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Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

Cocó sensibilizada

Eu recebo emails tão queridos, tão queridos, mas tão queridos... que só por isso já valeu a pena ter criado um blogue (e por ter ajudado a que a Cuf Descobertas acabasse com a discriminação de deixar os pais fora do bloco, nos partos por cesariana).
Acabei de receber mais um. E estou assim, sem palavras.

É incrível

Como eu mudei, em tão pouco tempo.
Aquela sensação de fome permanente sumiu. Mas sumiu mesmo.
Agora, quando vejo alguém comer aquilo que eu comia há tão pouco tempo atrás, fico enfartada, parece que me falta o ar.
Agora, se como um bocado mais ao almoço (única refeição em que me é permitido comer um bocado mais) sinto-me tão cheia, tão cheia, tão cheia, que nem a sopa consigo comer ao jantar.
Bebo 1,5 l de água com uma facilidade espantosa.
A sopa, à noite, é a única coisa que me parece razoável comer.
Não sinto a mínima vontade de pecar, de fazer um disparate, uma loucura.
Hoje vou estar com umas miúdas num sítio onde se enfardam umas coisas calóricas para caraças e nem sequer me sinto infeliz por ter de lhes resistir. É na boa!

Hoje, entrei numas calças onde não entrava há 5 anos. Ia chorando de emoção, juro.
Sou tão mais feliz assim.
Nunca mais quero engordar, nunca mais (nada contra as gordas, tá? Eu é que nunca me senti bem com quilos a mais).
O meu amigo Manel Rosas não sabe. Ele não faz ideia. Mas a culpa disto tudo é dele. Quando estiver no ponto, tenho de lhe dizer.

Hoje à noite...

... quatro mulheres vão juntar-se para falarem de temas cruciais para a Humanidade (como a acetona e coisas assim), e cheira-me que nada mais será como antes.
E não posso contar mais nada.
Mas acredito que, em breve, tudo isto será público. E um sucesso retumbante. Ólarilolela.

Fly

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Ele chegou a casa e disse:
- Surpresaaaa!
E eu abracei-o até ao sufoco.
As minhas Fly castanhas morreram. E ele arranjou estas, tão mas tão parecidas. Foi à Gardenia do Chiado, de propósito, e trouxe as últimas. Como é que eu não hei-de gostar deste homem? Que até acerta no número e tudo (sendo que, nas Fly, calço um número acima do meu). Homem: és grande. E eu tenho uma sorte do canário.

Diet report

Passou um mês e meio desde que entrei na Clínica Pedro Choy da Avenida de Roma pela primeira vez.
Perdi, até agora, 4 quilos certinhos.
10 centímetros na barriga.
8 centímetros nas ancas.
7 centímetros nas coxas.
Ganhei, até agora, alguns pares de calças, algumas saias e camisas, que estavam no roupeiro, tristes e sós, à espera de melhores dias.
Ganhei hábitos alimentares, perdi o apetite voraz que me consumia, perdi a vontade de ajavardar.
Ganhei um sorriso na cara da última vez que lá fui, porque vi um número na balança que já não vislumbrava há muito tempo.
Sinto-me melhor. Muito melhor. Mais leve, mais desperta, com mais genica.
Se não fosse cá por coisas, era pessoa para estar mesmo bem disposta.

Mário Bettencourt Resendes: 1952-2010 (escrevo isto e ainda nem acredito que o escrevo)

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Ele foi director do Diário de Notícias quando eu era, ainda, uma pequena larva do jornalismo, a trabalhar no mesmo jornal, no DNA (suplemento do DN, dirigido pelo Pedro Rolo Duarte). Ainda assim, e apesar da minha condição larvar, o Mário encontrava-me no elevador, no corredor, na escada, e cumprimentava-me sempre com um grande sorriso, como se eu fosse uma jornalista experiente, como se eu não fosse a larvita assustada que ainda era (e ainda sou, apenas um pouco mais velha).
Era assim, o Mário. Um homem generoso, diplomata, conhecedor profundo da natureza humana. Ele sabia que a melhor forma de trazer ao de cima o melhor das pessoas era, justamente, tratá-las como pessoas. Era um director à séria, que não estava fechado no gabinete, que circulava pela redacção, que conhecia os seus jornalistas, que sabia o nome de toda a gente, da larva mais insignificante ao mais anafado dos séniores. Ele foi o grande defensor do DNA, e isso eu não esqueço, a gente não esquece.
Ontem, no velório, encontrei imensas pessoas que não via há anos. Há dez anos ou mais. E, de repente, eu e a João, regressámos a 1996, 1997, e tornámo-nos larvas, outra vez. Foi uma viagem no tempo. Uma viagem triste no tempo, outra vez naquela igreja, onde nos fomos despedir do Armando.
Vou ter saudades de escutar os sábios comentários políticos do Mário, com os quais concordava quase sempre, e que me faziam luz sobre assuntos que não dominava. Vou ter saudades do que ele representava, e que parece ter-se sumido nos dias que correm.
Estou farta de morte. Farta de morte até aos cabelos.
Até sempre, Mário.