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Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

Presente da madrinha

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A Cristina, prima querida e madrinha de casamento do Ricardo, deu-nos um presente maravilhoso e que nos surpreendeu muito (ela consegue sempre surpreender-nos). A história é a seguinte: eu ando sempre à procura de casa. Adoro a minha, que é fantástica, mas digamos que ando sempre à procura de uma boa oportunidade. Um dia, estava a ver casas na net, e vi uma que era um arraso. Que sala! Que corredor enorme! Que varanda com vista para o rio! E, num dos quartos, fiquei logo vidrada num quadro. Que bom gosto! O quadro era lindo e pensei logo que gostaria de o oferecer ao Ricardo, por ser um casal deitado, abraçadinho.
A casa ficou-me atravessada, o quadro também, e decidi ir vê-la, ao vivo. Combinei com a senhora da imobiliária e, quando tocámos à campainha, a proprietária veio abrir. Coincidência das coincidências: nós conheciamo-nos! Ela foi uma querida, mostrou-me a casa, mas os quartos eram pequeninos e o preço estava um bocado acima do que podia gastar, de modo que acabei por desistir da ideia. Mas o quadro continuou a bailar-me na memória. E, pelos vistos, falei dele a muita gente, Cristina incluída.
Ela, que é mesmo uma mulher dada à surpresa, investigou, investigou, falou com a dona da casa, descobriu o nome da artista, de Barcelona, entrou em contacto com a galeria, e comprou esta pintura que é de uma ternura que só apetece dar beijinhos.
A artista chama-se Eva Armisén. Agora só falta emoldurar e encontrar um poiso digno para este casalinho tão fofo.
Obrigada, Cris! És a melhor madrinha do mundo!

Queixinhas

Se há coisa que me encanita é gente permanentemente insatisfeita. Não falo daquela insatisfação produtiva, de quem é ambicioso e quer sempre mais e melhor para si. Essa é boa, faz andar para a frente e, geralmente, para cima também. Não. Falo da insatisfação meteorológica. Senão, vejamos. Levámos com o pior Outono/Inverno das últimas décadas: chuva, frio, núvens, um inferno. As pessoas, essas de que falo, diziam: Ai e esta chuva que não passa, ai credo que já não se pode, ai tanta chuva meu Deus que depressão, ai o meu rico sol, ai o que eu fazia era ir viver para o Brasil, se pudesse, e mi-mi-mi-mi-mi-mi, e beca-beca-beca-beca-beca-beca. Agora, que o sol e o céu azul parecem ter vindo para ficar (ou então não, sabe-se lá), essa mesma gente vem e dia: ai que isto é calor demais, ai está que não se pode, ai bem que podia estar mais fresquinho, ai que sufoco, ai que isto deixa-me toda espapassada parece impossível.
Oh minha gente, e que tal decidirem-se? Tenho para mim que são estas queixinhas constantes que baralham o São Pedro, coitado, lá em cima de roda das núvens. Olha, estão chateados, vou fazer chuva. Ah, afinal têm carência de sol vou dar-lhes calorzinho! Ops parece que exagerei, lá vai um bocado de chuva. Não me admiro nada que, um dia destes, ele deixe o interruptor da chuva sempre ligado, tome um Xanax e durma durante um ano ou dois, só para não ter de nos aturar as indecisões. E depois é que vão ser elas.

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