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Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

Atingimos a maioridade

Foi há 18 anos que fomos jantar pela primeira vez. Ele convidou-me uns tempos antes, eu aceitei mas depois desmarquei (pessoa que sabia fazer as coisas). Ficou para dia 17 de Agosto. Fomos jantar a um restaurante num barco e a seguir seguimos para o Café de Santos onde ele garantia que serviam a melhor caipirinha de Lisboa. Não sei se era realmente a melhor mas lembro-me de ter gostado. Quando saímos ele deu-me um beijo e pronto, nunca mais nos separámos. Dois anos depois casámos. E depois tivemos filhos. Um, dois, três, quatro.

Faz hoje 18 anos. Atingimos a maioridade. Nunca pensei chegar até aqui, sou franca. Mas sobretudo nunca imaginei chegar até aqui tão estupidamente feliz. Parabéns a nós! 

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Olá verão, olá dúvidas de alimentação!*

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Vai de férias nos próximos dias? Este post é para si!

A Dietista Margarida Simões, especialista em Nutrição Materno-Infantil de Aptababy, explica algumas das regras básicas que devemos ter em conta caso estejamos a pensar passar alguns dias longe de casa ou visitar países com culturas diferentes. Escolha o destino, pegue numa caneta e embarque nesta viagem.

“Viagens e férias, o drama de muitos pais quando chegam os meses de verão. As férias com os filhos são sinónimo de memórias felizes, mas quando estes são bebés ou ainda crianças pequenas, implicam também muito trabalho e planeamento prévio. Os dias de férias querem-se descontraídos, despreocupados e relaxantes. Mudam-se algumas rotinas, mas não a alimentação dos mais pequenos. Como fazer?

Por cá...

Avaliar o momento.

Está a amamentar? Deu início à diversificação alimentar? Como é que o seu filho reage nas refeições? Respire fundo e faça uma lista do que vai necessitar. Se ainda amamenta, esta tarefa é mais fácil. Se está na fase das sopas ou das papas (que varia de criança para criança), veja se tem todos os ingredientes.

As papas não lácteas devem ser preparadas com o leite habitual do bebé (leite infantil ou leite materno), enquanto as papas lácteas devem ser confecionadas com água. Se o seu profissional de saúde aconselhou iniciar esta fase com as sopas, compre alguns legumes frescos, como batata, abóbora e/ou cenoura. Não se esqueça também que, a cada 3 ou 5 dias, pode ser incluído um legume novo na sopa, por isso, calcule os dias que estará fora e acrescente opções à lista de compras.

Escolher o local.

Comece por procurar um alojamento que dê resposta às necessidades de alimentação do seu bebé. Opte, preferencialmente, por um local com fogão e frigorífico para poder preparar e armazenar as refeições ou por um hotel que possa auxiliar durante as refeições dos mais pequenos.

Manter a rotina.

Os horários são sempre mais fléxiveis nas férias, mas deverá manter a rotina do bebé, realizando as refeições habituais com alimentos que ele já conhece e está adaptado. Por mais que se estejam a divertir, não deve saltar refeições e, mesmo que haja tendência para acordar mais tarde, nunca deve esquecer o pequeno-almoço.

Estar preparado.

Vai passar os dias a passear e a explorar novos locais? Não vai querer levar a “casa às costas”, mas lembre-se que está calor e há que ter cuidados redobrados com a qualidade e a segurança alimentar dos alimentos que levamos para comer fora de casa.

Na lancheira térmica deve incluir água (a bebida de eleição) e outros alimentos refrescantes que contribuam para a hidratação da criança, tais como laranja, melão ou melância. Os lanches intermédios devem ser leves, onde pode incluir o pão, bolachinhas ou sobremesas lácteas.

Se preferir algo mais prático, os produtos de alimentação infantil são uma boa opção para poder oferecer às crianças refeições nutritivas, de forma prática e segura – muitos destes produtos não necessitam de refrigeração nem aquecimento e a embalagem protege-os de contaminações externas.

 

Refeições fora de casa

Nas refeições realizadas em restaurantes deve ter em atenção o método de confeção e os temperos utilizados. O ideal é pedir que confecionem os alimentos do bebé sem sal (ou condimentos fortes) e evitar fritos ou outros alimentos com elevado teor de gordura.

....e lá por fora?

Investigar o desconhecido.

Este ano vai arriscar num novo destino? Deve, então, informar-se sobre todas as condições sanitárias do país, investigar a gastronomia local e os alimentos geralmente disponíveis. Se optar por alugar uma casa equipada, pode preparar as refeições do bebé. Caso a opção seja um hotel, verifique os alimentos que servem regularmente.

Em países com condições sanitárias deficitárias, é necessário ter cuidados redobrados, por exemplo, com a água – sendo da torneira, não deve ser ingerida nem utilizada para lavar alimentos, cozinhar, preparar leite infantil ou lavar dentes. Evite também adicionar cubos de gelo a bebidas e não consuma alimentos crus que desconhece como foram lavados.

Fazer novas escolhas.

Se optar por fazer refeições fora, escolha locais com boas condições de higiene. Para que nada falhe, faça previamente um roteiro de bons restaurantes para crianças.

Os produtos de alimentação infantil são também uma boa opção para oferecer às crianças refeições nutritivas e familiares em qualquer lugar. Verifique as condições de transporte destes produtos da sua companhia aérea ou se as marcas (como Aptamil 2,3,4,5 ou Blédina) estão disponíveis no país de destino. Se o bebé não está habituado a estes produtos, experimente antes de viajar.

No caso de utilizar leite infantil, informe-se atempadamente se essa fórmula está disponível no destino. Caso não esteja, o melhor é mesmo levar consigo o leite necessário, pois o bebé pode ter dificuldade em adaptar-se a leites infantis diferentes.

Se está na fase de experimentação de novos alimentos, deve respeitar a regra dos 3 a 5 dias de intervalo entre a introdução dos mesmos, para identificar possíveis alergias e permitir a adaptação. Poderá encontrar uma variedade diferente de alimentos, mas deve evitar alimentos muito exóticos e diferentes daquilo a que a criança está habituada.

 

Aproveite as férias e relaxe, mas lembre-se sempre da saúde futura do seu bebé!”

Nota Importante: O leite materno é o melhor para o bebé e proporciona-lhe todos os benefícios da amamentação, tais como imunidade (diminuição do risco de infecções e alergias) e a protecção de que ele necessita. É importante que na gravidez e durante a amamentação a mãe ingira uma dieta saudável e equilibrada. A suplementação do leite materno com uma fórmula para lactentes, nas primeiras semanas de vida pode reduzir a quantidade de leite materno e voltar atrás nesta decisão é difícil. As implicações financeiras e sociais de utilizar uma fórmula para lactentes devem sempre ser consideradas.

A utilização de uma fórmula para lactentes deve ser sempre indicada por um profissional de saúde, e a mãe deve ser orientada para seguir cuidadosamente as instruções do fabricante e respeitar as indicações da embalagem para uma preparação adequada de forma a evitar riscos para a saúde do bebé.

 

*Post escrito em parceria com Aptababy, pela Dietista Margarida Simões

Férias: quando o começo não é perfeito (ou seja quase sempre)

O início das férias nem sempre é bom. Na verdade, aqui em casa é quase sempre mau. Este ano foi dos piores de sempre. Estávamos há 3 semanas sem crianças. O silêncio dessas três semanas não teve preço. Creio que só é possível apreciar devidamente algo que não temos ou não tivemos durante muito tempo. E o silêncio é algo que, numa casa com 4 miúdos, não acontece muitas vezes. Além do silêncio, tivemos tempo para nós os dois. Para ler, jantar fora, passear, namorar. Tempo precioso. Quando as férias começaram, recomeçou o barulho. Os gritos, as discussões, o "ó mãe, ele bateu-me!", "Não fui eu, foi ela!", as argumentações parvas, as discórdias. O Mateus esteve três dias verdadeiramente insuportável. Sempre a chorar, sempre a fazer birras, aos guinchos, a espernear sempre que era contrariado. Em suma, o começo das férias trouxe stress, chinfrim e trabalho. Nós, que estávamos com os níveis de adrenalina sossegadinhos tivemos um pico frenético que nos deixou atordoados e a pensar que as férias iam ser um desastre.

É todos os anos isto. Mesmo quando não estamos 3 semanas sem eles antes das férias, o embate com as novas rotinas não é fácil. E também porque acho mesmo que passamos o ano a sonhar com um ideal de férias que não existe. Ou seja: quando sonhamos com férias imaginamo-nos a baloiçar numa rede, a dormir até às tantas, a sentir o sossego amolecer-nos o corpo. Às vezes até escolhemos para o desktop do nosso computador uma imagem das Maldivas ou de Bora Bora ou destino paradisíaco equivalente, e sorrimos ao imaginar o que nos espera. Burrice. Qualquer semelhança entre esse Paraíso e as férias das pessoas em geral é mera coincidência. Há gritos, há apitos, há sandes para preparar, roupa para lavar, gente para mandar calar, protector solar para espalhar em metros de pele, jantares para fazer, fraldas para trocar, brincadeiras que temos de fazer mesmo quando só nos apetecia ficar deitados ao sol. Descanso? Só no desktop do nosso computador, que continua a exibir coqueiros e água transparente.

O embate dura geralmente dois dias ou três. Depois eles acalmam (ou nós acostumamo-nos) e vem a felicidade. Dar valor ao comboio vagaroso que nos leva até à praia onde vamos há 20 anos, aos mergulhos no mar morno, ao sol que nos aquece a pele e a alma, ao livro que devoramos, aos amigos que se reunem na praia, os nossos e os deles, aos jantares tardios nos lugares de sempre onde já nos conhecem pelo nome, ao sono deles, exaustos de tanta diversão.

Chegámos à nossa casa de Tavira no sábado. As nossas férias começaram ontem. 

 

Juntámo-nos à tribo

Na semana passada fui com as minhas companheiras do The Woffice até ao MEO Sudoeste. Uma teve a ideia, desafiou as outras, e em menos de nada estávamos todas a fazer a viagem para a Zambujeira. Uma das coisas que ficou logo decidida foi que não íamos acampar. Epá... nada contra quem acampa mas montar a tenda no meio de todo aquele arraial de miudagem a chamar pela Elsa pela noite dentro já não é para mim. Aliás, para dizer a verdade, a única vez que gostei de acampar foi na praia então deserta do Brejo Largo, há uma vida inteira, com os meus amigos de infância e adolescência, sem confusões, só nós e a natureza e polvos caçados para o jantar. 

Assim sendo, ficámos nas Casas da Lupa, um turismo rural muito querido mesmo ali ao lado. Assim que chegámos, e como era cedo, fomos piscinar alegremente, depois almoçámos, a seguir fomos para o quarto trabalhar um bocadinho, cada uma no seu computador. Ao final da tarde, lá fomos para a nossa aventura sudoestiana.

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 Esta coisa de uma de nós ser fotógrafa tem a enorme desvantagem de ficarem as fotos sem ela. Ora... sem ela não é a mesma coisa

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Tivemos a sorte de conseguir um tour pela herdade da Casa Branca, que é gigantesca. Andámos numa espécie de safari pelo campismo, vimos o canal onde a malta toda toma banho, fomos à zona da cozinha e à lavandaria. Fiquei muito impressionada, tenho de dizer, com as novidades. A cozinha comunitária TEKA muito bem equipada, debaixo de um telheiro, com micro-ondas, placas vitrocerâmicas; o espaço para lavar a loiça gigante... as mesas para a malta fazer as refeições. A zona da lavandaria, da LG, tem agora cinema, para o pessoal ver uns filmes enquanto espera que a roupa fique lavada. Muito giro, muito bem organizado, até deu vontade de experimentar um regresso ao campismo (uma vontade ligeira, vá).

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Acho a maior graça aos cartazes das várias tribos, espalhados pela zona das tendas. Este ano grande destaque para a febre do momento: o Pokemon Go.

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Depois de tudo explorado, e para fazer tempo para a hora dos concertos, fomos comer, andámos na roda gigante, encontrámos os Minions, fomos até à zona VIP e ao espaço da Caixa, onde podíamos fazer pinturas fluorescentes e depois aproveitar a luz negra para tirar fotos.

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Cocó quase a fazer jus ao nome (eu sou aquela pessoa que tem medo até de uma simples roda gigante) 

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 Aqui com a nossa menina Inês, finalmente arrancada de trás da sua máquina

 

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 A noite não foi assim a mais espectacular em termos de concertos mas era a única em que conseguíamos ir as quatro. Tivemos DI Darcy, DJ Callas, Club Banditz, Yellow Claw e DVBBS. 

Teria gramado estar ouvir Martin Garrix, Seu Jorge, C4 Pedro, James Morrison ou Steve Aoki mas pronto, não se pode ter tudo, e ter ido com as 3 meninas do The Woffice ao MEO Sudoeste foi mesmo bom, divertido e tudo e tudo. Nem vos conto a nossa noite mas posso garantir que não me ria assim há muito, muito tempo. Para o ano acho que o Manel já é menino para ir com os amigos. Acho mesmo que é uma daquelas experiências que toda a miudagem devia ter, pelo menos uma vez na vida. 

Férias variadas

A minha mãe é do caraças. Marramos muito uma com a outra, embirramos, temos feitios muito diferentes. Mas ela é do caraças. Ficou uma semana com o Mateus na casa de férias, enquanto os outros estavam no campo de férias (e nós no Algarve), e a seguir ficou uma semana com todos. Quatro. É verdade que todos ajudam, que três já estão suficientemente crescidos para colaborarem muito. Mas também não deixa de ser verdade que todos juntos fazem muito barulho. Dão trabalho. É preciso fazer refeições, lembrar-lhes de lavarem os dentes, acordar de noite porque o bebé chorou, passar protector solar, ter a certeza que ninguém se afoga na piscina, mandar largar o telemóvel, pedir para falarem mais baixo, mediar conflitos. A minha mãe, sozinha, faz tudo isto com genuína satisfação. E os miúdos gostam muito da semana que passam com ela. Pelo caminho, ainda convidou o avô materno e a boadrasta para almoçar, pelo que o convívio foi mesmo supimpa.

Obrigada, mãe!

No domingo fomos buscá-los para os levar para a quinta dos meus sogros. Lá estão, com os primos. Apanham fruta das árvores, vão para a piscina, jogam às escondidas, à bola, pinguepongue, basquet. Andam soltos e cheios de mimo. Animação não lhes falta com avós, primos e dois pares de tios. 

Todos os anos acontece esta mesma rotina e eu sei que este tempo longe de casa faz bem a todos. A eles, aos avós, primos e tios que rejuvenescem nestes dias, a nós, que usufruímos do silêncio e da total liberdade para fazer o que nos dá na bolha. Não queremos jantar? Tudo bem! Queremos sair para dançar? Perfeito. Queremos correr juntos logo de manhã? Ok. Queremos ir ao cinema, beber um copo com amigos? Certíssimo. Queremos simplesmente ficar em casa sem ouvir um pio? Impecável.

Não tarda vamos de férias todos juntos. Estamos a contar os dias.

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A foto deste ano 

 

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A foto do ano passado