianças à trela? Não podemos estar seguros, nem numa questão de metros, nem desviar o olhar por um segundo?
É oficial: estou em pânico.
Não quero alarmar. Mas por favor tenham cuidado.

Que bom...

Tocam à porta.
Quem é?
Uma carta registada para assinar.
Ah.
Medo.
É de quem?
Polícia Municipal.
Ui. Pior ainda.
Assinei, contrafeita.
Abri, arreliada.
Pronto.
Uma multa, de dia 7 de Janeiro. Diz que na Avenida Marechal Gomes da Costa circulava a 76 km/h, sendo que o máximo é 50 km/h.
120 euros.
Que bonito.
120 euros a fugirem pela janela fora.
E aquela estrada é uma recta, limpinha, sem passadeiras nem nada. Aliás, tem uma divisória de betão entre uma faixa de rodagem e a outra.
Mas é assim.
Por 20 km/h 120 euros. Está caro o quilómetro por hora.
Fui ver o que me levou a ter tanta pressa, no dia 7 de Janeiro. E é verdade. Estava mesmo aflita. Almocei com o meu querido Pedro Rolo Duarte (a culpa é tua, portanto) e depois já ia atrasada para uma entrevista que tinha, às 15.45.
Canário.
Já tenho o dia lixado.
Bom, antes isto que uma perna partida.
Mas 120 euros?...
Aiiiii.

Discussão saudável

Foi bonito ver a quantidade de participações nos posts sobre educação e, sobretudo, o nível de cada participação, sem insultos e gritaria, sem descontrolos e ódio latente. Espero sinceramente que quando os meus miúdos forem para a escola pública encontrem alguns professores como os que comentaram aqui, gente que veste a camisola e que defende, com unhas e dentes (mas com civismo), a sua escola e a sua educação.
Também me assusta aquilo que li sobre alguns colégios e sobre a alteração das notas para melhor - facto que já sabia existir mas que é sempre assustador relembrar. Na verdade, nunca reparei que acontecesse no colégio onde andei. Sempre fui bastante mediana, tive algumas negativas em testes ao longo do meu percurso, e tive colegas com bastantes más notas. Ou seja: não éramos todos lindos e maravilhosos. Havia os bons, os médios e os maus. Como na vida, e como devia ser, sem falsear resultados.
Enfim. Dizer-vos que gostei da discussão e que sempre que falo disto aqui no blogue acabo quase mais sossegada com a perspectiva do ensino público (se bem que o que me assusta não é a qualidade dos professores, que sei que em muitos casos dão aulas nos dois tipos de ensino, é mais o absentismo das escolas públicas o que me aterroriza - conheci um rapaz que praticamente não teve Língua Portuguesa um ano inteiro e os pais acabaram a metê-lo num colégio porque a quantidade de professores que faltava era enorme e não havia qualquer professor para substituir, ficando os alunos sem saber patavina de várias matérias).
Pronto. Obrigada pela discussão (só mandei um comentário para o lixo, por ser ofensivo, o que é espantoso dada a polémica do assunto em questão). Assim é que devia ser sempre.

Adenda ao post anterior

Ainda não começou a porrada a sério mas eu já sei o que aí vem. Só uma nota:
Eu não disse que odeio as escolas públicas, não disse que não há excelentes professores nas escolas públicas, não disse que nos privados é que é tudo uma maravilha. Há muita coisa que mudava no colégio dos meus filhos, por exemplo, apesar de estar bastante contente. O que eu disse foi que tenho medo. Deste nivelar por baixo, deste facilitismo. Eu conheço uma pessoa que dá aulas numa escola pública sem ter qualquer habilitação para aquilo que lecciona. A própria pessoa ficou abismada com o convite que lhe foi feito para leccionar. Felizmente é uma pessoa esforçada e preocupada com os alunos e tem feito um esforço para dar o melhor de si. Mas... a verdade é que isto existe. E a falta de exigência e rigor preocupam-me, como mãe e como cidadã. Ofendi alguém? Não me parece. Este tema, de resto, está sempre em discussão, está sempre na ordem do dia. Provavelmente em breve todos os meus filhos irão para a escola pública e não me caem os parentes na lama por causa disso. Sei que há com certeza gente muito capaz e esforçada nas escolas públicas - já entrevistei muitas pessoas assim. Mas também há o contrário. E é disso que tenho medo. Só isso. Agora, vá, apedrejem à vontade, que não estou cá para outra coisa. Peço só cuidado com o meu olho esquerdo, que ainda está fragilizado. Agradecida.

Sabe contar até 8?

Então, se é aluno do 9º ano, passou no teste de Físico-Química...

A história é a seguinte:
Este mês realizou-se nas escolas nacionais um teste intermédio de Físico-Química, para os alunos do 9º ano. No caderno 2, Grupo 5 da prova elaborada pelo Gabinete de Avaliação Educacional (Gave) do Ministério da Educação surgia a seguinte pergunta: "O sistema solar é constituído pelo Sol e pelos corpos celestes que orbitam à sua volta. Atualmente, considera-se que os planetas que fazem parte do sistema solar são Mercúrio, Vénus, Terra, Marte, Júpiter, Saturno, Urano e Neptuno. Em 2006, Plutão deixou de ser classificado como um planeta, embora continue a fazer parte do sistema solar. Atualmente, considera-se que o sistema solar é constituído por quantos planetas?"

Difícil, hein?
Mas há mais. Parece que os alunos também teriam de saber que a água, a 100 graus centígrados, entra em ebulição em vez de solidificar.
E, num outro exercício, era pedido que os alunos olhassem para um voltímetro (acho que era este o nome da coisa mas agora não me lembro bem) e que indicassem onde é que ficava a posição 16, bastanto para isso... não ser cego e desenhar no gráfico um ponteiro que batesse no número 16.

A sério: o que é isto? Este facilitismo beneficia alguém? Só o Governo, que fica com uma bela fotografia de bons resultados escolares. Ridículo! E os alunos? Saem da escola a saber ler e escrever e pouco mais. É por estas e por outras que eu tenho tanto mas tanto medo das escolas públicas (e, pelos vistos, o primeiro-ministro também tem, uma vez que os seus filhos andam num colégio).
Porra para isto, pá!

Vamos dar música ao Hospital Dona Estefânia?

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Se nos organizarmos e conseguirmos juntar leitores de cd's portáteis e cd's de música clássica e para crianças vamos consegui-lo!

Como?
Recolhendo cds e leitores portáteis que já não usem e levando-os ao hospital. A página no facebook é:
https://www.facebook.com/vamosdarmusicaaohde

Porquê?
Porque a música opera maravilhas no estado de espírito de quem a ouve, sobretudo num contexto tão pouco agradável, como num internamento hospitalar.

Local de entrega?
Gabinete de Comunicação do HDE, telf 21 359 65 13. Fica no edifício principal do hospital, à entrada, do lado esquerdo, mesmo em frente à segurança. Horário - 2ª a 6ª das 9h00 às 16h00. Para deixar num fim de semana é melhor telefonar primeiro para combinar.

Quando?
Quando puderem, apesar de achar que é melhor ter um objectivo, como o dia 1 de Junho, dia da criança.

Quantos?
Há 10 serviços de internamento. Se cada um deles tivesse 3 leitores portáteis seria fantástico. 30 leitores e muitos cd's!

Como surgiu esta ideia?
Uma colega minha, da Antena 1, esteve recentemente a acompanhar o internamento do seu filho no Hospital Dona Estefânia (HDE), para uma cirurgia simples. Durante os 4 dias que lá passou pôde aperceber-se do funcionamento extraordinário do hospital, nomeadamente no serviço onde estava. Diz ela: «A dedicação, o profissionalismo, a simpatia da equipa médica e de enfermagem tocaram-me profundamente. Também não esquecerei que há meninos praticamente abandonados pelos pais, cuja capacidade de auto consolo nos surpreende e espanta! Por vezes esses meninos têm de ser colocados em regime de isolamento, tornando ainda mais triste a sua estada, apesar dos desdobrados esforços dos enfermeiros. Isto fez-me pensar que, se houvesse leitores portáteis e música para os miúdos, actividades como troca de penso, colocação de catéter, banho, injecções, etc, seriam bem mais agradáveis. Poderiam também acompanhar crianças isoladas ou não acompanhadas, reconfortando-as um pouco.»

Contactos?
HDE - http://www.hdestefania.min-saude.pt/hde_frames_pr.htm
Gabinete de Comunicação do HDE - 21 359 65 13, Sandra Bessa ou Raquel Brito
Andrea Lupi - musicahospitalestefania@gmail.com
Facebook - http://www.facebook.com/vamosdarmusicaaohde

Obrigada!

Andrea Lupi

Querido olho

Eu percebo que gostes de praia. E de conchinhas. São bonitas, sim senhor. Mas devem permanecer onde pertencem: na praia. Percebes? Tal como outros elementos da praia. Nada de querer trazer, numa das próximas vezes, um caranguejo, um polvo ou até mesmo um nadador-salvador, sabe-se lá as coisas que um olho garganeiro pode querer para si. Há coisas jeitosas na praia, que há, mas devem ficar por lá. Sim? Agradecida.