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Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

O Sporting, ainda

Uma querida leitora enviou-me um simpático email com a informação do concurso "Quanto mais verde mais Sporting". Eu estava, no preciso instante em que o email caiu no meu telemóvel, a almoçar com o Manel. E li-lhe logo o regulamento do concurso, que basicamente consiste em pegar em materiais recicláveis e fazer qualquer coisa alusiva ao Sporting. O vencedor conhece o seu jogador favorito, recebe uma t-shirt autografada e pode convidar 8 amigos a irem assistir ao Sporting-Braga num camarote VIP. O miúdo passou-se. "Conhece o seu jogador preferido?", "Convida 8 amigos para o camarote VIP?", "Recebe uma t-shirt autografada?" Acho que a comida nem passou ali da garganta.
E agora estou fecundada. Além das mil e quinhentas merdas que tenho de fazer antes de ir para o México ainda tenho de andar à cata no ecoponto cá de casa de caixas de cereais e pacotes de sumo e garrafas de vidro o diabo a nove para me meter a ajudá-lo nas artes manuais. Eu que, uma vez, até tive negativa na disciplina porque fiz uma gaivota que mais parecia um pato aleijado, e quando se puxava o cordel em vez da gaja abrir as asas punha-se num gemido triste e levantar as asas está quieto, só uma delas é que se içava com esforço e a outra imóvel, terminando tudo num desabamento infeliz que me deu a nega no fim do período.
De maneira que ao mesmo tempo que estou grata à leitora (que foi uma querida por se ter lembrado do meu Manel), estou com uma certa vontade de lhe apertar o gasganete. :) E ainda por cima, tenho a certeza que o puto não vai ganhar porra nenhuma. Se nos pusermos a fazer um leão o mais provável é que pareça um cágado. Se nos pusermos a fazer um estádio o mais provável é que pareça um óvni.
Eu depois dou-vos conta do evoluir da coisa. Mas que promete... promete.

No café

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Estava no café e a minha filha começou a interagir com uma menina muito querida. Interagir, para ela, significa beijar. Estica os beiços e lá fica ela, à espera de uma cara estendida ou mesmo de uma boca, que retribua o beijo. O pai e a mãe riam-se, e eu achei que conhecia aquele homem. Não sabia porquê, mas fazia-me lembrar cromos. Como estava com um fato de treino, uns ténis, e a mulher também toda muito sport-style mas tudo muito kitado, com as marcas XPTO, pensei: isto é senhor que joga à bola, daí que me faça pensar em cromos. Já hei-de ter visto esta cara nas cadernetas dos meus filhos, tão certo como dois e dois serem quatro. Quando saíram, e aproveitando o facto de ter visto a dona do café a conversar com o casal, perguntei:
- Quem é esta pessoa?
Ora, lá está. Quando ouvi o nome tomei consciência do esplendor da minha ignorância. Era SÓ o Hélder Postiga. Que mora mesmo perto da minha casa. Ou seja: posso muito bem estar a tomar café, um dia destes, e ver o meu filho Manel ter uma apoplexia. É que se ele o vê, se ele sabe que a irmã esteve a beijar a filha de um dos seus heróis, é menino para ter de ser socorrido pelo INEM. Pelo sim pelo não vou passar a andar com um comprimidinho sublingual na carteira. Só por prevenção.

Freelancer

É graças ao chip da responsabilidade que a minha mãe depositou em mim durante a infância que eu hoje posso ser freelancer. A maior parte das pessoas que eu conheço não poderia escolher esta vida. Não é que não sejam responsáveis. A questão é que não são hiper-responsáveis (doentes, vá), nem perseguidas pela culpa. Muitos dos meus amigos, que são excelentes profissionais nos seus empregos, garantem-me que se ficassem a trabalhar em casa dormiriam até ao meio-dia boa parte dos dias e que não resistiriam a ver séries durante a tarde, e a ceder à preguiça.
Por isso, bem posso agradecer à minha mãe por este chip, colocado à força em mim, porque num ano de freelance fiquei duas vezes na cama de manhã: uma porque estava doente, a outra porque estava morta de cansaço e permiti-me ceder. E nunca, num ano de freelance, me pus descansada a ver séries. Acordo, tomo banho, visto-me e sento-me ao computador (ou vou para a rua, em reportagem). Mas garanto: é preciso uma coragem de ferro. Ainda agora. Estava tão quentinha na cama, apetecia-me tanto lá ficar... mas não dá. Tenho de ir fazer programas de rádio - a Catarina Furtado esteve lá e estou a preparar esses programas que vão ser de 6 a 10 de Dezembro. E tenho uma reportagem para acabar. E ao meio-dia e meia vou almoçar com o meu filho Manel. E ainda tenho de chatear o Rui Veloso e o Zé Pedro dos Xutos. E insistir com mais uma alminha para uma reportagem que quero fazer para a semana, e que implica ir por esse país adentro. Enfim, o costume. Por isso... cama, gosto muito de ti, estás incrivelmente quente, mas não dá.

Afinal...

Afinal foi rápido. Cartão de Cidadão recebido (ela está um doce na fotografia) e depois fomos fazer o passaporte. E ainda fui renovar a minha Via Verde, que estava morta há anos e que eu, por preguiça e fobia das lojas do cidadão e afins, nunca mais fui ressuscitar. E ainda fui tratar de um documento para a minha mãe. E ainda passei no Continente do Vasco da Gama para comprar os presentes para os meus anjinhos (do Exército de Salvação Nacional). Isto tudo sempre com pequena Mada ao colo, dez quilos de gente pendurados numa das ancas, depois de ter tido uma noite de insónia, depois de ter acordado às 8 para vestir os miúdos, e ter feito dois programas de rádio, uma entrevista ao meio-dia e outra às 15.30. Pela primeira vez baldei-me como gente grande à corrida. Cheguei a casa, dei banho à malta, fiz uma panela de sopa gigante, que ainda está ao lume, e tenciono ficar o resto da noite a babar-me em frente à televisão. Com um pijama polar e uma manta por cima.

Passatempo Cucu Bijoux

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Ora cá está mais um bonito passatempo. Desta vez em parceria com a Cucu Bijoux, uma marca de bijuteria muito gira, onde pode incluir a fotografia de quem mais gosta.
Para concorrer só tem de escrever uma frase ou texto ou um romance inteiro absolutamente brilhante com as palavras cucu, bijoux, cocó, e vaidosona.
Para já não há prazo limite para concorrer. Pode ser amanhã, pode ser domingo, pode ser para a semana. Depois aviso quando termina o passatempo. Por isso, escrevam depressa, antes que termine e enviem para cocofralda@gmail.com
Quem vencer pode escolher qualquer modelo deste blogue com peças tão fofinhas.
Boa sorte!

Freeport para o jantar

Eu: A prima está no Freeport.
Manel (de olhos esbugalhados, como se lhe tivesse dito que a prima estava na Disneylândia): No Freeeport?
Eu: Sim.

Silêncio.

Manel: O Freeport é aquele sítio que devia ter sido pago e não foi, não é?
Eu: Oi?
Manel: Houve qualquer coisa com o Freeport e com o Sócrates, não houve? Ele devia ter pago e não pagou ou coisa assim?
Eu: Não. O que se passou foi o seguinte... blá... blá... blá... blá... e por isso existe a suspeita de que terá recebido dinheiro para deixar construir o Freeport numa zona onde não se devia construir. Percebeste?
Manel: Percebi.

Silêncio.

Manel: E tu, o que achas?
Eu: Eu? Não sei. Tinha de ver os documentos todos, tinha de estar melhor informada... (cautela, cautela, cautela). Não nos podemos precipitar... blá... blá... blá...É muito fácil fazer julgamentos sem conhecimento profundo das coisas.

Silêncio.

Manel: Esses gajos só querem é massa, pá!
(como quem diz: deixa de ser Bamby e abre esses olhos, mãe!)

In(sónia)

Há muito que não me dava para isto. São quase duas da matina e eu aqui estou, a olhar para a longa lista de coisas que tenho de deixar prontas antes de ir para o México e a pensar que se calhar vou inalar bastante Ventilan da minha filha. Só com o efeito electrificante que aquilo tem é que vou conseguir cumprir tudo. Mada, se me vires com o tubo do aerosol junto ao nariz não estranhes. É a mãe a endrógar-se.