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Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

Patrick

Pois é. Estou em falta. Eu ainda não disse nada do desaparecimento deste senhor. E o que veu gostei dele! Este filme marcou-me porque, na altura, namorava com um rapaz que era igualzinho. E que também era rebelde, e os meus pais também não aprovavam (e tanto chatearam que acabei a namorar 8 - OITO! - anos com ele). Depois deste filme, adorei vê-lo na série Norte Sul. Não perdia um episódio.
E agora morreu. É mesmo como se um pedacinho de mim, daquela que eu era aos 15 anos, tivesse morrido também. Ver este pedaço do Dirty Dancing fez-me recuar tanto, tanto... Adeus Patrick Swayze. Que porra termos de quinar.

Dias felizes

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Ontem tive um dia tão bom, tão bom que no regresso a casa até estava com medo de me enfaixar numa carrinha de caixa aberta, tal é o peso da nossa educação judaico-cristã que nos faz sempre pensar: espera lá, se isto correu tão bem, agora vem o castigo, que não há bela sem senão, pensas que é só curtir, não? Era o que faltava.
Por enquanto ainda não me enfaixei em veículo algum e continuo a recordar o dia de ontem. Levei os rapazes à escola às 9h e depois segui com pequena Mada para o meu querido e eterno Pão de Canela. Sentadita na esplanada, abri o meu portátil, consultei o meu email e, voilá, muito boas notícias. Sorri apatetada e comecei a trabalhar. Escrevi dois textos, dei de mamar, almocei com o meu homem que, roído de inveja, foi lá ter. A miúda, sempre embalada pelo meu pé na roda do carrinho, dormiu todo o santo dia. E eu ali fiquei, na esplanada, a pensar, a escrever, a olhar as pessoas que passavam. A Sónia, gerente super eficaz do Pão de Canela e amiga já de longa data, mostrou-me uma tomada que não sabia existir, cá fora, para dar energia ao meu querido computador quando a bateria se foi. Hummmm...
Depois, no final do dia, fui aos Francisquinhos visitar a querida enfermeira Cristina Flores, que ainda não conhecia a pequena Mada. Conversámos, arrancou crosta láctea da cabeça da miúda (não se aguenta sem meter as mãos na massa, aquela querida), foi dando instruções a grávidas e puérperas.
Finalmente, depois do jantar já em casa, foi tempo de ver mais um genial Gato Fedorento esmiúça os sufrágios. Sobre isto escreverei em breve. Para já, dizer que pela terceira vez consecutiva, pequena Mada é deitada no berço aos gritos - e por lá fica, gritando, com as portas fechadas - para que o resto da família consiga ouvir aquela preciosidade. A pequena fedorenta trocada pelo Gato Fedorento. Indecente mas... irresistível.

P.S: Obrigada a todos pelos "tão linda!" com que brindaram a minha filha. Fiquei, obviamente, num estado de vaidade insuportável.

A pedido de muitas famílias...

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... é a loucura. Eu prometi a mim mesma que não poria aqui fotos dos meus filhos. As minhas amigas avisam-me contra o mau-olhado, a inveja e eu sei lá o que mais. Mas pronto. Não resisto. Já pus alhos atrás das portas. E a cara dela vai mudar e ninguém vai saber que ela era ela. Pronto. Esta é a minha princesa Madalena, a curtir nas suas férias. Um miminho da Cocó para os seus fiéis.

Um amor em que acredito

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Eles conheceram-se há pouco mais de um ano. Ela estava mal, tão mal que nós, as amigas, tememos o pior quando ele a foi buscar e ela se entusiasmou toda, tão depressa, como um incêndio ateado em dia de vento.
Desconfiámos dele, torcemos o nariz, fizemos jantares para comentar a velocidade com que ela tinha ido de um estado a outro. Quando o conhecemos, analisámo-lo dos pés à cabeça, à procura de sinais que provassem que se tratava de um malfeitor, a aproveitar-se da fragilidade da nossa querida amiga.
Não foi por mal, Nuno. Só não queríamos vê-la no chão, outra vez. E, sim, duvidámos que pudesse haver um príncipe encantado à espreita para a resgatar, tão depressa. Como disse a João, no casamento, a verdade é que parece que temos medo de acreditar na bebedeira do amor.

Amigos: a vossa bebedeira foi linda e queremo-vos para sempre bêbados.

Os meus amigos Sónia e Nuno casaram na Herdade da Malhadinha no dia 5 de Setembro e, tirando o meu, foi o casório mais fantástico a que já tive a honra de assistir (com o privilégio acrescido de ser uma das madrinhas). De sexta a domingo, os convidados tiveram toda a Malhadinha à disposição. E a cerimónia propriamente dita foi inesquecível, com as emoções todas à flor da pele (até o padre estava comovido, caramba!). No final, os textos escritos pelas madrinhas (a máfia de saltos altos mais a madrinha do noivo) foram amarrados a balões de hélio e voaram pelos ares. Como voaram! Alto e longe. Se alguém os encontrar... acredito que será bafejado por um amor assim, como o deles.
Parabéns, meus queridos. Como vos disse: cá estarei, daqui a 50 anos, para brindar à vossa felicidade. Assim permita o reumático.

Já salvaram uma vida hoje?

Eu ia falar mais das férias. Eu ia agradecer a dois amigos lindos que nos proporcionaram momentos fantásticos. Eu ia falar do casamento deles, este fim-de-semana, e de como estou feliz por ter sido uma das madrinhas. Eu ia fazer tudo isto mas vou adiar. Porque recebi um email da Vanessa, aflita porque a irmã, com 22 anos, tem leucemia e precisa de um transplante para poder sobreviver. E perante este email, tão aflito e urgente, não há vontade para escrever sobre mais nada.
Pessoas que lêem o cocó e que ainda não são dadoras de medula, peço-vos. Pela irmã da Vanessa, a Nídia, ou por qualquer pessoa que amanhã venha a precisar e que posso ser eu, ou um de vocês: inscrevam-se como dadores! Eu já estou inscrita há uns anos e a minha maior pena é não ter sido ainda compatível com alguém que pudesse salvar.
Ser dador de medula não tem nada de complicado. Se se der o caso de ser comparível, é como dar sangue, não implica cirurgias, riscos, dores nem dramas. É só uma picadinha... que pode salvar alguém. Neste caso... a Nídia.

Como fazer:
Inscrição como dador
http://www.chsul.pt/inscricao_inq.html

COLHEITAS

LISBOA:
Centro de Histocompatibilidade do Sul
Hospital Pulido Valente, Alameda das Linhas de Torres, 1171769-001 LISBOA
Telf:: 21 750 41 00
HORÁRIO DE FUNCIONAMENTO

Segunda a Quinta-feira das 8 às 16 horas
Sexta-feira das 8 às 15 horas

COIMBRA:
Centro de Histocompatibilidade do Centro
Praceta Prof. Mota Pinto
Edifício S. Jerónimo - 4º piso - Apartado 9041
3001-301 COIMBRA
Tlf: 239 480 700

PORTO:
Rua Dr. Roberto Frias
Pav. Maria Fernanda
4200-467 Porto
Tlf: 225 573 470

Horário:
Aberto das 9 às 17 de 2ª a 6ª feira.


Já viram se vos calha a sorte de poderem salvar uma vida? Já pensaram bem nisso?
Boa sorte, Nídia. Fico a torcer.

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