Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

Servilusa

Ontem e hoje passámos, eu e o fotógrafo Gonçalo F. Santos, o dia na Servilusa. Vimos mortos a serem vestidos e maquilhados para não estarem tão roxos, vimos a primeira abordagem dos técnicos comerciais aos clientes (de luto), vimos um homem todo aberto, com as vísceras dentro de um saco e o crânio sem cérebro dentro, só uma caixa vazia. Foi duro (ontem não jantei e hoje também não). Mas o profissionalismo da Servilusa ajudou a suportar. Uma reportagem para sair na revista Nós Tristes, do jornal i, do próximo sábado, dia 6 de Março.

Amanhã, sábado 27 de Fevereiro, sai a revista Nós Vencedores, com quatro histórias escritas por mim e fotografadas pelo Gonçalo e pelo Paulo Alexandrino, de quatro vencedores extraordinários (um venceu a pobreza, outro venceu a deficiência, outro venceu o cancro e outro a obesidade).
Agora vou tentar dormir. Vou tentar esquecer a cara do homem (com apenas mais 4 anos que eu) que se suicidou com uma bala na cabeça e que eu vi, ali, a ser composto durante várias horas, depois de uma autópsia, para a família poder dizer o último adeus com dignidade.

Nokia

Acabo de receber um mail que diz assim no Assunto: "Surpreende o teu pai com um telemóvel de última geração". Dei uma gargalhada só de imaginar. Isso é que era uma surpresa! Uma vez que não vejo o meu há cinco anos, seria realmente surpreendente se lhe oferecesse um Nokia de última geração. Ahahahahaah! Isso é que ia ser uma surpresa!
A Nokia e outras marcas não podem adivinhar as singularidades de cada família, mas de vez em quando devem acontecer coisas divertidas, como esta, ou então bem chatas, como nos casos em que a pessoa que recebe o email acabou de perder o pai. Enfim. É o que dá este tipo de publicidade mais dirigida. Ou resulta em cheio ou dá asneira.

Seguidores

Meus amigos:
Acabei com os Seguidores (um ícone que havia aí na coluna do lado direito, cheia de imagenzinhas de gente que acompanha o percurso do Cocó) porque apareceu uma coisa chamada Babysex com uma imagem assustadora. Eu não tenho medo de imagens com pipis, se as imagens de pipis forem de mulheres adultas. Não me choca, não me enoja, não me faz espécie (como diz o povo). Mas uma imagem dessas, com o nome de Babysex, e com links associados como Sexcry... até me revolvem as entranhas. Como não consegui bloquear só esse blogue ou site ou lá o que era, removi pura e simplesmente os seguidores do Cocó. Até pode ser um grande equívoco e este "baby" não querer dizer bebé, criança, mas sim "baby" no sentido de miúda, gaja, e tal. Não me interessa. Só a possibilidade de poder ter que ver com pedofilia fez-me saltar a tampa.
Que haja pessoas esquisitas, que vêm aqui depositar o seu ódio, dizendo que me partem o focinho quando me virem na rua, e que eu sou uma merda, e mais não sei o quê, até me diverte. É giro ver como há pessoas (poucas, mas há) que não gostam do blogue mas não o largam, e que não têm mais que fazer do que destilar bílis aqui no estaminé. Dava quase para um tratado psicológico e eu gosto de observar estes fenómenos.
Agora... isto não. Aos outros seguidores, as minhas desculpas. Mas valores mais altos se levantaram.

Amigos

Ter uns amigos que, assim do nada, fazem o mais inesperado dos convites, é tão extraordinário que consegue deixar-nos sem palavras.
Vamos, então, juntar-nos todos outra vez. E vai ser de certeza uma maravilha. Estar na vossa companhia é sempre um prazer, seja onde for.
Há pessoas com uma generosidade e uma vontade tão grande de dar que, depois, fica muito difícil retribuir. Muito difícil. Obrigada, amigos.

Parabéns

Hoje é o teu aniversário. E a mim só me apetece dar muitos abraços e beijinhos à tua mãe e ao teu pai, por te terem posto no mundo. Dizer-lhes que se não fossem eles, não sei o que seria de mim. Daqui a bocado, quando estivermos a jantar, vou-lhes dizer isso mesmo. Fazer um brinde e dizer: obrigadaaaaaaaaaa!
Passámos um dia bom. Mais um dos nossos dias bons.
Parabéns, gordo. Se não tivesses nascido eu era uma desgraçada infeliz, tenho a certeza. Se puderes viver até aos 120 anos eu agradeço muito. Vamos ficar juntos até nos doerem os ossos. Eu vou gostar de ti mesmo que te babes e que não controles os esfíncteres. Vais ser sempre o meu gordo (mesmo depois de ficares magro, daqui a poucos meses...).

É verdade, sim senhora

A tragédia na Madeira merecia um post menos fútil que o anterior. Absolutamente verdade. Hoje, cá em casa, nós somos todos da Madeira. Estamos solidários e tristes e desejamos que acabe depressa esta chuva destruidora. Um beijinho grande a todos os madeirenses.

Vida saudável

A vida cá por casa mudou. Às dez para as sete, o meu homem levantou-se, foi fazer a barba e foi correr. Eu tratei dos miúdos. Amanhã, trocamos. Vou eu correr e ele trata dos miúdos. E assim sucessivamente. Ontem fomos a uma festa e não toquei em nada, rigorosamente nada. Ele andou a rondar e eu só o deixei comer meio pão com fiambre. Ainda o vi com uma fatia de bolo de aniversário à frente e tratei logo de lhe arrancar o pratinho das mãos. Macacos me mordam se não ficamos lindos no nosso 10º aniversário de casamento e se não estamos umas brasas no Verão.

Fluviário


Lembram-se de ver esta imagem? Pois bem, foi com esta imagem na cabeça que partimos, os oito, na segunda-feira, para Mora. Estávamos no Alentejo, chovia, e além de enfardar valia a pena ver algumas coisas, já agora, para não parecer mal. Pois bem, entrámos no Fluviário de Mora, pagámos 40 euros (4 adultos, 3 crianças e um bebé) e quando demos por nós... tinha acabado! Então mas... mas... mas... e o túnel com peixinhos à volta? Onde está o túnel? Cadê o túnel? Isto já acabou? Não é possível! Vimos uma dúzia de peixes e já está? A senhora da entrada sorriu. "Pois, acho que isso do túnel era o projecto... não saiu do papel."
Ah...
Pois.
Então está bem.
Pronto.
Não é por nada, mas o fluviário de Mora não foi uma decepção. Foi um choque. Ficámos a balbuciar durante uma meia-hora. Depois, com um bom vinho e uma farinheira assada, felizmente, passou.

Pág. 1/3