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Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

Entrada em 2011

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Tem sido uma canseira. Do sofá para a mesa do restaurante, da mesa do restaurante para o sofá. Ah, e também andamos de jipe de um lado para o outro, e atravessamos um ribeiro que galgou as margens e invadiu a ponte. A nossa suite tem uma lareira que dá para a sala e para o quarto, é o chamado dar para os dois lados. Nós ontem deitadinhos a ver a chama, hummmm, isto é que é vida. Claro que nem tudo é perfeito e às tantas o Ricardo abriu a porta daquilo para pôr mais lenha, o quarto ficou cheio de fumo e ele com tonturas e eu também, vai de abrir janelas e espantar o fumo com as mãos, de modo que depois não conseguíamos adormecer porque metemos na cabeça que iamos todos falecer intoxicados ainda antes de chegamos a 2011, o que era uma pena.
Desejo a todos um 2011 maravilhoso. Sem os efeitos colaterais da crise. Com muita saudinha e felicidade.
Para mim, desejo que a minha família continue bem, feliz e saudável. E que tenhamos trabalho. E mais nada. Ao longo dos anos tenho vindo a reduzir substancialmente o número de pedidos. Limito-me ao essencial. O que é que se pode pedir mais?

Quando a Mada desembrulhou a sua primeira Barbie

O Manel deitou as mãos à cabeça e exclamou:
- Oh não! Uma Barbie cá em casa! É o fim!

Com efeito, esta casa, até agora apenas frequentada por bolas, carros, monstros com olhos na testa, caneleiras e espadas, começa agora a ter bastantes laivos rosa. As bonecas chegaram em força este Natal mais os seus carrinhos, sapatinhos e écharpes. «Um enjoo», segundo o Manel. «Um nojo», segundo o Martim. Ela adora. E ai de quem toque nas suas bonecas! Não há dúvida: entre um Gormiti grotesco e uma coisinha de ar delicodoce, pequena Mada inclina-se para o delicodoce. Gaja mais gaja não podia ser.

Corrida de São Silvestre

Estava um frio do catorze e ainda me custa a crer que saí para a rua de calções e t-shirt. Mas saí. Eu e o meu Ricardo, que se meteu nisto apesar de não treinar nada de jeito, só um basquete aqui e ali, pontuais e indisciplinados.
A corrida é muito gira, porque se passa nas ruas da baixa e à noite, mas é dura para caraças. A parte da Avenida da Liberdade matou-me. Já tínhamos corrido 6 km quando chegou a parte de subir a avenida. Cum canário, só vos digo. Eu parecia uma velhinha de 98 anos, uma perna atrás da outra a custo, um arfar de asmática, a língua de fora, os olhos tortos e um gemido contínuo e audível, de fazer pena ao mais empedernido dos seres humanos. Subi a puta da avenida e tenho a certeza de que a gaja foi aumentado, só para me prejudicar. Quando atingi o Marquês de Pombal amei-o com fervor. Nunca tinha amado assim uma figura histórica ou uma estátua, nem tão pouco uma rotunda. A descida foi uma bênção. Corri em passos largos, aceleradíssima, porque queria muito bater o meu próprio record. E consegui! Cheguei à meta passada uma hora, 1 minuto e 36 segundos. Da última vez, na Corrida do Tejo, tinha feito uma hora, 16 minutos e 52 segundos. Ou seja, fiz menos 15 minutos e 16 segundos, pá! Fiquei contente. Não gostei, confesso, que o meu gajo tenha feito só mais um minuto que eu, ele que corre raramente, e come como um pequeno Buda. Há coisas irritantes. E eu merecia ter ficado uma meia hora à frente dele. Bah! Fica para a próxima.
Foi muito bom ter o apoio da incansável Cris, companheira de corrida temporariamente afastada, e do João, que levaram os meus dois filhos para fazerem claque. Vi-os em duas zonas diferentes do percurso, a torcerem com entusiasmo e a tirarem fotos. Também os meus sogros estavam lá, junto à meta. A minha mãe também teria gostado de ir, mas fez-me o favor de ficar com a pequena Mada, constipadíssima além de borrada até aos olhos. Ora aqui está uma família como deve ser.
O pior foi que fiquei com os lábios roxos durante duas horas. É verdade que não me sentia a respirar muito bem ao longo da corrida. Mas daí a ficar cianótica vai uma grande distância. A seguir plantou-se uma dor de cornadura forte, provavelmente por culpa de alguns neurónios mortos por falta de oxigénio. Cheira-me que vou, portanto, ficar mais estúpida que nunca. Não se admirem, pois, se alguns posts ficarem ainda mais parvos. A culpa é da fraca oxigenação do meu cérebro. A culpa é das corridas.

*Agora a sério. Isto dos lábios roxinhos é normal? Ou não chego a 2011?

O presente

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Logo a seguir ao facto de ter conseguido passar o Natal em casa (porque a Madalena chegou a ir ao hospital no dia 24, tal era a cagadêra em que se encontrava, e chegámos a pensar que íamos trocar presentes num quartinho de hospital), o presente de que mais gostei foi este. O iphone 4 é lindo e espertíssimo e só lhe falta tirar cafés para ser perfeito. Obrigada ao meu homem.

Ressaca pós férias

Trabalhei a contragosto. Mais friorenta que nunca. Canário para este choque térmico. Não me apetece fazer um caracol. Não tenho um presente comprado. Um único. Hoje vou para o Colombo. Pior que o jet lag, pior que o choque térmico, pior que o regresso debaixo desta chuva e deste frio e das compras por fazer, só mesmo enfiar com os ossos no Colombo em vésperas de Natal. Os meus sogros vêm cá a casa, mas eu ja avisei que tenho de ir às compras, nada a fazer. Fui correr. E bem senti o peso dos tacos e do guacamole e das margueritas no meu pandeiro. Corri a uma velocidade estonteante, para abater. Tenho um quilo a mais que parecem cinco. Cheguei a casa muito mais bem disposta, graças à tal da hormona amiga. Tenho um bronze do caraças, daqueles que mete mesmo raiva e que dá vontade de bater. Até agora ainda ninguém bateu mas não me surpreende que ainda alguém o faça. Estou em casa com três putos que só cantam o "Follow the Leader", sendo que na parte do "The roof is on fire" eles cantam, tal como cantavam os animadores do hotel, "Tulum, Tulum, Tulum is on fire!" A Madalena também canta e é de chorar a rir. Fui buscar o meu lindo quadro da Eva Armisén, que pus finalmente a emoldurar, mas a senhora da galeria disse que não estava pronto. Preparava-me para lhe rosnar quando ela me explicou o motivo do atraso: o senhor que faz as molduras cortou dois dedos. Assim mesmo, dois dedos fora. Pus a mãozinha condoída no peito e calei a indignação da espera. A ver se o homem substituto não se amputa também, que me dava jeito ter cá o quadro na noite da consoada. Vou ter um novo programa de rádio e tenho tanto que fazer que em Janeiro acho que nem durmo. Conheço uma pessoa que adora zangas e eu tenho cada vez menos paciência para zangas. Sobretudo quando são por nada, como quase sempre são. Cansam-me, sobretudo quando vim de férias. Sobretudo quando é Natal. Sobretudo quando...que se lixe. Pergunto aos putos o que querem de presente e vejo na cara deles que não fazem puto de ideia. Nem sabem a sorte que têm de terem tudo. Ainda temos de fazer o que fazemos sempre, todos os anos: pegar nos brinquedos deles, ver os que estão impecáveis e eles já não querem, e ir oferecê-los a uma instituição. O Manel já não acredita no Pai Natal. Pediu ao pai para não o ofender, que já não era nenhum bebé, que se deixasse de tretas. O pai sorriu, tinha então chegado o dia. Sem dramas. Pedimos-lhe apenas para manter a fantasia para o irmão, que ainda acredita. E ele que sim, claro. A Madalena está a desfazer-se em caca. Porreiríssimo. E quem é que a convence a não beber leite? E quem é que a convence a não gamar cereais de chocolate da caixa? Caraças. Vou-me, então. Mudar mais uma fralda, para fazer jus ao nome deste blogue. E daqui a pouco estarei no Colombo, que é outra bela cagada.

Riviera Maya

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