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Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

Parabéns, gralha

Não somos amigas, não somos próximas, não partilhamos intimidades. Mas somos mais ou menos vizinhas e ela é sempre bem-vinda aqui no Cocó, sempre pronta a deixar uma palavra amiga. Pois bem, desta vez é a minha vez. Soube que nasceu o novo gralhito. Que a vida lhe sorria sempre, que seja bonita, melódica, perfeita. E que os pais e os avós e os amigos acompanhem tudo com a alegria que um nascimento e crescimento sempre trazem. Parabéns, gralha!

Nós as quatro

Ontem estivemos juntas as quatro. Já não jantávamos as quatro há quanto tempo? Imenso. Temos jantado as três, as duas, mas nunca mais as quatro. Fomos a casa dela, que tinha feito um frango à moda da avó, tão bom que ainda estou cheia até agora. Ela, coitada, passou mais tempo no quarto dos miúdos do que connosco, primeiro era o A. aos saltos, depois foi o P. a chorar. Nós ficámos na sala a dizer parvoíces a maior parte do tempo, a alucinar com um balão em forma de cavalo com o hélio a esmorecer, a beber vinho e a rir. Depois, ela e ela discutiram e amuaram e uma delas levantou-se de fúria para ir fumar e sair de cena. Eu fiquei a rir-me como se tivesse fumado uma coisa do Paquistão, a olhar o sacana do cavalinho que esvoaçava devagarinho pela sala e olhava atentamente para mim.
Depois, ficou tarde e tivemos de ir embora, cada uma para a sua casa, as duas amuadinhas juntas, e eu sozinha, a temer que se esgatanhassem no carro. Mas não. Lá se entenderam, como sempre.
Gosto de vocês. E estes encontros sabem-me sempre a pouco.

P.S: Se não tivesse de emagrecer pedia-te a receita do frango, melher! Que estava mesmo danado de bom. Hoje, porém, sinto-o todo nas ancas e oiço cacarejar. Acho que o raça do bicho está à gargalhada com os estragos calóricos que provocou.

Porto


Almocei no Majestic, sozinha, e se não fosse uma puta de uma dor de cabeça feroz tinha sido muito agradável. A minha entrevista, às 11.30, na Foz, foi maravilhosa. Agora estou no Caffe di Roma, ao pé do Teatro Sá da Bandeira. Tenho uma tomada mesmo ao lado da minha mesa e já pedi autorização para a usar, quando o meu querido Vivienne ficar sem bateria. Estou muuuuuito enjoada e ainda não acabei o primeiro texto. A seguir tenho de escrever outro e ainda devia acabar mais um.
Vim com um fotógrafo para cima (da Notícias Magazine) e, agora, estou à espera do meu querido Gonçalo F. Santos, porque vou com ele fazer outro trabalho, desta vez para a revista Nós, do jornal i. Ou seja, vim com um fotógrafo e regressarei a Lisboa com outro. A minha amiga Ângela, quando lhe disse isto por sms, mandou-me uma mensagem a dizer: "És uma pega". E eu fiquei a rir-me até há bocado.
Tudo estaria perfeito, se não fosse esta dor de cabeça que não me larga, apesar do Benuron, dos cafés e do chá.

P.S: As maminhas, para já, estão bem. :)

Amanhã, quarta-feira

Amanhã vou para o Porto às 8 da manhã. Tenho uma entrevista às 11.30. E depois, várias entrevistas a partir das 19h. Devo chegar a Lisboa depois da meia-noite. Vai ser a primeira vez que me separo, por tantas horas, um dia inteiro, da minha caganita. Das outras vezes tenho-a levado sempre comigo, mas agora não. Ela fica. Já come sopas e papas, já não mama tantas vezes, já se aguenta sem mim. Eu é que vou ficar cheia de saudades, já para não falar das maminhas, a aumentarem de tamanho à medida que as horas forem passando. Pelo sim pelo não vou levar a bomba de retirar leite. Tenho medo de explodir no caminho de regresso.
(Fui demasiado gráfica? Too much information? Pois. O pior é que eu sou mesmo assim. E hoje dei por mim a desabafar com um colega, à frente do senhor taxista, o problema das minhas maminhas. O senhor ria com gosto, provavelmente pouco acostumado a escutar tamanhos desabafos leiteiros.)

P.S: Há alguém que conheça um café writer friendly no Porto, que não faça cara feia se eu pedir para ligar um computador à tomada? É que a bateria não vai durar muito tempo e eu tenho muuuuuuuito que escrever. Sugestões de cafés amigos dos agarrados ao teclado?

I Gotta Feeling

Tenho um feeling que, daqui até Junho, que é quando se realiza o Mundial, nenhum de nós vai conseguir suportar a música dos Black Eyed Peas. O BES comprou os direitos da canção para Portugal e agora passa o tema na televisão de 5 em 5 minutos. Maltinha! Estamos em Fe-ve-rei-ro! Faltam cinco meses para o Mundial... I gotta feeling que em Junho vamos todos vomitar sempre que esta música tocar.

Movida a energia solar

Acabo de ir fazer a minha caminhada a pé, uma mão a empurrar o carrinho da Madalena, a outra a segurar a trela da Coca, a cadela que a minha mãe me deixou para cuidar, enquanto foi para Milão 4 dias. Andámos 6 quilómetros numa hora, eu e a Coca, em passo acelerado. Não sei se perdemos o mesmo número de calorias, nós e os bichos, mas o meu aparelhómetro diz que eu perdi 310 kcal. O céu azul, o rio esplendoroso e eu a agradecer muito por viver onde vivo, por ter tomado a opção profissional que tomei, por estar sol e por ser feliz. Amanhã posso não estar tão bem disposta, porque sou naturalmente ciclotímica, mas hoje... hoje sinto-me mesmo bem para caraças.

Ressaca de fim-de-semana

Depois de um fim-de-semana como este, fica difícil retomar a semana. No sábado, aquele brunch no Kaffeehaus, em tão boa companhia, foi excelente para arrancar. Depois, o passeio pelas ruas cheias do Chiado, hummmm. À noite, um jantar com amigos, em que se comeu bem e se pôs a conversa em dia, e seis crianças (sim, ao todo já são seis, três de um lado e três do outro, ao todo somos 10) a brincar pela casa fora.
No domingo, uma visita a um palácio lindíssimo, por causa cá de coisas nossas, uma visita a um apartamento com piscina que não nos encheu as medidas (nem a nós nem aos nossos amigos e futuros vizinhos), um lanche na esplanada do Magnólia com vista para o Jardim das Ondas (onde agravei a minha já grande constipação) e, à noite, os Ídolos*, que vimos enroscadinhos um no outro, com a lareira a bombar.
Quem é que tem vontade de trabalhar, depois disto? Bah.


*Ah, e eu estou a torcer pela Diana há muito tempo. O Filipe também é óptimo, mas para mim... a Diana é a máior!

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