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Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

Mada de regresso a casa



A Mada teve alta ontem. Está melhor, faz menos cocó, embora ainda demasiado líquido para o meu gosto.
A médica disse que ela não estava curada, mas que já estava suficientemente hidratada para sair de um internamento, que não é coisa que saiba bem a ninguém.
Hoje o meu corpo dói tanto que parece que fui atropelada por um TGV. É a descompressão. Até agora estive em pontas, quase sem respirar, à espera que tudo passasse. Agora é que me sinto amassada.

A todos os que comentaram, a todos os amigos que nos visitaram, que telefonaram e mandaram mensagens... muito e muito obrigada. Sabe bem um miminho nestas alturas. Sem o vosso conforto teria sido muito mais difícil suportar esta porcaria deste bicho.

Mada internada

Estas deitada, pardalita, na cama de grades que nao e a tua, e o soro no braco nao te deixa descansar. Eu dava tudo para dormir. Doi-me o corpo, que ver-te a debateres-te enquanto te picavam varias vezes, deu cabo de mim.
Estamos internadas, as duas, a alguns metros de casa. Ali em baixo, quase os podemos ver, estao os nossos rapazes. E nos aqui.
Descansa, bicha boa. Os manos ja ca estiveram com o pai, a avo, a tia Nana, os amigos Sonia e Nuno, e a madrinha esta sempre preocupada, ao telefone.
Tens muita gente que gosta de ti.
Fica boa depressa, para voltarmos para casa. Um hospital nao e sitio para criancas...
Se eu pudesse apanhar-te, vírus filho da mae... Ias ver como elas te mordiam!

Não me lixem: um frango assado não é um frango feliz


Gostava que alguém me explicasse porque é que quem abre uma casa de frangos assados põe sempre um logotipo onde um frango feliz nos sorri, à porta. Juro que não percebo. Eu, quando olho para o franguito sorridente, penso sempre: xinamén, coitado do bicho, tão contente, não sabe o que o espera, vai ser assado e comido e ainda faz cara alegre... E penso duas vezes antes de entrar.
Claro que também não espero que ponham um frango de lágrima no olho, que isso então era meio caminho andado para me tornar vegetariana... mas, sei lá, talvez evitar a imagem feliz e saltitante do bicho, talvez não pôr imagem nenhuma, hum? Boa ideia? É que eu gosto de frango assado, a sério. Mas quando vejo o bichano de sorriso rasgado... dá-me cá uma angústia...

Mada report

Não come sopa.
Não bebe água.
Não bebe água com açúcar.
Não bebe chá. Nem com açúcar nem sem açúcar.
Vomita-se (esta noite foi outra vez em cima de mim, ca bom!)
E ontem encheu 11 fraldas de cocó líquido. Tão líquido que me encharcou bodys e babygrows a ponto de já só ter 1 na gaveta e os outros todos na máquina, prontos a serem estendidos e reutilizados.
A Madalena está magra, magrinha. Parece uma enguia. E não tarda vai estar desidratada e vão espetar com ela no hospital. Eu bem lhe digo isso, bem lhe digo: Mada, tu não tarda estás com uma agulha no braço, a levar soro, e olha que isso não é bom para ti, ai não é, não. Mas a tipa... nada. Fecha a boca, muito fechadinha, e só aceita o leite, sem lactose. É teimosa como uma mula. Gaja mais gaja não há. É definitivamente mais fácil convencer um homem do que uma mulher. Pelo menos aqui em casa nunca ninguém me fez a frente que esta me faz. Bem, deixem-me lá voltar para o cocó e para o vomitado, que a minha vida não é isto.

Vírus, again

Ontem, nas Amoreiras, em pleno Cacao Sampaka, pequena Madalena abriu a boca e largou-se a vomitar como se não houvesse amanhã. Vomitou, vomitou, vomitou... tudo para cima de mim. A pessoa com quem eu estava foi amorosa e levantou-se para ir buscar guardanapos. Eu não consegui fazer nada. Tinha vomitado até às cuecas e, nessa triste figura, fico com bastante dificuldade em pensar, sequer.
Pequena Mada passou o resto do dia a fazer diarreia e a noite toda cheia de febre, que teima em não baixar grande coisa, mesmo com benurons.
Hoje já encheu várias fraldas e parece um pequeno pássaro, sempre deitada e sem se mexer. Emagreceu muito. E está branquinha. E geme.
Estúpido vírus, peço-te: não infectes mais ninguém. Porque limpar vomitado de bebé é uma coisa... limpar vomitado de dois magarefes que já comem comida a sério é outra! E eu tenho um estômago sensível.
Obrigada. Ah, e se te puderes pôr a mexer rapidamente eu agradeço.

Eu devia ter calculado...

Ontem, no meio de um dia louco com muitas entrevistas, combinei um encontro num centro comercial. Grande. Depois da entrevista, deu para passear um bocadinho. Entrei em imensas lojas. De gente grande e de gente pequena. Tive casaquinhos às bolinhas nas mãos (eu a-do-ro padrões às bolinhas), tive t-shirts giríssimas diante do nariz, e vestidinhos e sapatos e coisas várias, de menino e de menina. E saí de todas as lojas de mãos a abanar. Não consegui comprar nada. Nadinha. Zero. Nem uma t-shirt gira que custava 5 euros. Pensei: mas que raio? O que se passa comigo?!
Hoje estou com arrepios e muito agoniada. Devo ter comido alguma coisa estragada ou tenho uma virose ou coisa assim. Eu devia ter calculado. Tanta incapacidade de consumir só podia ser doença.

Dia do pai

Tenho muita pena. Muita, muita pena. Hoje, se não fosse o meu Ricardo, que é o pai mais extraordinário que conheço, acho que me enfiava na cama a devorar bolachas. Ainda assim, e apesar da alegria de ter visto os meus pequeninos a entregarem os seus presentes feitos à mão ao seu querido pai, espero que este dia passe depressa. Muito depressa. O meu coração, hoje, está um bocadinho amarrotado. Felizmente tenho três entrevistas durante a tarde, que não me vão deixar pensar mais no assunto.

In Love

Eu sou lenta. Porque a Eduarda já comenta no meu blogue há muito tempo. E eu até já tinha espreitado o blogue dela. E tinha gostado muito. E tornei-me fã no facebook. Mas hoje conversei com a minha irmã sobre o blogue dela. E vai daí e pus-me a vê-lo com olhos de ver. Não só a página inicial mas as páginas para trás. Muitas. Todas. EU ADORO ESTE BLOGUE.
E QUERO... TIPO... TUDO!
Parabéns à Eduarda. Este blogue é ma-ra-vi-lho-so!

Serotonina

Faz no sábado um mês que corro 1 hora, todos os dias. Mas mesmo todos. Todinhos. Sem excepção. Bom, não é bem correr. É andar em passo acelerado. Mas mesmo acelerado. Como se o violador de Telheiras viesse atrás de mim.
O Ricardo, idem. Bom, não todos os dias, que a vida dele é mais difícil que a minha. Mas dia sim, dia não.
O mais estranho de tudo é o vício. Sinto-me viciada nisto. Há dias em que, de manhã ando 1 hora em alta velocidade e, à tarde, ando 1 hora ou 1 hora e meia de bicicleta. Se começo a ver que o meu dia se está a encaracolar de tal modo que não estou a conseguir o meu tempo de desporto fico enervada, zangada, furiosa. A sério. Eu nunca pensei que isto me pudesse acontecer. Mas aconteceu. Hoje já fui 1 hora e estou doida para conseguir fazer mais 1 hora de bicicleta. Aliás, ontem disse ao meu homem: "Quando uma pessoa fica desejosa que chegue o dia seguinte só para ir correr é porque está a precisar de ajuda psiquiátrica, não?"
Está quase a fazer um mês e eu noto muita diferença. As calças caem-me pelas perninhas abaixo mas, mais importante até que isso, é o modo como me sinto. Mais enérgica (ainda mais), mais desperta, mais feliz.
Acho que é isto, a serotonina. A sério, minha gente: estar viciado em serotonina é do melhor que pode haver.

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