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Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

13 anos: ainda as celebrações



O Honra, para não variar, não desiludiu. O Olivier sabe realmente o que faz. Estabelecer-se na Praça da Figueira, num hotel bonito que, por ficar ali na baixa está mesmo a pedir turistas, e com um restaurante de comida típica portuguesa, é ter sucesso garantido. Era segunda-feira, dia fraquito para a restauração, e o Honra estava muito composto. Tirando o casal ao nosso lado, acho que o resto era só estrangeiros. Ao fim-de-semana deve encher-se de portugueses com saudades da comida da mãe ou da avó (e bem que ali as matam - só me fazia lembrar aquela parte do filme Ratatui em que o crítico gastronómico come uma garfada e é catapultado para a infância, de calções e joelhos esfolados, a comer a comidinha da mãe).
Nós ficámos cheios de vontade de voltar porque experimentámos apenas quatro entradinhas e nem sequer fomos aos pratos principais, que isto de estar de dieta faz com que o apetite também diminua francamente. Ainda assim, dizer que os ovos mexidos com farinheira foram os melhores que já comi (e sou uma expert, porque a-do-ro farinheira), os peixinhos da horta estavam uma delícia, os camarões à «la guilho» uma perfeição (e o molho? Hummmmm) e a muxama com agrião e queijo da ilha um pitéu.

 
(este misto de enchidos esteve para vir mas resistimos-lhe)
 
Mas há muito mais na ementa: pastéis de bacalhau, ovos verdes, morcela de arroz... Nos pratos principais (carne), há favinhas guisadas com entrecosto, bochechas de porco preto com puré de grelos, franguinho piri-piri, alheira de caça, plumas de porco preto com puré de maçã e arroz salteado com grelos. No que toca a peixe, fiquei com pena de não ter experimentado o polvo panado com arroz de feijão (gosto tanto), mas havia montes de outras coisas boas: bacalhau à lagareiro, açorda de gambas, arroz de tamboril com lingueirão e camarões, camarão tigre grelhado ou na cataplana, entre outros.
Ah!!! Não resisti a pedir um pastel de nata Honra e palavra de honra que fiquei com a sensação de que aquilo me soube a Pastel de Belém. Era igual! Não sei se o desgraçado vem de lá ou se o chef pasteleiro é um verdadeiro génio. O que sei é que comia mais seis! Na ementa também há travesseiros, arroz doce, mousse de chocolate, pudim flan, frutas e gelados vários.
 
 
Sem dúvida, mais um belo tiro do Olivier e mais um spot onde voltar. Ainda assim, tenho de confessar a minha grande tristeza por ter fechado o da rua do Alecrim, que era o meu preferido, chuinf, chuinf. Enfim... sobram-me quatro belíssimos filhos do Olivier, todos eles no nosso top: este Honra, o Guilty, o Avenida, e o Yakuza.
 
Depois do jantar, subimos ao quarto. Passámos a noite no The Beautique Hotel Figueira. Achámos que era perfeito, para o caso de bebermos mais do que a conta e, assim, não ser preciso pegar mais no carro. Por acaso não aconteceu (já tínhamos bebido dois mojitos antes do jantar, nem sequer bebemos vinho à refeição, fomos uns bons meninos), mas foi uma boa opção. O hotel é muito bonito, charmoso, com imensos detalhes alusivos a figueiras, e cheio de design (ou não fosse a decoração da responsabilidade da prestigiada Nini Andrade Silva).






 
E assim se passaram as celebrações destes 13 anos. Para o ano há mais!
Hoje acordámos às 6.50 (GLUP) e voámos para casa (apesar de ter custado levantar foi uma experiência agradável estar na baixa àquela hora, a ver a cidade que amanhece). Eu levei o Manel à escola, que entra às 8.10 (e tinha teste à primeira hora). O Ricardo levou o Martim, que entra às 9h. Pequena Mada continua doente e de molho. E pronto. A vida volta ao normal. Por falar nisso, tenho uma reportagem gigante para entregar hoje, deixa-me lá ir à minha vidinha.

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