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Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

9 anos

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Hoje faz nove anos que casámos.
Hoje faz nove anos que a minha vida mudou para melhor. Tão melhor.
Hoje faz nove anos que disse que sim, queria ficar contigo para sempre.
E hoje, nove anos depois, tenho ainda mais a certeza desse sim.

Ontem fomos passar a noite ao Penha Longa Hotel & Spa. Jantámos no AssaMassa, uma trilogia de sabores inesquecível. Dormimos numa suite extraordinária.
Hoje começámos o dia no Spa. Uma massagem para cada um, o corpo a agradecer, a alma a ficar leve, levezinha. O almoço à beira da piscina. E nós apaixonados, abraçados, no meio da inspiradora serra de Sintra.
É tão bom e tão raro que nove anos depois se sinta o que nós sentimos.
É tão bom e tão raro que tenhamos, ainda, a mesma vontade de adormecer a olhar um para o outro, como se nos tivéssemos descoberto ontem.

Hoje faz nove anos que casámos.
Se os próximos nove forem tão bons como estes primeiros... serei a mulher mais feliz do universo.

Novos desafios? Sim...

O que vale é que eu não gosto muito de mandar. Porque se eu gostasse muito... hoje tinha doído. Ligaram-me de uma empresa de "caça talentos" ou "caça cabeças" ou lá o que é isso, com nome pomposo e estrangeiro. Queriam conversar comigo, saber do meu interesse num cargo de direcção de uma publicação editorial. Não podiam dizer qual, para já. No momento, o que queriam era que fosse a uma entrevista, saber se estava aberta a novos desafios. Foi então que tive de explicar que, nos próximos meses, vou estar muito aberta a novos desafios, sim senhora, mas são desafios de fraldas, leites e berros. E a senhora, oh que pena, pois isto é urgente, fica então para uma próxima. E eu nunca saberei qual era a publicação, nem se me iam pagar 5 mil euros por mês. O que vale é que eu não gosto muito de mandar. Senão hoje... tinha doído. E mesmo que não te quisesse culpar, minha Madalena, se calhar ia culpar um bocadinho. Assim... fico só curiosa. E contente por se lembrarem de mim, os senhores com nome pomposo e estrangeiro. Mesmo que os meus desafios, por agora, se limitem a fraldas, leites e berros. E beijinhos, claro. A multiplicar por quatro.

Quando uma mulher fica temperada

E se, subitamente, lhe cheirar intensamente a vinagre... sou eu. De tanto ouvir dizer que o vinagre é que era, qual champô da farmácia, qual quê, que vinagre é que mata a bichagem, ontem passei-me e despejei uma garrafa inteirinha de vinagre pela cabeça abaixo. Não. Não é exagero. Todinha pela cabeça abaixo, sem diluir em água nem nada. De tal forma que a pele das costas e dos ombros e da testa ficou toda encarniçada, como se tivesse apanhado um escaldão. Depois do procedimento, champô. Hoje, mais champô. E o fedor a vinagrete permanece. Eu passo e as pessoas devem começara a pensar em saladas mistas. "Que estranho... de repente tive uma vontade de comer uma saladinha... estarei grávida? Serão desejos?" Não... Foi a Cocó na Fralda que passou.

Vá, chamem-me piolhosa

Passar a tarde de domingo a catar piolhos e lêndeas de cabeças várias não é propriamente o que sonhei para mim. Mas revelei-me eficaz. A verdade é que o Martim andava a coçar-se há uns dias. E eu também. Do colégio tinha vindo uma carta a falar de pediculose e em como os parasitas não escolhem classes sociais (adorei este sublinhado, como que para serenar pais mais selectos, horrorizados com o facto de pagarem para ter as crias num colégio e, afinal, não estarem a salvo do ataque da piolhagem). Bom, eu até já tinha mirado a cabeça do Tim mas, incompetente para detectar bicharada tão pequena, nada vi. Foi preciso ir almoçar a casa da minha irmã - a quem a vivência no campo sempre serviu para alguma coisa - para que ela garantisse que sim, mãe e filhos estavam afectados, o pai parecia ter escapado incólume. De maneira que saímos dali o mais depressa que pudemos, incomodados com as nossas próprias cabeças, direitinhos para a farmácia onde pedimos o exterminador de parasitas e pentes e tudo o que pudesse ser útil à matança.
Riam-se, vá. E os que destilam bílis contra o cocó podem, enfim, chamar-me piolhosa, que não poderão ser processados por difamação. É que, efectivamente, só o pai não atraiu bicho. Bom, e o Manel pouca coisa. O Martim era o centro do problema e eu também fui vítima desta porcaria. Riam-se, riam-se. Pode ser que um dia seja a vossa vez. E olhem que não é bonito, champôs a cheirar a creolina e pentes finos na cabeça. Confesso que tive vontade de chorar. Mas o bom comportamento do Martim, quietinho a deixar-se catar como um macaquito, ajudou a controlar-me.
Lavámos lençóis, roupas, sofás. Deitámos spray como se a casa tivesse gripe H1N1. Daqui a sete dias repetimos a dose.
Ser mãe também é isto. Ninguém disse que era fácil.

Alô? Procura-se Sílvia Neves

A Sílvia Neves que deixou um comentário no post anterior era-me tão útil como o pão para a boca. Os outros também contaram boas histórias, e não é líquido que não venha também a maçá-los. Mas neste momento... dava-me muito jeito a história da Sílvia Neves. Alô??? Sílvia? Pode mandar-me um mail para sonia.morais.santos@gmail.com? Please?

Apelo

Alguém conhece alguém que tenha duvidado de um diagnóstico médico, pedido uma segunda opinião, e que, por causa disso, se tenha safo de quinar?
Se sim, por favor, deixem aqui o testemunho.
NÃO, NÃO SOU EU QUE PRECISO DE SEGUNDA OPINIÃO! ISTO É PARA UM TRABALHO!!!

Obrigada

Por seres o bombeiro da casa, a correr, feito doido, para apagar todos os fogos.
Por seres o cantoneiro, que apanha os meus cacos do chão.
Por seres o médico, que sara as minhas feridas.
Por seres o costureiro, que me cose quando me rasgo, mesmo quando ninguém diria ser possível coser tamaho rasgão num papel já tão rasurado.
Por seres o diplomata, que gere conflitos com sabedoria, o juíz das boas decisões.
Obrigada por seres o meu público, por me dares confiança, por me dares colo (e é preciso um grande colo para um corpo dois-em-um).
Espero que nunca queiras reformar-te destes empregos todos, apesar da remuneração não ser grande coisa.
Obrigada.